Elias Jorge retomou os estudos pela Educação de Jovens e Adultos em Morro do Chapéu, na Bahia, depois de priorizar a formação do filho Pertiano Sossa, hoje professor, escritor e dono de três pós-graduações, que passou a comprar materiais, ajudar nas tarefas e celebrar a volta do pai à escola.
A EJA passou a ocupar um novo lugar na história de Elias Jorge depois de anos dedicados ao trabalho e à educação do filho. Sem ter recebido a formação escolar que desejava, ele vendeu o que havia acumulado para garantir os estudos de Pertiano Sossa e agora voltou à sala de aula.
A história foi publicada pelo portal Só Notícia Boa em 27 de julho de 2026. O vídeo da homenagem foi gravado em abril, na Escola Municipalizada Yeda Barradas Carneiro, em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, Bahia, e ultrapassou 1 milhão de visualizações após voltar a circular nas redes sociais.
Pai colocou a formação do filho à frente dos próprios sonhos
Elias Jorge acreditava que o conhecimento era uma conquista que ninguém poderia retirar de uma pessoa. Mesmo sem ter tido acesso à instrução que desejava, ele transformou essa convicção em decisões práticas para garantir uma formação melhor ao filho.
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Durante a homenagem, Pertiano afirmou diante da turma que o pai vendeu tudo o que tinha para lhe proporcionar conhecimento. Elias precisou escolher entre investir nos próprios projetos e direcionar seus recursos para a educação do filho.
Segundo o relato, o pai gastou e vendeu o que havia conseguido juntar para sustentar a família e pagar a melhor escola que estava ao seu alcance. A fonte não informa quais bens foram vendidos, os valores envolvidos ou em que período isso aconteceu.
Essas limitações impedem quantificar o sacrifício financeiro. Ainda assim, o depoimento de Pertiano mostra que a própria formação foi construída sobre escolhas difíceis feitas pelo pai ao longo dos anos.
Esforço ajudou o filho a chegar ao ensino superior
O investimento realizado por Elias produziu resultados na trajetória acadêmica de Pertiano Sossa. Ele concluiu o ensino superior, tornou-se professor e escritor e possui três pós-graduações.
A formação de Pertiano concretizou o projeto educacional que o pai havia colocado como prioridade. O conhecimento defendido por Elias passou a orientar a vida profissional do filho e sua atuação dentro da educação.
A reportagem não informa quais cursos de graduação e pós-graduação Pertiano concluiu, em quais instituições estudou ou em que áreas trabalha atualmente como professor e escritor.
Também não detalha quanto tempo transcorreu entre os primeiros investimentos do pai e a conclusão das formações. O dado confirmado é que o filho alcançou o ensino superior e acumulou três especializações posteriores.
Depois do filho, chegou a vez de Elias estudar
Após acompanhar a realização acadêmica de Pertiano, Elias decidiu retomar um desejo que havia deixado em segundo plano. Ele ingressou na Educação de Jovens e Adultos e voltou a frequentar uma escola em Morro do Chapéu.
A EJA atende pessoas que não concluíram a educação básica na idade regular. No caso de Elias, a modalidade abriu uma oportunidade para voltar à sala de aula depois de uma vida marcada pelo trabalho e pelo apoio aos estudos do filho.
A fonte não informa a idade exata de Elias, a etapa de ensino que ele frequenta ou quando iniciou o curso. Embora seja descrito como idoso, não há dado preciso que permita indicar sua idade.
Também não foi divulgada uma previsão para a conclusão dos estudos. Por isso, sua trajetória deve ser apresentada como um processo em andamento, e não como uma formação já finalizada.
Relação entre pai e filho ganhou novos papéis
Durante a infância e a juventude de Pertiano, era Elias quem providenciava os recursos necessários para que o filho estudasse. Depois que o pai entrou na EJA, parte dessa dinâmica foi invertida.
Agora, Pertiano compra os materiais escolares de Elias e o auxilia nas tarefas feitas em casa. O filho que recebeu apoio para estudar passou a acompanhar o pai em sua própria experiência educacional.
Essa mudança não elimina o papel desempenhado por Elias no passado. Ela demonstra como o cuidado com a educação passou a circular entre as duas gerações, criando uma relação de apoio recíproco.
