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Novo voo da Gol leva Boeing para SC e abre porta para programa Voa + SC integrar 23 aeroportos, encurtar viagens na serra e turbinar turismo e negócios catarinenses

Publicado em 01/12/2025 às 10:58
Gol amplia voos na serra catarinense, integra aeroportos regionais com o programa Voa + SC em Santa Catarina e fortalece turismo e negócios.
Gol amplia voos na serra catarinense, integra aeroportos regionais com o programa Voa + SC em Santa Catarina e fortalece turismo e negócios.
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Novo voo da Gol entre Congonhas e Correia Pinto marca retorno do Boeing 737 à serra catarinense, reforça projeto Voa + SC, acelera integração de 23 aeroportos regionais e mira crescimento do turismo e dos negócios em Santa Catarina com mais frequência, opções de conexão e ocupação dos terminais locais

A Gol inaugurou um novo voo entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o aeroporto de Correia Pinto, na serra catarinense, recolocando o município no mapa da aviação comercial após dez meses sem operações regulares. Com o início da rota, a Gol passa a ter cinco bases em Santa Catarina e abre caminho para o avanço do programa Voa + SC, voltado à integração aérea regional.

O primeiro Boeing 737 da Gol pousou em Correia Pinto às 14h50 e decolou de volta para Congonhas às 15h30, inaugurando uma ligação direta que promete encurtar viagens, facilitar conexões com outros destinos nacionais e fortalecer o turismo de serra. Para o governo catarinense, a chegada da Gol é peça estratégica em um plano mais amplo de modernização de aeroportos, atração de investimentos e ampliação da malha aérea regional.

Gol estreia Boeing 737 em Correia Pinto e amplia presença em Santa Catarina

Dez meses depois da saída da Azul de Correia Pinto, a Gol Linhas Aéreas assumiu o papel de conectar novamente a serra catarinense a um dos principais hubs do país. O aeroporto, que atende Lages e região, passa a receber operações regulares da companhia diretamente de Congonhas, em São Paulo.

Com a nova rota, a Gol chega à quinta base em Santa Catarina, somando Correia Pinto aos aeroportos de Florianópolis, Navegantes, Chapecó e Joinville. A operação em Correia Pinto será feita com aeronaves Boeing 737, modelo de maior porte que reforça a aposta da empresa no potencial de demanda da região serrana.

Os voos entre Correia Pinto e Congonhas estão programados para terças, quintas e sábados, em esquema de ida e volta no mesmo dia.

O voo inaugural seguiu esse padrão: pouso em Correia Pinto às 14h50 e decolagem de retorno às 15h30, garantindo uma janela de tempo suficiente para embarque e desembarque com estrutura de aeroporto regional.

Investimentos em aeroportos regionais preparam terreno para o Voa + SC

A retomada das operações com a Gol em Correia Pinto veio acompanhada de melhorias de infraestrutura. Durante o evento inaugural, o governo de Santa Catarina entregou obras de revitalização do terminal de passageiros e intervenções voltadas à segurança operacional, totalizando R$ 3,3 milhões em investimentos.

Essas obras fazem parte de um pacote mais amplo. Desde 2023, o estado vem destinando recursos a aeroportos regionais e municipais.

Somente neste ano, os investimentos anunciados e formalizados por convênios somam R$ 35 milhões, contemplando cidades como Rio Negrinho, Pinhalzinho, Xanxerê, São Miguel do Oeste, Dionísio Cerqueira e Concórdia.

Segundo a Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, a reestruturação da malha de terminais é um dos pilares do programa Voa + SC.

A ideia é transformar aeroportos hoje subutilizados em peças ativas de uma rede que permita voos regulares de passageiros e cargas entre as diferentes regiões catarinenses.

Voa + SC quer integrar 23 aeroportos e encurtar viagens dentro do estado

O programa Voa + SC, já encaminhado à Assembleia Legislativa, é a aposta do governo estadual para organizar e incentivar o transporte aéreo regional.

O desenho do projeto foi elaborado por equipes das secretarias de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Fazenda e Planejamento, além da Procuradoria-Geral do Estado e da Casa Civil.

O objetivo é usar 23 aeroportos regionais como base de uma malha interna de voos, criando ligações mais rápidas entre o litoral, o oeste e a serra.

Um exemplo frequentemente citado é o trecho Joaçaba–Florianópolis: hoje, o deslocamento por estrada pode levar muitas horas; com aviação regional estruturada, a viagem poderia ser reduzida em até seis vezes.

O desenvolvimento da aviação regional é uma demanda antiga dos municípios, e o Voa + SC pretende responder a essa pressão com uma combinação de investimentos em infraestrutura, incentivos à operação de novas rotas e atratividade para companhias como a Gol e outras empresas interessadas em voos regionais.

O edital do programa, que será lançado após aprovação da lei, deve detalhar requisitos técnicos, contrapartidas e condições para que operadoras aéreas possam aderir.

A Gol, ao retomar correia Pinto e aumentar voos em outros aeroportos catarinenses, posiciona-se como uma das candidatas naturais a ocupar espaço relevante nessa futura malha regional.

Parceria com indústria chinesa e aposta em aviões regionais de pequeno porte

Em junho, durante viagem oficial à China, o governador de Santa Catarina visitou uma grande fábrica de aeronaves na cidade de Harbin, na Ásia.

