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O popular alimento fermentado pode ajudar a eliminar microplásticos do corpo

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 19/05/2026 às 19:44
Bactéria do kimchi pode se ligar a microplásticos no intestino e ajudar na eliminação das partículas pelo organismo.
Bactéria do kimchi pode se ligar a microplásticos no intestino e ajudar na eliminação das partículas pelo organismo.
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Estudo do Instituto Mundial de Kimchi, na Coreia do Sul, aponta que uma bactéria probiótica isolada do alimento fermentado conseguiu se ligar a nanoplásticos em testes laboratoriais e aumentou a eliminação das partículas em camundongos.

Microplásticos podem ganhar uma frente de enfrentamento a partir de bactéria probiótica encontrada no kimchi, segundo cientistas sul-coreanos. Ela pode se ligar às partículas no intestino e ajudar na remoção pelos resíduos.

O anúncio foi feito pelo Instituto Mundial de Kimchi, ligado ao Ministério da Ciência e TIC. A descoberta veio após estudo com uma estirpe de bactéria do ácido láctico isolada do alimento fermentado.

Microplásticos e nanoplásticos no sistema digestivo

Nanoplásticos medem menos de 1 micrômetro e surgem quando plásticos maiores se decompõem com o tempo. Essas partículas podem entrar no corpo por alimentos e água potável.

Por serem extremamente pequenas, há preocupação de que atravessem a barreira intestinal e se acumulem em órgãos como rins e cérebro. Cientistas investigam formas biológicas de reduzir seu acúmulo no sistema digestivo.

Bactéria do kimchi manteve ligação mais forte

A equipe liderada pelos Drs. Se Hee Lee e Tae Woong Whon estudou a Leuconostoc mesenteroides CBA3656. A cepa foi testada contra nanoplásticos de poliestireno, conhecidos como PS-NPs, em condições laboratoriais padrão.

Nesses testes, a bactéria do kimchi atingiu 87% de eficiência de adsorção, quase igualando a cepa de referência Latilactobacillus sakei CBA3608. Ela registrou 85% nas mesmas condições avaliadas.

Em ambiente semelhante ao intestino humano, a diferença aumentou. A cepa de referência caiu para 3%, enquanto a CBA3656 manteve 57% de ligação, sugerindo resistência maior no trato digestivo.

Teste em camundongos indicou maior excreção

A equipe também avaliou camundongos livres de germes. Machos e fêmeas que receberam a CBA3656 apresentaram mais que o dobro de nanoplásticos em suas fezes, em comparação com animais sem o probiótico.

Pesquisadores afirmam que a bactéria pode ajudar a remover partículas do próprio corpo ao se ligar a elas no intestino e favorecer a excreção. O estudo foi publicado na revista Tecnologia de Biorrecursos.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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