O navio de apoio Émile Bertin foi lançado em Saint-Nazaire. Saiba como a terceira unidade do programa LSS reforçará a Marinha Francesa a partir de 2027.
A cidade de Saint-Nazaire, na França, foi palco de um avanço estratégico para a defesa europeia no último dia 17 de abril. O Émile Bertin, o mais novo navio de apoio logístico da frota francesa, foi lançado ao mar no estaleiro Chantiers de l’Atlantique.
A embarcação representa a terceira unidade entregue à França dentro do programa bilateral LSS (Logistic Support Ships), coordenado pela agência OCCAR.
O objetivo central deste projeto é garantir que as esquadras navais possam operar em missões prolongadas sem a necessidade de retornar ao porto, oferecendo suporte contínuo em combustível, mantimentos e assistência técnica.
-
Submarino nuclear USS Alexandria é retirado de serviço após 35 anos e deixa a Marinha dos Estados Unidos com mais de 1 milhão de milhas em missões
-
MODEC aposta em novo conceito de casco para construir o FPSO Gato do Mato, que produzirá até 120 mil barris de petróleo por dia no pré-sal brasileiro
-
Este enorme drone submarino de 12 metros e 21 toneladas pode operar sozinho por até cinco dias
-
Enquanto navios gigantes levam comida, minério, carros e contêineres pelo planeta, faltam oficiais marítimos certificados e salários podem passar de US$ 100 mil por ano para quem comanda ou mantém embarcações nos Estados Unidos
Prazos e expectativas para a entrega em 2027
Embora o lançamento seja um marco visual impressionante, o navio de apoio ainda tem um longo cronograma técnico pela frente.
A partir de agora, o Émile Bertin entra em um estágio intensivo de acabamento interno e integração de sistemas de alta tecnologia.
O plano de trabalho é rigoroso para garantir que a embarcação esteja pronta para o serviço ativo nos próximos anos.
De acordo com as previsões das autoridades envolvidas no projeto:
- Fase Atual: Integração de sistemas e testes de funcionalidade.
- Saída de Saint-Nazaire: Prevista para o ano de 2027, com destino à base de Brest.
- Recebimento pela OCCAR: Agendado para meados do verão de 2027.
- Operação Plena: O navio deve reforçar a interoperabilidade naval europeia logo após a entrega formal.
A estrutura do programa franco-italiano de navios de apoio
O desenvolvimento desta classe de embarcações é fruto de um contrato robusto gerido pela OCCAR em benefício das marinhas da França e da Itália.
Ao todo, o planejamento prevê a entrega de seis unidades logísticas, sendo que o Émile Bertin é a quinta embarcação global do programa e a terceira voltada exclusivamente para a frota francesa.

Antes dele, já foram entregues os navios italianos Vulcano e Atlante, além dos franceses Jacques Chevallier e Jacques Stosskopf.
O sucesso desta série demonstra a eficiência da cooperação industrial entre a Naval Group e o estaleiro Chantiers de l’Atlantique, que conseguem manter o ritmo de construção necessário para modernizar o suporte logístico das forças de superfície da Europa.
Homenagem a um pioneiro e conexões internacionais
O nome do navio de apoio é uma referência direta a Émile Bertin (1840–1924), engenheiro que revolucionou a construção naval francesa e internacional.
Ele foi o responsável pela criação do tanque hidrodinâmico de Paris e teve um papel crucial no desenvolvimento da marinha do Japão durante a Era Meiji.
O avanço constante do programa manifesta a confiança no desempenho da indústria nas fases remanescentes de acabamento, destacou Darren Ash, chefe de programas da OCCAR-EA, durante o evento.

Essa ligação histórica com o país asiático foi celebrada durante o lançamento com a presença de representantes da embaixada japonesa.
A cerimônia reuniu nomes de peso, como Laurent Castaing (diretor-presidente do estaleiro) e Vincent Martinot-Lagarde (Naval Group), além de oficiais de alta patente da Marinha Francesa e da agência de compras de defesa (DGA).
Importância operacional para a Marinha Francesa
Com a chegada do Émile Bertin, a Marinha Francesa ganha um recurso vital para a projeção de poder global.
Além de transportar combustível e carga, esses navios são projetados para atuar como verdadeiros centros de manutenção móvel.
Eles permitem que fragatas e outros navios de combate realizem reparos e reabastecimentos simultâneos em pleno oceano, garantindo que a presença naval seja constante e eficaz em áreas de interesse estratégico.
Fonte: Poder Naval
