O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, prepara uma megaoperação para receber 11.700 veículos elétricos e híbridos da BYD em duas etapas. Na terça-feira (26), um navio da armadora italiana Grimaldi atraca com 4.500 automóveis, e em 23 de junho o maior navio cegonha da BYD, o BYD Shenzhen da classe Explorer, traz as 7.200 unidades restantes. A operação mobiliza 150 trabalhadores portuários em regime de 24 horas ininterruptas, 90 caminhões cegonha e um plano de tráfego especial para evitar congestionamentos nas ruas de Itajaí.
O maior navio cegonha da BYD está a caminho do Porto de Itajaí com 7.200 veículos elétricos e híbridos a bordo, mas antes de sua chegada em 23 de junho, um navio italiano da armadora Grimaldi atraca nesta terça-feira (26) com outros 4.500 automóveis da montadora chinesa. Segundo informações do portal Auto Papo, no total, são 11.700 carros que vão desembarcar no terminal catarinense em uma das maiores movimentações de veículos importados já registradas no Brasil, exigindo uma força-tarefa que começa às 7h de terça e opera por 24 horas sem interrupção.
A operação é um teste para a capacidade técnica do Porto de Itajaí e para a logística urbana da cidade. A prefeitura montou um plano de tráfego rigoroso para canalizar o fluxo de 90 caminhões cegonha que vão circular continuamente entre o porto e a rodovia BR-101. Cerca de 150 trabalhadores portuários foram mobilizados em regime de plantão para garantir que o transbordo dos veículos do maior navio cegonha e do navio italiano aconteça sem interrupções e com impacto mínimo sobre o trânsito da cidade.
A primeira etapa: 4.500 carros na terça-feira

O primeiro lote de veículos chega nesta terça-feira (26) a bordo de um navio da armadora italiana Grimaldi, uma das maiores operadoras de transporte ro-ro do mundo. O desembarque de 4.500 automóveis da BYD será realizado em regime ininterrupto de 24 horas, com os trabalhos de transbordo começando às 7h e se estendendo até a manhã de quarta-feira.
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A frota inicial de 90 caminhões cegonha fará o escoamento imediato dos veículos do porto para pátios de armazenamento e centros de distribuição. Cada caminhão cegonha transporta entre 8 e 11 carros por viagem, o que significa centenas de viagens ao longo das 24 horas de operação. A logística foi planejada para que os caminhões vazios entrem pelo porto e os carregados saiam por rotas separadas, evitando cruzamentos que poderiam travar o fluxo.
A segunda etapa: o maior navio cegonha com 7.200 veículos
Em 23 de junho, o Porto de Itajaí receberá o BYD Shenzhen, embarcação da classe Explorer que é um dos maiores navios cegonha projetados exclusivamente para transporte transoceânico de veículos. O maior navio cegonha da BYD trará 7.200 unidades de modelos elétricos e híbridos, volume que supera em 60% o lote da primeira etapa e exigirá uma operação ainda mais robusta.
O maior navio cegonha da classe Explorer foi construído especificamente pela BYD para atender a demanda crescente de exportação de veículos elétricos da China para mercados na América do Sul, Europa e Sudeste Asiático. A embarcação ro-ro, sigla para roll-on/roll-off, permite que os veículos embarquem e desembarquem pelos próprios rodas, acelerando o processo de carga e descarga em comparação com navios convencionais que usam guindastes.
O plano de tráfego que Itajaí montou para a operação
Com dezenas de carretas circulando continuamente entre o porto e a BR-101, a prefeitura de Itajaí estabeleceu rotas pré-determinadas para minimizar gargalos urbanos. Os caminhões cegonha vazios acessam o complexo portuário pela saída 120 da BR-101, percorrendo as avenidas Adolfo Konder e Carolina Vailatti e as ruas Indaial e Felipe Reiser até o terminal.
Após o carregamento com veículos do maior navio cegonha e do navio italiano, a rota de saída canaliza os caminhões pela rua Felipe Reiser em direção às ruas Benjamin Franklin Pereira e Blumenau, até a avenida Reinaldo Schmithausen para o retorno à BR-101. A separação entre rotas de entrada e saída é essencial para evitar que caminhões vazios e carregados se cruzem em vias estreitas, o que poderia paralisar o trânsito em horários de pico.
O que a operação significa para o Porto de Itajaí e para a BYD
A escolha de Itajaí como ponto de desembarque para 11.700 veículos confirma a posição do porto catarinense como hub logístico para importação de automóveis no Sul do Brasil. O maior navio cegonha da BYD já havia utilizado portos brasileiros em operações anteriores, mas o volume combinado de 11.700 unidades em duas etapas é histórico para o terminal.
Para a BYD, a operação demonstra a escala da expansão da montadora chinesa no mercado brasileiro, onde modelos elétricos e híbridos como o Dolphin, Song Plus e Seal já competem com marcas tradicionais. A montagem de uma força-tarefa com 150 trabalhadores e 90 caminhões para uma única importação mostra que o volume de veículos chineses chegando ao Brasil está em um patamar que exige infraestrutura portuária dedicada.
Você sabia que 11.700 carros da BYD vão desembarcar no Porto de Itajaí em duas operações? Acha que a infraestrutura portuária brasileira está pronta para esse volume de importação? Conta nos comentários.
