O emblemático porta-aviões São Paulo, da Marinha do Brasil, foi afundado no Atlântico após enfrentar uma série de barreiras diplomáticas, ambientais e operacionais. Com custo de R$ 37,2 milhões, a operação despertou críticas sobre os riscos do amianto e o gasto público elevado. A decisão levantou dúvidas sobre a viabilidade e sustentabilidade das ações da Marinha.
Em uma decisão surpreendente e cercada de polêmicas, o Brasil se despediu de um dos seus mais emblemáticos símbolos de poder naval.
O porta-aviões São Paulo, antigo gigante da frota brasileira, terminou seus dias no fundo do Atlântico. Afundado em fevereiro de 2023, a 5 mil metros de profundidade e a 350 km da costa brasileira, o navio gerou uma sequência de acontecimentos que envolveram desafios ambientais, entraves diplomáticos e uma conta milionária para os cofres públicos.
Histórico e compra do porta-aviões
O São Paulo tem uma longa trajetória que remonta à França dos anos 1950, onde foi construído com o nome Foch.
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Ao lado da Marinha Francesa, participou de operações importantes, incluindo testes nucleares no Pacífico e missões no Oriente Médio e na África.
Em 2000, o Brasil adquiriu o porta-aviões por US$ 12 milhões com o objetivo de fortalecer sua presença naval.
Contudo, em 2005, um incêndio marcou o início do declínio da embarcação, e, devido aos altos custos de manutenção e à idade avançada, a Marinha do Brasil optou por desativá-lo.
Venda para o desmonte e os custos inesperados
No contexto da desativação, o casco do São Paulo foi vendido em 2021 ao estaleiro turco Sök Denizcilik por R$ 10 milhões, que planejava desmontá-lo e reciclá-lo na Turquia.
O estaleiro, certificado para reciclagem de navios, tinha experiência em processos de desmonte seguro, mas um problema inusitado surgiu antes da chegada do navio ao Mediterrâneo.
Segundo o Portal Grande Porto, as autoridades turcas proibiram a entrada do porta-aviões por preocupações ambientais devido ao amianto, material altamente cancerígeno utilizado em sua construção.
Impasse diplomático e retorno ao Brasil
Impedido de atracar na Turquia, o São Paulo iniciou uma jornada sem rumo. O navio retornou ao Brasil, mas enfrentou novos problemas. Portos brasileiros também recusaram abrigo à embarcação, agravando a situação.
Sem ter onde deixar o São Paulo, a Marinha Brasileira foi forçada a retomar a responsabilidade sobre o casco, e o navio começou a vagar ao largo da costa de Pernambuco. Durante seis meses, o São Paulo navegou sem destino, até que uma decisão final fosse tomada.
A crise ambiental e o impacto do amianto
O caso gerou intensas discussões ambientais. O amianto, utilizado amplamente em navios antigos por suas propriedades isolantes, tornou-se obsoleto com o avanço da tecnologia, mas ainda representa uma séria ameaça à saúde.
De acordo com a Revista Sociedade Militar, o material é cancerígeno e, quando exposto ao ambiente, pode contaminar o ecossistema marinho e afetar a saúde humana. Isso fez com que o impasse aumentasse, e a Marinha teve de tomar uma medida drástica.
Decisão final: afundamento e altos custos envolvidos
Em fevereiro de 2023, a Marinha do Brasil determinou o afundamento do São Paulo em uma área considerada segura.
Conforme relatado pelo Portal Grande Ponto, o Centro Hidrográfico da Marinha indicou um ponto a 350 km da costa, com mais de 5 mil metros de profundidade, para minimizar riscos ambientais.
No entanto, o custo da operação surpreendeu: foram R$ 37,2 milhões dos cofres públicos para viabilizar o processo, além do envolvimento de 298 militares, segundo a Marinha do Brasil.
Operação custosa e questionamentos
A venda do São Paulo rendeu R$ 10 milhões aos cofres da Marinha, mas o custo total do afundamento superou essa quantia em quase quatro vezes.
A complexidade logística e o manuseio da embarcação tornaram o processo mais caro do que o previsto, causando questionamentos sobre a eficácia das operações e o destino dos recursos.
A MSK Maritime, empresa envolvida no transporte do São Paulo, relatou prejuízos de até R$ 10 milhões, uma soma que intensificou o debate sobre a decisão de afundar o navio.
Desafios ambientais persistem
O episódio do São Paulo levanta questões sobre a responsabilidade ambiental em operações militares. O amianto, mesmo a 5 mil metros de profundidade, ainda representa um risco.
Especialistas apontam que a decomposição do material no fundo do mar pode causar danos a longo prazo à fauna e flora marítima.
Segundo fontes militares, a área de afundamento foi escolhida para minimizar esse impacto, mas ativistas ambientais seguem criticando a decisão, argumentando que uma solução mais sustentável poderia ter sido encontrada.
A jornada final do porta-aviões São Paulo demonstra a complexidade dos processos de desmonte e reciclagem de grandes embarcações militares.
A decisão de afundá-lo encerra uma história de 23 anos de serviço na Marinha do Brasil, mas levanta dúvidas sobre a preparação do país para lidar com desafios ambientais e operacionais desse porte.
Além dos custos milionários e das repercussões ambientais, o episódio revela uma série de falhas e a falta de opções adequadas para o destino do navio.
E você, acha que a Marinha tomou a melhor decisão para o destino do São Paulo, ou acredita que alternativas mais sustentáveis poderiam ter sido exploradas?

Decisão vc absurda desses almirantes, tendo em vista que a china e Arábia Saudita apresentaram proposta de compra do navio, e assumiram todos os riscos referente ao transporte marítimo e ao tratamento do amianto com toda a segurança, mas esses canalhas almirantes, não concordaram, pois sabiam que em três ou quatro anos esse navio seria apresentado totalmente modernizado e pronto para operação, como aconteceu com o porta aviões que a china comprou da união soviética o modernizou e agora a china já está no seu terceiro porta aviões eletromagnético, isto sim é uma nação seria e marinha seria