A reportagem não informa com que frequência Pertiano ajuda o pai, quais disciplinas apresentam maior dificuldade ou como é organizada a rotina de estudos fora da escola.
Homenagem aconteceu dentro da sala de aula
Pertiano decidiu surpreender o pai durante uma aula da EJA. Ele entrou na sala levando bolo e flores e explicou aos colegas de Elias por que aquele momento possuía um significado especial para a família.
Diante da turma, chamou o pai de herói e agradeceu pelos esforços feitos ao longo da vida. A homenagem reconheceu não apenas o retorno de Elias à escola, mas tudo o que ele havia deixado de lado para garantir o futuro do filho.
Pertiano afirmou que o pai trabalhou para lhe oferecer o melhor e adiou os próprios sonhos para que ele pudesse realizar os seus. O discurso emocionou Elias e os estudantes que acompanhavam a surpresa.
A celebração também ocorreu no aniversário do pai, segundo a fonte. O vídeo reúne a entrada do professor na sala, a entrega das flores e do bolo e as palavras dirigidas a Elias diante dos colegas.
Escola devolveu esperança e sensação de importância
Pertiano relatou que a volta aos estudos deu um novo significado à vida do pai. Segundo ele, Elias passou a se sentir mais feliz, útil e valorizado depois de ingressar na escola.
A EJA não aparece apenas como um caminho para concluir etapas escolares, mas como parte de uma mudança na rotina e na percepção que Elias tem de si mesmo.
A fonte não apresenta avaliações pedagógicas, notas, frequência ou depoimentos dos professores responsáveis pela turma. A transformação mencionada está baseada na observação feita pelo próprio filho.
Mesmo sem esses detalhes, a presença regular na escola representa a retomada de um direito que havia sido adiado enquanto Elias direcionava seus esforços para a sobrevivência da família e a formação de Pertiano.
Vídeo ultrapassou 1 milhão de visualizações
A homenagem foi registrada em vídeo na Escola Municipalizada Yeda Barradas Carneiro. Depois de voltar a circular nas redes sociais, a publicação superou 1 milhão de visualizações.
Milhares de usuários reagiram à história de Elias e Pertiano, segundo a reportagem. A repercussão foi impulsionada pela inversão dos papéis: primeiro o pai sustentou os estudos do filho; depois, o filho passou a apoiar a volta do pai à escola.
Pertiano explicou que compartilhou o vídeo para incentivar outras famílias a valorizarem a educação e reconhecerem os sacrifícios realizados pelos pais em benefício dos filhos.
Ele também expressou o desejo de que a homenagem sensibilizasse outras pessoas. A fonte não informa em qual data o vídeo foi publicado originalmente nem apresenta a quantidade exata de comentários e compartilhamentos.
Educação conectou duas gerações da mesma família
A trajetória de Elias e Pertiano mostra dois momentos distintos unidos pelo mesmo princípio. No primeiro, um pai sem formação escolar completa utilizou seus recursos para garantir oportunidades ao filho.
No segundo, o filho já formado passou a comprar materiais, ajudar nas tarefas e acompanhar o pai dentro da EJA. O conhecimento deixou de ser apenas uma herança transmitida em palavras e passou a ser construído pelos dois em etapas diferentes da vida.
A história não elimina as dificuldades enfrentadas por adultos e idosos que retornam à escola. Também não permite afirmar que todos encontram apoio familiar ou condições para conciliar estudo, trabalho e outras responsabilidades.
Ainda assim, a experiência de Elias demonstra que a retomada pode acontecer quando existem oportunidade, incentivo e reconhecimento. Sua volta à sala de aula representa um projeto pessoal que permaneceu adiado enquanto ele priorizava o futuro do filho.
Um ciclo de apoio que ainda está em andamento
Elias ainda percorre sua trajetória escolar, enquanto Pertiano continua ao lado dele como filho, professor e principal incentivador. O resultado acadêmico final não foi informado, mas a mudança já aparece na rotina e na relação entre os dois.
Depois de vender o que possuía para que o filho estudasse, Elias passou a receber dele os materiais e a ajuda necessários para construir o próprio caminho na educação.
Na sua opinião, escolas e governos deveriam ampliar o apoio para adultos e idosos que desejam voltar a estudar pela EJA? Conte nos comentários se você conhece alguém que retomou a educação depois de muitos anos longe da sala de aula.
