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O Brasil precisa enviar petróleo para ajudar Cuba? Movimentos sociais brasileiros cobram ajuda humanitária, alegando que a Petrobras tem recursos suficientes para evitar que os cubanos continuem passando necessidades diante das sanções de Trump 

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 13/02/2026 às 09:46
Atualizado em 13/02/2026 às 09:48
Campanha pressiona a Petrobras por envio de petróleo a Cuba. Entidades, petroleiros e movimentos sociais alertam para risco de colapso energético e crise humanitária.
Campanha pressiona a Petrobras por envio de petróleo a Cuba. Entidades, petroleiros e movimentos sociais alertam para risco de colapso energético e crise humanitária.
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Campanha pressiona a Petrobras por envio de petróleo a Cuba. Entidades, petroleiros e movimentos sociais alertam para risco de colapso energético e crise humanitária.

A crise de petróleo que atinge Cuba deixou de ser apenas um problema regional e passou a provocar reação direta no Brasil

Diante do endurecimento das sanções dos Estados Unidos, uma ampla mobilização social pressiona a Petrobras a liberar o envio emergencial de combustível à ilha. 

A campanha, batizada de Petróleo para Cuba, reúne sindicatos, movimentos populares, partidos políticos e entidades de solidariedade internacional.

Quem está por trás da campanha pelo petróleo

A articulação envolve o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba e Causas Justas, federações de petroleiros e organizações populares. Além disso, centrais sindicais e lideranças políticas também aderiram ao movimento.

A estratégia, por outro lado, é simples: usar a capacidade técnica da Petrobras para fornecer petróleo bruto ou refinado a Cuba. Segundo os organizadores, o Brasil teria condições de atender parte da demanda cubana sem comprometer o abastecimento interno.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) atuam diretamente nas negociações com a diretoria da Petrobras. Enquanto isso, reuniões e contatos políticos buscam destravar os entraves jurídicos e administrativos que ainda travam a operação.

Sanções dos EUA apertam o cerco sobre o petróleo

A ofensiva dos Estados Unidos contra Cuba se intensificou com o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Em 29 de janeiro, o presidente assinou um decreto autorizando a imposição de tarifas a países que “vendam ou forneçam petróleo a Cuba”.

Essa medida ampliou o cerco econômico e atingiu em cheio o fornecimento de energia. Como resultado, o governo cubano passou a enfrentar dificuldade para manter atividades básicas funcionando.

Além disso, o novo endurecimento é visto por analistas como parte de uma política mais ampla de pressão na América Latina, alinhada à velha Doutrina Monroe.

Petroleiros e movimentos tentam acelerar envio

As federações de trabalhadores do setor de petróleo negociam alternativas técnicas para viabilizar o transporte. Ao mesmo tempo, movimentos de solidariedade mantêm diálogo com a embaixada de Cuba em Brasília e com parlamentares.

A primeira secretária da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, Senira Beledelli, explicou a urgência da situação:

“A gente sabe que não é fácil a questão burocrática, ela leva um tempo, mas a necessidade de Cuba é urgente, é para ontem. O pessoal da Federação Nacional nos informou que eles têm condições de enviar petróleo suprindo a necessidade que Cuba tem”.

Portanto, mesmo com a lentidão institucional, a pressão política só aumenta.

Os manifestos divulgados pela FNP, pelo MST e por outras entidades trazem um dado que chama atenção: a necessidade anual de petróleo de Cuba equivaleria a apenas seis dias da produção sob controle da Petrobras.

A federação afirma: “Ou seja, é viável e plausível que o nosso país encabece essa campanha de solidariedade internacional”.

O MST também reforçou o discurso humanitário: “Sem energia, não há hospitais, não há escolas, não há produção de alimentos. Negar energia a um povo é uma violação sistemática dos direitos humanos”.

E completou em nota oficial: “O recrudescimento constitui genocídio prolongado, causando escassez de combustível que paralisa hospitais, escolas e transporte. É urgente campanha internacional por envio de combustível, alimentos e medicamentos. Convocamos o governo Lula a seguir exemplo do México e enviar petróleo a Cuba, numa decisão humanitária, política e histórica para evitar catástrofe humana e reafirmar compromisso com soberania, paz e solidariedade”.

Na sua opinião, o Brasil deveria enviar petróleo a Cuba mesmo com o risco de enfrentar sanções dos Estados Unidos ou essa é uma briga que não é nossa?

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Clovis Dias
Clovis Dias
15/02/2026 16:49

NÃO, o Povo tem que derrubar aqueles esquerdistas, como temos que fazer aqui.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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