A Marinha afirmou por meio de nota que o navio São Luiz, que se chocou contra a ponte Rio-Niterói, é objeto de um processo judicial. Os responsáveis pela embarcação aguardam a decisão da justiça para definir seu destino, e por isso a mesma está atracada na Baía de Guanabara desde 2016.
Ainda segundo a autoridade marítima, uma investigação será realizada o mais rápido possível, para estabelecer o que levou ao incidente e quem será responsabilizado pelo mesmo.
No mesmo comunicado, a Marinha afirmou que a embarcação São Luiz não apresentava perigos à navegação e que as condições meteorológicas extremas foram as culpadas pela quebra da amarração que a segurava.
-
Enquanto pontes antigas ainda travam ferrovias pelo mundo, nos Estados Unidos uma estrutura de 2,3 mil toneladas foi montada fora do canteiro e levada de barcaça pelo rio Hudson para substituir uma ponte centenária
-
Egito constrói monotrilho de US$ 5,5 bilhões sobre o Cairo com vigas de 80 a 100 toneladas içadas por guindastes móveis, enquanto ruas precisam ser bloqueadas para erguer quase 100 km de trem suspenso
-
Perto de Amsterdã, uma obra ao lado da rodovia A9 colocou 19 vigas de concreto em sequência no mesmo dia, com peças de até 31,5 metros e 60,5 toneladas
-
Enquanto a cidade dormia na Suíça, uma ponte de 255 toneladas foi erguida no escuro por um guindaste de 1.000 toneladas em uma operação noturna com precisão milimétrica
Processo judicial envolvendo o navio São Luiz
O navio graneleiro São Luiz está parado há 6 anos em decorrência de um processo que tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro. A embarcação abandonada era de propriedade da extinta empresa Navegações Mansur, que já foi dona de mais de 11 navios.
Quando entrou em processo de falência, a empresa proprietária do navio já havia desfeito de quase todas as propriedades, restando somente o São Luiz, que ficou em disputa com o BNDES, credor da empresa. A Indústrias Reunidas Caneco S.A. foi a destinatária dos recursos que a Navegações Mansur havia tomado emprestado do BNDES.
Indústrias Reunidas Caneco S.A, então, utilizou os valores para destino diverso do objeto do contrato, a construção de outra embarcação, o que configura infração definida no artigo 20 da Lei 7.492/96.
O banco, por outro lado, exagera na atualização da dívida e não reconhece que a maior parte já foi quitada com a entrega de outro navio, de acordo com informações de uma pessoa ligada aos herdeiros da Navegações Mansur à Coluna Gilson Monteiro.
Após averiguação detalhada, a Ponte Rio-Niterói está novamente aberta ao tráfego em sua totalidade
Nesta terça-feira, por volta das 10h50, a Ponte Rio-Niterói foi totalmente liberada para o tráfego. Desde que um navio colidiu com a ponte na segunda-feira, a mesma teve as pistas fechadas por segurança, sendo liberada parcialmente três horas depois.
A averiguação que foi feita na estrutura da ponte revelou, conforme afirma a concessionária Ecoponte, que a colisão entre o navio e a via não comprometeu a sua estrutura.
Após a conclusão de pequenos reparos, a ponte foi aberta em direção ao Rio de Janeiro, tornando-a novamente totalmente acessível. No momento da liberação, o tráfego estava fluindo suavemente em ambos os sentidos.

Seja o primeiro a reagir!