Solo fértil, clima favorável, água abundante, logística de transporte e base florestal em expansão explicam por que Inocência foi escolhida pela Arauco para receber megafábrica de celulose de R$ 25 bilhões
A megafábrica de celulose da Arauco está sendo construída em Inocência, no Mato Grosso do Sul, porque a cidade reúne solo fértil para o desemvolvimento rápido de eucalipto, clima favorável, água abundante, logística de transporte e forte vocação regional para projetos florestais.
Inocência reúne condições estratégicas para a megafábrica de celulose
A cidade oferece ambiente favorável ao cultivo florestal e condições para sustentar uma operação industrial de grande porte.
A base florestal pesou na decisão. A Arauco já garantiu 400 mil hectares de eucalipto contratados e em expansão para abastecer a futura planta, dando segurança ao projeto Sucuriú.
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Outro ponto decisivo é a vocação do Mato Grosso do Sul para empreendimentos de base florestal. O estado concentra produção relevante e reúne estrutura para ampliar sua participação no mercado de celulose.

Megafábrica de celulose terá investimento de R$ 25 bilhões
O Sucuriú receberá US$ 4,6 bilhões, cerca de R$ 25 bilhões, e será uma das maiores fábricas de celulose do mundo construída em uma única etapa. A capacidade prevista é de 3,5 milhões de toneladas por ano.
Com esse volume, a megafábrica de celulose deve reforçar o peso do Brasil entre os principais polos mundiais do setor e coloca Inocência no centro de uma transformação econômica inédita.
A cidade tem cerca de 8,7 mil habitantes. Durante as obras, a previsão é de 14 mil empregos diretos e indiretos, quase duas vezes a população local, com potencial para alterar a rotina do município.
Arauco tem atuação em mais de 80 países
O investimento é da Arauco, multinacional chilena presente em mais de 80 países. A empresa atua em celulose, painéis de madeira, produtos florestais e energia renovável.
A companhia está em mercados como Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, China e África do Sul. A Arauco é uma das líderes globais na produção de celulose sustentável.
A nova fábrica deve operar com energia limpa, tecnolgia de última geração, reaproveitamento de resíduos, redução de emissões e uso racional da água.
Obras começaram em abril
A pedra fundamental do empreendimento foi lançada em abril, marcando o início das obras civis. O cronograma prevê a primeira leva de celulose no quarto trimestre de 2027.
A megafábrica de celulose foi projetada para integrar produção florestal, industrial e energética em um mesmo complexo. A Arauco prevê gerar 400 megawatts de energia limpa a partir de subprodutos do processo industrial.
Desse total, 200 MW devem ser usados no consumo interno. Outros 220 MW devem ser vendidos ao Sistema Interligado Nacional, volume suficiente para abastecer uma cidade de 800 mil habitantes.
Cidade deve sentir forte impacto econômico
A chegada da fábrica deve movimentar comércio, serviços, moradia e arrecadação municipal. Inocência fica a 330 quilômetros de Campo Grande e se prepara para receber milhares de trabalhadores durante a implantação do projeto.
A expectativa é de mudança estrutural na região, com geração de renda, novos investimentos e expansão econômica ligada à cadeia da celulose. O impacto tende a alcançar setores urbanos e atividades de apoio ao complexo industrial.
Para uma cidade de 8,7 mil moradores, a presença de 14 mil empregos diretos e indiretos durante as obras representa uma virada incomun. A demanda por serviços e moradia deve crescer com o avanço do empreendimento.
Mato Grosso do Sul ganha força no setor
O projeto reforça a posição do Mato Grosso do Sul no mercado brasileiro de celulose. A expectativa da Arauco é que, em menos de uma década, o estado assuma o posto de maior produtor do Brasil e um dos principais do mundo.
Em 2024, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose. Cerca de 7,5 milhões saíram de Mato Grosso do Sul, distribuídas entre quatro linhas industriais, sendo três da Suzano e uma da Eldorado.
O país é o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos, que fabricam cerca de 48 milhões de toneladas por ano.
Mato Grosso do Sul, sozinho, já ultrapassa o Japão, nono colocado, com produção superior a 7,4 milhões anuais.
No último ano, as exportações sul-mato-grossenses renderam US$ 2,7 bilhões, cerca de R$ 14,4 bilhões, destinadas à Ásia e à Europa, especialmente China, Países Baixos e Itália. O Brasil exportou US$ 10,6 bilhões em celulose.
Com informações de Gazeta do Povo.

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