A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de inovação e passou a ser usada de forma massiva por golpistas. Relatórios recentes mostram como criminosos estão explorando deepfakes, sites falsos e malwares para enganar vítimas, mirando especialmente smartphones e aplicativos bancários.
A inteligência artificial se tornou a principal aliada dos cibercriminosos. O mais importante é que a IA generativa permite criar golpes mais rápidos, convincentes e difíceis de identificar.
Hoje já existem campanhas de phishing em francês perfeito, vídeos deepfake imitando figuras públicas e chatbots falsos que simulam conversas naturais em sites fraudulentos.
Um exemplo marcante é a rede MediPhantom, descoberta na primavera de 2025. Ela reúne mais de 5.000 sites falsos de farmácias, todos feitos com IA.
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Esses golpes apresentam interfaces de pedidos falsas e avaliações de clientes geradas automaticamente.
Além disso, contam com assistentes virtuais que respondem perguntas para passar confiança antes de roubar dados bancários.
A nova moda: “Golpe-Você-Mesmo”
Entre as técnicas em alta, crescem os ataques conhecidos como “Scam-Yourself”. Nesse formato, a própria vítima instala o malware, acreditando estar atualizando um software ou verificando o sistema.
Esses golpes surgem como alertas de segurança falsos ou tutoriais no YouTube e TikTok que pedem o download de arquivos.
Normalmente, o acesso acontece por meio de páginas CAPTCHA fraudulentas. Segundo a GenDigital, mais de 4 milhões dessas tentativas foram bloqueadas no último trimestre.
Smartphones no alvo
Os criminosos estão focando cada vez mais nos celulares. Malwares como o Crocodilus miram diretamente aplicativos bancários e de criptomoedas.
Eles exploram recursos de acessibilidade para exibir janelas de login falsas, quase idênticas às originais. O objetivo é roubar nomes de usuário, senhas e códigos 2FA.
Como se proteger
Hoje, os indivíduos são o principal alvo. Portanto, é essencial manter softwares de segurança ativos. Eles bloqueiam ameaças, monitoram comportamentos suspeitos e emitem alertas quando necessário.
Além disso, alguns programas oferecem monitoramento da Dark Web.
Esse recurso verifica se dados como e-mails, senhas ou cartões de crédito estão circulando em fóruns clandestinos. É uma forma eficaz de manter a vigilância e agir antes que o prejuízo aconteça.
