Pedro Parente, ex-CEO da Petrobras, explicou em entrevista à CNN Brasil que o Brasil extrai mais de 4 milhões de barris por dia mas não consegue transformar esse petróleo em gasolina e diesel suficientes porque as refinarias do país foram projetadas para processar óleo pesado, enquanto o petróleo do pré-sal é leve, e essa incompatibilidade obriga o Brasil a importar os derivados que consome
O ex-CEO da Petrobras, Pedro Parente, fez uma afirmação que resume uma das maiores contradições do Brasil: o país é autossuficiente em petróleo bruto, extrai mais de 4 milhões de barris por dia e consome menos da metade disso, mas ainda assim depende do mercado externo para abastecer os postos de gasolina e diesel. Segundo o ex-CEO da Petrobras, o problema não está na produção de petróleo, mas no refino: o Brasil simplesmente não possui refinarias suficientes para processar o que consome, e as que existem foram feitas para um tipo de óleo que o país quase não produz mais.
Segundo a InfoMoney, a análise foi feita em entrevista ao programa Hot Market, da CNN Brasil. Pedro Parente é sócio-fundador da eB Capital e acumula um currículo que inclui a coordenação do racionamento de energia em 2001, a reestruturação da Petrobras quando era a empresa mais endividada do mundo e a gestão da BRF após a crise da Operação Carne Fraca. O ex-CEO da Petrobras foi direto: petróleo bruto não vai ao tanque do carro, e o que o brasileiro consome é gasolina, diesel e GLP, derivados que o país não produz em quantidade suficiente.
A contradição que o ex-CEO da Petrobras explicou: muito petróleo, pouca gasolina
O Brasil extrai mais de 4 milhões de barris de petróleo por dia. O consumo interno, segundo o ex-CEO da Petrobras, não chega à metade dessa produção. Em tese, o país deveria ser capaz de abastecer sua própria frota sem depender de ninguém.
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Mas petróleo bruto não é combustível: ele precisa ser transformado em gasolina, diesel, querosene e GLP dentro de refinarias, e é justamente nessa etapa que o Brasil falha.
O ex-CEO da Petrobras identificou dois problemas. O primeiro é capacidade: o Brasil não tem refinarias em número e tamanho suficientes para processar todo o petróleo que extrai.
O segundo é técnico: as refinarias brasileiras foram projetadas para processar óleo pesado, que predominava antes da descoberta do pré-sal, mas o petróleo do pré-sal é leve e de alta qualidade, um tipo diferente que as refinarias antigas não processam com a mesma eficiência.
Essa incompatibilidade entre o que o Brasil produz e o que suas refinarias conseguem processar é o que obriga o país a importar derivados.
O que o ex-CEO da Petrobras disse sobre quem é o verdadeiro dono da estatal
O ex-CEO da Petrobras foi igualmente direto sobre a questão dos preços dos combustíveis. O governo detém a maioria das ações ordinárias (com direito a voto), mas esse bloco representa pouco mais de um terço do capital total da companhia.
Na visão do ex-CEO da Petrobras, quem é o verdadeiro dono da empresa, considerando a totalidade das ações, não é o governo: são os acionistas minoritários.
Essa realidade torna inviável qualquer política de preços abaixo do mercado enquanto a Petrobras tiver capital aberto. Se o governo reduz artificialmente o preço da gasolina ou do diesel, o lucro da empresa cai e os acionistas minoritários são prejudicados.
O ex-CEO da Petrobras sugeriu que, se o governo quer praticar preços politicamente convenientes, deveria fechar o capital da empresa e arcar com as consequências sozinho. Ele citou o exemplo da Noruega, onde a estatal petrolífera opera sem interferência política dentro de um mercado que funciona.
Por que baixar o preço do diesel beneficia o dono do iate tanto quanto o caminhoneiro
O ex-CEO da Petrobras não ignora a pressão real que os caminhoneiros exercem sobre qualquer governo. Mas defendeu que o erro histórico é tratar o problema com um desconto geral que beneficia, na mesma medida, o dono do caminhão frigorífico e o dono do iate em Angra dos Reis.
