Justiça do Trabalho e ações de consumidores mostram crescimento preocupante de litígios da Black Friday, que já passam de R$ 2 bilhões.
O que deveria impulsionar apenas vendas acabou se tornando, segundo estudo da Predictus, um dos períodos com maior número de conflitos judiciais do país.
A pesquisa mostra quem são os mais afetados (consumidores e trabalhadores), quando os litígios ocorreram (entre 2015 e 2025), onde eles se concentram (principalmente no Sudeste), como esses processos surgem (por falhas nas ofertas e excesso de carga horária) e por que a situação gera condenações que ultrapassam R$ 2 bilhões.
Logo nos primeiros dados, o estudo revela que mais de 50 mil processos estão diretamente ligados à Black Friday, mostrando que o evento comercial, apesar de lucrativo, também se tornou um grande problema jurídico para empresas de vários setores.
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Litígios da Black Friday ultrapassam R$ 2 bilhões e expõem impacto oculto no comércio
A Predictus analisou 50,2 mil processos envolvendo a Black Friday entre novembro de 2015 e setembro de 2025.
Desse total, o custo das condenações supera R$ 2 bilhões, considerando ações de consumidores e reclamatórias registradas na Justiça do Trabalho.
Assim, embora a data seja vista como um motor de vendas, os números indicam um efeito reverso que atinge financeiramente o comércio e amplia a insegurança jurídica em diversas operações.
Consumidor é quem mais aciona a Justiça Comum na Black Friday
A análise identificou 6.032 processos movidos por consumidores, grande parte relacionada ao descumprimento de ofertas e falhas graves no atendimento das lojas.
Os principais motivos das ações incluem:
Descumprimento de ofertas (638 processos);
Erros de preço;
Cancelamentos unilaterais;
Produtos não entregues.
Esses problemas, por outro lado, revelam que ainda existe uma dificuldade estrutural das empresas em lidar com o aumento da demanda durante o evento.
Sudeste concentra mais de 61% das ações de consumidores
Os estados de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais respondem por 61,39% de todas as ações de consumo envolvendo a Black Friday.
O comércio, especialmente o varejo de grande porte, domina a lista de segmentos mais acionados.
Entre os campeões de processos estão:
1-Comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo – 571 processos (9,47%);
2-Lojas de departamento e magazines – 528 processos (8,75%);
3-Supermercados – 411 processos (6,81%).
Juntos, esses setores acumulam 25,03% das reclamações dos consumidores.
Justiça do Trabalho registra 44 mil ações e aponta pressão excessiva no setor
O estudo também identificou um volume expressivo de litígios na Justiça do Trabalho, envolvendo funcionários do comércio que atuam na Black Friday.
Foram analisados 44.174 processos nos últimos 10 anos.
Do total, 37.461 ações mencionam expressamente o termo “Black Friday”, enquanto o restante está diretamente relacionado ao período de promoções.
O principal motivo das reclamações é o não pagamento de horas extras, responsável por 25,6 mil processos.
A média é de 24,96 horas extras por processo, revelando praticamente uma semana inteira de trabalho não remunerado.
Comércio de eletrodomésticos também lidera processos trabalhistas
Assim como ocorre com os consumidores, os maiores alvos das ações trabalhistas são:
Comércio de eletrodomésticos e áudio e vídeo – 3.323 processos;
Lojas de departamento – 3.319 processos;
Comércio de outros produtos não especificados – 3.180 processos.
Esses três segmentos respondem juntos por 22,23% das disputas trabalhistas.
Além disso, vendedores e operadores de caixa lideram as queixas, com mais de 14 mil processos, impulsionados pela pressão intensa por resultados durante o evento.
Sudeste domina também a Justiça do Trabalho
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram quase 60% de todas as ações trabalhistas, reforçando que o impacto jurídico da Black Friday é significativamente maior na região mais populosa e economicamente ativa do país.
Custo financeiro: Justiça do Trabalho é responsável pela maior fatia
Os números mostram um contraste entre as duas esferas:
Justiça Comum: R$ 8,4 milhões em condenações (média de R$ 1.400 por processo);
Justiça do Trabalho: R$ 1,2 bilhão em condenações (média de R$ 27.433 por processo).
Esses valores explicam por que o evento, apesar de crucial para as vendas, gera enorme preocupação jurídica para empresas do comércio.

ブラックフライデーを誰も”ブラフラ”と略していない異常さに気づくべきである。つまりsnsに氾濫するブラックフライデーはすべて日本語理解していない外国AIもしくはそもそも単語自体が全く認知されていないので略せない。つまりブラックフライデー浸透してきたというのは明らかなフェイク。ちなみにブラックフライデーのダンピングによるGDP押し下げ効果は約0.1%から0.3%ぐらい。分かりやすい大資本による消費者誘導であり騙される人は愚か。