Lá conheceu modelos com capacidade para cerca de 20 passageiros, que podem ser adaptados para transporte de cargas em rotas curtas.

A partir dessa visita, surgiu a proposta de instalar uma linha de montagem da fabricante chinesa em Santa Catarina, com potencial para gerar empregos, renda e tecnologia no setor aeronáutico local.

A ideia é que aeronaves desse tipo possam ser usadas justamente no contexto do Voa + SC, conectando cidades menores aos aeroportos que recebem jatos maiores como os Boeing da Gol.

Embora a negociação envolva empresas privadas, o governo estadual considera o projeto estratégico. Ter uma base industrial de aviões regionais combinada com uma malha em expansão e a presença de companhias como a Gol criaria um ecossistema mais robusto para o transporte aéreo catarinense.

PPP em Jaguaruna mostra nova fase da infraestrutura aeroportuária catarinense

Outro movimento importante na agenda de aviação de Santa Catarina foi a concessão do aeroporto de Jaguaruna à iniciativa privada, formalizada em junho.

Trata-se da primeira parceria público privada do governo estadual no setor, vencida pelo Consórcio Regional Sul Airport, que administrará o terminal pelos próximos 30 anos.

Considerando os aportes público e privado, o investimento total estimado pode superar R$ 70 milhões ao longo do contrato, incluindo investimento inicial, contraprestação anual e possível ampliação da pista. A concessão busca modernizar o aeroporto, ampliar a capacidade e torná-lo mais atrativo para companhias aéreas que já operam na região.

Em termos de movimento, Jaguaruna atende cerca de 11 mil passageiros por mês, tendo encerrado 2024 com aproximadamente 135 mil embarques e desembarques.

O pico foi em 2017, quando o aeroporto registrou 143 mil passageiros. Com a concessão, a expectativa é chegar a média de 188 mil passageiros por ano nos próximos ciclos.

A Latam, que já opera no terminal, anunciou aumento de 71% na oferta de assentos até o fim deste ano, sinalizando confiança no potencial de crescimento.

Em paralelo, a entrada e expansão da Gol em outras rotas catarinenses ajuda a consolidar o estado como polo relevante na malha aérea do Sul do Brasil.

Gol expande voos para Florianópolis e reforça malha no Sul do Brasil

Além da nova rota para Correia Pinto, a Gol planeja um salto importante na operação do Aeroporto Internacional de Florianópolis na próxima temporada de verão.

Entre dezembro e fevereiro de 2026, o número de pousos e decolagens da empresa na capital catarinense deve subir de 3.240 para 3.698, um acréscimo de 458 voos, equivalente a crescimento de 14%.

Na prática, isso significa mais opções de horários e rotas para quem viaja a negócios ou a lazer. A oferta de assentos também vai aumentar: de 594 mil para 681 mil lugares, cerca de 86 mil a mais, alta aproximada de 15%.

As rotas com reforço de voos ligam Florianópolis a Brasília, Rio de Janeiro (Galeão), São Paulo (Guarulhos) e Buenos Aires (Aeroparque), além de novas operações para Córdoba e Rosário, na Argentina.

Somando toda a malha, a Gol planeja mais de 16 mil voos e 3 milhões de assentos para o Sul do Brasil na temporada, crescimento de 17% em relação ao ano anterior.

Entre os destaques estão o novo destino na serra catarinense, a rota Chapecó–Florianópolis e adicionais a partir do aeroporto de Navegantes, que reforçam a posição de Santa Catarina como um dos principais mercados da companhia.

Novo voo da Gol pode acelerar turismo e negócios na serra catarinense

A chegada da Gol a Correia Pinto tem impacto direto na competitividade da serra catarinense como destino turístico e como polo de negócios.

Viagens que antes dependiam de longos trechos de carro até outros aeroportos agora podem ser feitas com conexão direta a Congonhas, um dos terminais mais movimentados do país.

Para o turismo, a combinação entre voos regulares, paisagens de serra, clima mais frio e oferta crescente de serviços tende a atrair visitantes de São Paulo e de outros estados que utilizam a capital paulista como ponto de conexão.

O acesso facilitado por meio da Gol aumenta a chance de pacotes, eventos corporativos e roteiros de fim de semana ganharem escala na região.

Do ponto de vista econômico, empresas instaladas na serra catarinense passam a contar com uma alternativa mais rápida para reuniões, feiras e viagens técnicas, reduzindo o tempo fora do escritório e o desgaste em deslocamentos rodoviários.

A presença de um Boeing 737 da Gol operando regularmente no aeroporto de Correia Pinto também fortalece o argumento da região junto a investidores e novos empreendimentos.

Em paralelo, o Voa + SC, a modernização de aeroportos e a expansão das rotas da Gol constroem uma espécie de “coluna vertebral” aérea para Santa Catarina, conectando a serra ao litoral, ao oeste e a outros estados, com potencial de reorganizar a logística de passageiros e cargas no médio prazo.

No fim das contas, o novo voo da Gol é apenas uma peça, mas uma peça visível, de um quebra cabeça maior que une investimentos públicos, parcerias privadas e estratégia de longo prazo para o transporte aéreo regional.

E você, pretende usar esse novo voo da Gol para conhecer a serra catarinense ou ainda prefere encarar a viagem pela estrada?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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