Robô instalado em uma farmácia do Paraná separa medicamentos em poucos segundos, mantém retiradas disponíveis durante todo o dia e foi associado ao crescimento das vendas, enquanto a equipe humana permaneceu no trabalho e assumiu funções que exigem atendimento, validação e conhecimento técnico.
Instalado em uma farmácia de Bandeirantes, no norte do Paraná, um sistema robótico passou a separar medicamentos em aproximadamente dez segundos e permite que clientes retirem compras durante as 24 horas do dia, inclusive quando a loja permanece fechada.
Associada a um crescimento de 30% nas vendas da unidade, a automação foi implementada sem o desligamento dos funcionários, que continuaram responsáveis pelo atendimento ao público, pelas orientações profissionais e pelos procedimentos que exigem conferência humana.
A experiência ocorre em uma loja da Drogamais, rede com mais de 230 unidades no estado, onde o equipamento trabalha nos bastidores, organiza o estoque, localiza os produtos solicitados e conduz cada item até o ponto de retirada.
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Segundo a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias, a Febrafar, o sistema foi adotado para acelerar o atendimento, reduzir perdas e ampliar o período em que os consumidores conseguem receber pedidos já autorizados.
Farmácia oferece retirada de medicamentos 24 horas
Fora do horário comercial, o consumidor realiza a compra pela internet, conclui o pagamento e recebe um código de identificação, usado posteriormente no balcão automatizado instalado na área externa da unidade para liberar o produto armazenado.
Ao fazer a leitura do QR Code, a estrutura externa envia a solicitação ao sistema interno, que identifica o medicamento correspondente, movimenta o item dentro do estoque e o entrega ao cliente sem exigir a abertura completa da loja.
Mesmo durante a madrugada, aos domingos ou em feriados, pedidos previamente pagos e autorizados podem ser retirados, o que transforma uma atividade normalmente vinculada à presença de atendentes em uma operação disponível durante sete dias por semana.
Dentro do estabelecimento, o mecanismo também altera a rotina da equipe, porque o software identifica a localização exata do produto, aciona a estrutura automatizada e conduz o medicamento até o ponto indicado em cerca de dez segundos.
Com a procura manual reduzida, os funcionários deixam de gastar parte do expediente entre prateleiras e gavetas, enquanto permanecem dedicados ao contato com o público, à conferência dos pedidos e às etapas que não podem ser automatizadas.
Robô não substitui o trabalho do farmacêutico
Essa divisão de tarefas ganha importância nos medicamentos sujeitos à apresentação de receita, pois o documento precisa ser registrado por um atendente ou farmacêutico antes que o sistema possa localizar e liberar o produto correspondente.
Embora execute armazenamento, separação, controle e movimentação, a máquina não exerce a função legal de farmacêutico, não escolhe tratamentos, não decide qual medicamento deve ser fornecido ao consumidor e não dispensa a autorização profissional exigida.
Também relacionado à gestão interna, o controle de validade se torna mais preciso porque o sistema registra a posição e as informações dos produtos, permitindo que a farmácia acompanhe os lotes que precisam sair primeiro.
Em um estabelecimento que trabalha com milhares de caixas, diferentes princípios ativos, apresentações variadas e datas de vencimento específicas, essa organização reduz a dependência de verificações exclusivamente manuais e ajuda a diminuir perdas de estoque.
Automação melhora o controle do estoque
Ao concentrar os medicamentos em uma estrutura automatizada, a unidade aproveita melhor a área interna disponível, enquanto o salão pode ser destinado à circulação dos clientes, à exposição de mercadorias e ao atendimento profissional especializado.
Na avaliação divulgada pela Febrafar, a combinação entre retirada permanente, maior velocidade na separação e organização do estoque contribuiu para o aumento de 30% nas vendas da unidade depois da implantação do sistema automatizado.
Para consumidores que não conseguem comparecer durante o expediente tradicional, a disponibilidade contínua oferece uma alternativa prática, especialmente para trabalhadores noturnos, pessoas que deixam o emprego tarde e famílias que precisam buscar pedidos previamente realizados.
Já nas compras planejadas, em que o cliente sabe qual produto precisa retirar e conclui todas as etapas obrigatórias pela plataforma digital, o balcão automatizado reduz a dependência do horário comercial sem eliminar as regras aplicáveis aos medicamentos.
Funcionários permaneceram na unidade após a automação
Ainda que a máquina opere sem intervalos e execute movimentos repetitivos durante todo o dia, a unidade manteve sua equipe humana, que passou a dividir a rotina com um sistema dedicado às tarefas de procura, transporte interno e organização.
Em vez de eliminar imediatamente postos de trabalho, a operação distribuiu funções entre equipamento e profissionais, deixando a movimentação dos produtos sob responsabilidade da tecnologia e preservando para a equipe as atividades que exigem atendimento, validação e conhecimento técnico.
Diferentemente das máquinas tradicionais de venda automática, o modelo não permite que o consumidor escolha diretamente um item em uma vitrine externa e retire uma caixa sem controle prévio ou registro dentro do sistema da farmácia.
Antes da liberação, o pedido passa pelas etapas exigidas, segue as regras correspondentes e somente depois é encaminhado ao balcão externo, onde o código apresentado pelo cliente aciona imediatamente a entrega do produto já autorizado.
Drogamais leva automação ao varejo farmacêutico
Formada por farmácias vinculadas à mesma marca e estrutura comercial, a Drogamais atua por meio de uma rede associativista, enquanto a unidade de Bandeirantes funciona como exemplo de integração entre estoque automatizado, comércio eletrônico e retirada externa.
Mais comum em centros de distribuição, a lógica de produtos organizados por software, localização automática e deslocamento interno por máquinas foi levada ao varejo farmacêutico e conectada diretamente à experiência do consumidor em uma cidade do interior.
Quando as portas estão fechadas, o sistema recebe o código, localiza o medicamento e conclui a entrega, enquanto os registros produzidos pela equipe e as autorizações necessárias continuam presentes em cada tipo de venda realizada.
Entre os resultados destacados pela Febrafar estão a separação em aproximadamente dez segundos, o atendimento de retirada durante 24 horas e o crescimento de 30% nas vendas, enquanto todos os funcionários permaneceram vinculados à unidade.
Ao combinar automação contínua com trabalho humano, o caso apresenta uma operação em que o robô assume tarefas repetitivas sem retirar da equipe as funções que dependem de orientação, conferência, atendimento e responsabilidade profissional direta.
Você preferiria retirar um medicamento já autorizado em poucos segundos por um balcão automatizado disponível durante todo o dia ou aguardar o atendimento tradicional de um funcionário dentro da farmácia durante o horário comercial habitual?