Quando o governo baixa o preço do diesel para todos, quem precisa do combustível para sobreviver recebe o mesmo desconto de quem usa diesel por lazer.
A proposta do ex-CEO da Petrobras é um subsídio direto e calibrado, custeado pelos próprios dividendos da empresa. Quando o preço internacional do diesel sobe, os lucros da Petrobras sobem junto. Esse dinheiro poderia ser redirecionado para compensar especificamente os trabalhadores que dependem do combustível.
O modelo evitaria também o efeito colateral de reduzir o ICMS dos estados, porque quando o governo federal pressiona por desconto estadual no imposto, o estado perde receita que financiava educação, segurança pública e saúde.
A Refinaria de Mataripe e o recado que investidores estrangeiros estão ouvindo
Há uma terceira camada no problema que o ex-CEO da Petrobras levantou. Com a privatização da Refinaria de Mataripe, na Bahia, vendida ao Fundo Soberano dos Emirados Árabes (Mubadala) por quase US$ 2 bilhões, o Brasil tem agora um investidor estrangeiro dentro da sua cadeia de refino.
Forçar preços abaixo do mercado envia um recado péssimo a esse e a outros potenciais investidores que poderiam ajudar a resolver justamente o problema de capacidade de refino que o país enfrenta.
O raciocínio do ex-CEO da Petrobras fecha um ciclo: o Brasil precisa de mais refinarias para deixar de importar derivados, mas investidores só vão construir refinarias se tiverem segurança de que os preços dos combustíveis vão refletir o mercado.
Enquanto o governo interferir nos preços para ganhar popularidade, o país continuará preso na contradição de ter petróleo de sobra e gasolina de menos. A proposta de subsídio direcionado seria uma forma de proteger o caminhoneiro sem espantar o investidor.
Petróleo de sobra, gasolina de menos e um problema que ninguém resolve
O ex-CEO da Petrobras resumiu o paradoxo brasileiro em uma frase: o país não consome petróleo bruto, consome derivados, e não tem capacidade de produzir os derivados que consome.
A combinação de refinarias insuficientes, refinarias incompatíveis com o petróleo do pré-sal, interferência política nos preços e falta de investimento privado no refino mantém o Brasil dependente de importação mesmo sendo um dos maiores produtores de petróleo do mundo.
Segundo o ex-CEO da Petrobras, a saída passa por subsídios inteligentes, preços de mercado e investimento em capacidade de refino. A pergunta é se algum governo terá coragem de fazer isso.
Você sabia que o Brasil produz mais petróleo do que consome mas precisa importar gasolina e diesel? Concorda com o ex-CEO da Petrobras que o subsídio deveria ser direto ao caminhoneiro em vez de baixar o preço para todo mundo? O que acha da ideia de fechar o capital da Petrobras? Deixe nos comentários e compartilhe este artigo com quem paga caro na bomba e quer entender por quê.

Esse entreguista foi presidente da Petrobras e não tem a mínima noção de destilação de petróleo, o negócio desse elemento, era entregar o patrimônio público a preços vis, para que pudessem ficar vivendo de benesses e corrupção.
Pois é ai vem um presidente como o Bolsonaro e ainda vende refinarias quase de graça pra Arábia Saudita. Ainda bem que o governo atual comprou a mesma de volta. Tem que investir e ampliar cada vez mais no refino da Petrobrás
A Petrobrás tem bons técnicos. Porém a ideologia está destruindo a área técnica assim como acabou com a credibilidade do IBGE. A cada ano a Petrobrás mostra retrocesso maior que o outro.
A incompetência misturada com a corrupção, nepotismo e ideologias estúpidas estão corroendo tudo no Brasil. A cada ano temos novos alvos para pesquisar e as dificuldades criadas atrasam tudo e ficamos a deriva.
Refinaria se faz, se constrói, basta parar de roubar e enganar o povo e fazer. Tifo mundo ****, Chaves deu um golpe no Brasil e Ivo Morales também e tudo junto com o ídolo dis petistas. Acorda povo.
A Petrobrás será o novo IBGE ou os correios, falidos e desacreditados.
Saco cheio desse ****.