O complexo Lagoa dos Ventos, da Enel, é apontado pela CNN Brasil como o maior do país e da região, com 1.063 megawatts instalados e mais de 3,3 terawatts-hora por ano.
No sertão do Piauí, centenas de torres brancas giram sem parar, movidas pelo vento forte e constante que sopra na região. Juntas, elas formam o Lagoa dos Ventos, apontado pela CNN Brasil como o maior parque eólico do Brasil e da América Latina em operação.
Operado pela Enel, o complexo tem 1.063 megawatts de capacidade instalada e gera mais de 3,3 terawatts-hora por ano, energia equivalente ao consumo de cerca de 3,4 milhões de lares, de acordo com a Enel Green Power.
Segundo a CNN Brasil, o parque ainda passa por uma nova ampliação, que deve elevar a capacidade instalada para mais de 1,5 gigawatt, reforçando o peso do Nordeste na geração de energia do país.
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Por que o vento do sertão é tão bom para gerar energia?
O Nordeste brasileiro tem uma característica rara: ventos fortes, constantes e que sopram quase sempre na mesma direção, condição ideal para as turbinas eólicas trabalharem com alto rendimento.
Essa regularidade faz com que uma torre no sertão gere muito mais energia ao longo do ano do que a mesma torre instalada em regiões de vento irregular, o que reduz o custo da energia produzida.
Do que é feito um parque eólico gigante?
O Lagoa dos Ventos reúne centenas de aerogeradores espalhados por uma área enorme. Cada torre tem dezenas de metros de altura e pás que chegam a mais de 60 metros de comprimento, girando lentamente para capturar o vento.
Toda a energia gerada é reunida e enviada para o sistema elétrico nacional, atendendo consumidores muito distantes do Piauí.
O Brasil também começa a olhar para o mar. Os parques eólicos instalados na costa, chamados de offshore, prometem ventos ainda mais fortes e constantes, e estudos apontam que podem multiplicar a capacidade de geração do país nos próximos anos.
O Nordeste como polo da energia limpa
A força do vento transformou o Nordeste no principal polo eólico do Brasil, atraindo bilhões de reais em investimentos e levando desenvolvimento a cidades pequenas do interior.
Esse avanço faz parte de uma mudança maior na forma como o país produz eletricidade, com grandes empresas ampliando sua presença nas renováveis, como quando a AES Brasil dobrou sua capacidade comprando usinas no Piauí, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul.
O crescimento é rápido e chega a novas regiões, como quando a primeira usina eólica do norte do Rio Grande do Sul foi anunciada para abastecer cerca de 40 mil residências.
Os dados do complexo estão na ficha oficial do projeto na Enel Green Power, e a informação sobre a liderança regional e a ampliação foi divulgada pela CNN Brasil.
