Campanha pressiona a Petrobras por envio de petróleo a Cuba. Entidades, petroleiros e movimentos sociais alertam para risco de colapso energético e crise humanitária.
A crise de petróleo que atinge Cuba deixou de ser apenas um problema regional e passou a provocar reação direta no Brasil.
Diante do endurecimento das sanções dos Estados Unidos, uma ampla mobilização social pressiona a Petrobras a liberar o envio emergencial de combustível à ilha.
A campanha, batizada de Petróleo para Cuba, reúne sindicatos, movimentos populares, partidos políticos e entidades de solidariedade internacional.
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Quem está por trás da campanha pelo petróleo
A articulação envolve o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba e Causas Justas, federações de petroleiros e organizações populares. Além disso, centrais sindicais e lideranças políticas também aderiram ao movimento.

A estratégia, por outro lado, é simples: usar a capacidade técnica da Petrobras para fornecer petróleo bruto ou refinado a Cuba. Segundo os organizadores, o Brasil teria condições de atender parte da demanda cubana sem comprometer o abastecimento interno.
A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) atuam diretamente nas negociações com a diretoria da Petrobras. Enquanto isso, reuniões e contatos políticos buscam destravar os entraves jurídicos e administrativos que ainda travam a operação.
Sanções dos EUA apertam o cerco sobre o petróleo
A ofensiva dos Estados Unidos contra Cuba se intensificou com o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Em 29 de janeiro, o presidente assinou um decreto autorizando a imposição de tarifas a países que “vendam ou forneçam petróleo a Cuba”.
Essa medida ampliou o cerco econômico e atingiu em cheio o fornecimento de energia. Como resultado, o governo cubano passou a enfrentar dificuldade para manter atividades básicas funcionando.
Além disso, o novo endurecimento é visto por analistas como parte de uma política mais ampla de pressão na América Latina, alinhada à velha Doutrina Monroe.
Petroleiros e movimentos tentam acelerar envio
As federações de trabalhadores do setor de petróleo negociam alternativas técnicas para viabilizar o transporte. Ao mesmo tempo, movimentos de solidariedade mantêm diálogo com a embaixada de Cuba em Brasília e com parlamentares.
A primeira secretária da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, Senira Beledelli, explicou a urgência da situação:
“A gente sabe que não é fácil a questão burocrática, ela leva um tempo, mas a necessidade de Cuba é urgente, é para ontem. O pessoal da Federação Nacional nos informou que eles têm condições de enviar petróleo suprindo a necessidade que Cuba tem”.
Portanto, mesmo com a lentidão institucional, a pressão política só aumenta.
Os manifestos divulgados pela FNP, pelo MST e por outras entidades trazem um dado que chama atenção: a necessidade anual de petróleo de Cuba equivaleria a apenas seis dias da produção sob controle da Petrobras.
A federação afirma: “Ou seja, é viável e plausível que o nosso país encabece essa campanha de solidariedade internacional”.
O MST também reforçou o discurso humanitário: “Sem energia, não há hospitais, não há escolas, não há produção de alimentos. Negar energia a um povo é uma violação sistemática dos direitos humanos”.
E completou em nota oficial: “O recrudescimento constitui genocídio prolongado, causando escassez de combustível que paralisa hospitais, escolas e transporte. É urgente campanha internacional por envio de combustível, alimentos e medicamentos. Convocamos o governo Lula a seguir exemplo do México e enviar petróleo a Cuba, numa decisão humanitária, política e histórica para evitar catástrofe humana e reafirmar compromisso com soberania, paz e solidariedade”.
Na sua opinião, o Brasil deveria enviar petróleo a Cuba mesmo com o risco de enfrentar sanções dos Estados Unidos ou essa é uma briga que não é nossa?

NÃO, o Povo tem que derrubar aqueles esquerdistas, como temos que fazer aqui.