Conflito leva Israel a esvaziar portos por risco de incêndios difíceis de conter em veículos elétricos armazenados.
O conflito entre Israel e Irã provocou uma consequência inesperada fora do campo de batalha: a retirada de carros elétricos dos principais portos israelenses.
A medida visa proteger as instalações de riscos de incêndios difíceis de controlar, caso ocorra um ataque aos centros logísticos do país.
Portos sob ameaça e riscos envolvidos
Durante qualquer guerra, estruturas estratégicas como usinas, rodovias e portos se tornam alvos potenciais.
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O porto de Haifa, o mais importante de Israel e responsável por movimentar mais de 22 milhões de toneladas de carga por ano, entrou em alerta.
O mesmo ocorreu com o porto de Ashdod, próximo a Tel Aviv e considerado o terceiro maior do país.
Segundo o portal especializado Maritime Executive, a Autoridade Marítima e Portuária de Israel emitiu uma ordem aos importadores de veículos: todos os carros elétricos devem ser retirados das áreas portuárias.
A justificativa apresentada é a “necessidade de limitar os danos” em caso de ataque com mísseis. A informação foi reforçada pelo veículo Globes, de Israel.
A orientação não se restringe a um único porto. Diversos terminais do país receberam a determinação de evacuar os automóveis elétricos e levá-los a locais mais seguros, como armazéns longe da costa.
Por que os carros elétricos viraram preocupação?
A presença de veículos elétricos nos portos foi tratada como um risco específico. Embora esses carros apresentem risco menor de incêndio do que os modelos a combustão, suas baterias exigem atenção especial. Em casos de superaquecimento, os gases liberados tornam os incêndios mais difíceis de controlar.
Os fabricantes estão tentando resolver o problema. Algumas marcas já desenvolvem tecnologias para minimizar o risco, como sistemas de escapamento que regulam os gases emitidos quando a bateria esquenta.
Mesmo assim, a precaução das autoridades israelenses é clara: evitar o acúmulo desses veículos em pontos considerados sensíveis.
Além disso, os portos concentram outras fontes inflamáveis. Mesmo sem navios carregando combustíveis ou produtos químicos, a presença de estruturas de reabastecimento torna essas áreas vulneráveis a grandes incêndios. Um foco inicial, mesmo que isolado, pode se alastrar com facilidade.
Mercado em alta e aumento da presença elétrica
O alerta ganhou ainda mais força diante do crescimento acelerado da frota elétrica no país. Em 2024, as vendas de carros elétricos em Israel cresceram 27,9%. Atualmente, um em cada cinco veículos registrados é movido a bateria.
Boa parte desse avanço vem de fabricantes chineses, que oferecem modelos com preços competitivos. A marca BYD, por exemplo, já detém 30,1% de participação no mercado israelense.
A Xpeng e a Zeekr também se destacam, ocupando a terceira e a sexta posição em volume de vendas no país.
Com esse cenário, o impacto da guerra afeta diretamente o setor automotivo.
A logística de entrada dos carros no país precisou ser revista. Milhares de unidades estão sendo deslocadas dos portos para pontos considerados mais seguros.
A operação busca prevenir tragédias, reduzir possíveis perdas e garantir que o mercado de veículos elétricos mantenha sua trajetória de crescimento.
A decisão mostra como a guerra entre Israel e Irã vai além das frentes militares e já interfere de forma concreta na economia civil.

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