1. Início
  2. Economia
  3. O MEI paga menos da metade do valor que um autônomo desembolsa no INSS, mas essa economia vem com um preço: a aposentadoria será sempre de um salário mínimo, sem chance de alcançar valores maiores
7 comentários 3 min de leitura

O MEI paga menos da metade do valor que um autônomo desembolsa no INSS, mas essa economia vem com um preço: a aposentadoria será sempre de um salário mínimo, sem chance de alcançar valores maiores

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 07/09/2025 às 11:06 Atualizado em 07/09/2025 às 11:07
Assista o vídeoMEI paga menos da metade do INSS, mas aposentadoria será sempre de um salário mínimo
MEI paga menos da metade do INSS, mas aposentadoria será sempre de um salário mínimo
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
19 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo
Prefira o CPG no Google

Pagar INSS como autônomo ou MEI? Veja quanto custa por mês, o valor da aposentadoria e quem realmente leva vantagem.

A contribuição previdenciária é obrigatória para quem exerce atividade remunerada no Brasil. Mas a forma como cada trabalhador contribui varia bastante entre categorias como autônomos e microempreendedores individuais (MEI). Na prática, o MEI paga menos da metade do que um autônomo recolhe mensalmente para o INSS, o que garante economia imediata.

Porém, como explica o especialista Everton Lourenço, esse modelo tem um custo: a aposentadoria será sempre de um salário mínimo, sem chance de alcançar valores maiores, mesmo que o faturamento mensal seja elevado.

Já o autônomo no plano tradicional pode construir uma aposentadoria proporcional à renda declarada.

Como funciona para o autônomo

O trabalhador por conta própria que não possui CNPJ precisa emitir a guia GPS no sistema da Receita Federal e escolher um dos dois planos de contribuição:

  • Plano simplificado (11%) – contribuição de R$ 155,32 em 2025, com aposentadoria limitada a 1 salário mínimo.
  • Plano tradicional (20%) – contribuição entre R$ 282,20 e R$ 1.557,20 por mês, de acordo com a renda declarada, podendo garantir aposentadoria do mínimo até o teto do INSS, hoje em R$ 7.786,02.

Segundo Everton Lourenço, o plano tradicional é mais oneroso no presente, mas garante flexibilidade e valores mais altos de benefício no futuro.

Como funciona para o MEI

Já o MEI paga menos da metade porque sua contribuição é incluída na guia DAS, junto de tributos como ISS e ICMS.

O sistema de recolhimento é simplificado e fixo:

  • Alíquota padrão (5%) – entre R$ 71,60 e R$ 76,60 mensais, dependendo da atividade.
  • Alíquota para caminhoneiros (12%) – cerca de R$ 174,44 por mês.

Independente da renda declarada ou do faturamento, o resultado é sempre o mesmo: aposentadoria de 1 salário mínimo.

Essa simplicidade torna o regime atrativo para pequenos empreendedores, mas com limitações evidentes no longo prazo.

Diferenças no imposto de renda

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Outro ponto destacado por Everton Lourenço é a relação com o Imposto de Renda:

Autônomo: precisa declarar rendimentos mensalmente via carnê-leão, sujeito a alíquotas que podem chegar a 27,5%.

MEI: não paga IR mensal. O recolhimento é feito apenas pela guia DAS, independentemente do faturamento dentro do limite legal.

Na prática, isso significa menos burocracia e mais economia no curto prazo para o MEI, mas sem perspectivas de aposentadoria maior que o mínimo.

Regras para ser MEI

O regime não é acessível a todos. Para abrir um CNPJ MEI, é preciso:

Faturar até R$ 81 mil por ano, ou até R$ 251,6 mil no caso de caminhoneiros.

Não ser sócio ou administrador de outra empresa.

Atuar em atividades permitidas pela legislação.

Ter, no máximo, um funcionário contratado.

Essas regras restringem o regime aos pequenos empreendedores, garantindo a ele benefícios básicos da formalização, como emissão de nota fiscal, acesso ao crédito e cobertura previdenciária.

O que vale mais a pena?

Na avaliação de Everton Lourenço, a escolha depende do perfil:

MEI paga menos da metade, é mais barato e prático, ideal para quem está começando ou tem baixo faturamento. Porém, a aposentadoria será sempre de um salário mínimo.

Autônomo (plano tradicional): mais caro, mas oferece possibilidade de aposentadoria acima do mínimo, além de acesso a regras de transição e benefícios proporcionais às contribuições.

Em resumo: o MEI é melhor no presente, enquanto o autônomo pode ser mais vantajoso no futuro.

O fato de que o MEI paga menos da metade do que um autônomo contribui ao INSS mostra a diferença de custos entre os regimes, mas também evidencia os limites da aposentadoria mínima garantida ao microempreendedor.

Já o autônomo que paga mais hoje pode ter retorno maior no futuro.

E você, acha que vale a pena pagar menos e se contentar com o mínimo, ou prefere investir mais agora para garantir uma aposentadoria maior?

Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem já passou por essa decisão na prática.

Inscreva-se
Notificar de
guest
7 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Hortêncio Bezerra Pinho
Hortêncio Bezerra Pinho
09/09/2025 16:10

E quem já está aposentado não seria o casa de migrar para MEI

Márcio
Márcio
09/09/2025 13:31

O negócio é que ninguém sabe quando vai morrer pra ficar achando que depois será melhor. O bom mesmo é viver o momento depois é velhice e passagem.

Alex Paz
Alex Paz
08/09/2025 23:59

Poderia fazer uma matéria para quem é CLT e abre um MEI. Como fica a aposentadoria?

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
7
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x