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Novo ciclone avança pelo Brasil com risco de 200 mm de chuva, ventos fortes e tempestades severas: seis estados entram em alerta máximo e milhões podem enfrentar alagamentos, deslizamentos e mar agitado nos próximos dias

Publicado em 28/01/2026 às 21:18
Atualizado em 28/01/2026 às 21:19
ciclone traz chuva forte, ventos fortes e tempestades severas ao Brasil, elevando risco de alagamentos em seis estados sob alerta máximo nos próximos dias.
ciclone traz chuva forte, ventos fortes e tempestades severas ao Brasil, elevando risco de alagamentos em seis estados sob alerta máximo nos próximos dias.
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Formação entre Sul e Sudeste entra no estágio mais crítico de quinta (29) a sábado (31). Corredor de umidade pode ultrapassar 200 mm, com temporais, rajadas acima de 60 km/h e mar agitado. Inmet alerta na quarta (28). Seis estados ficam na mira: MS, SC, PR, SP, MG e AC.

O ciclone em formação na costa brasileira deve virar o tempo de forma drástica e organizar um corredor de umidade capaz de espalhar tempestades severas e acumulados que podem passar de 200 mm em pontos do país nos próximos dias.

O cenário começa com alerta para chuvas já nesta quarta (28), mas entra no trecho mais crítico entre quinta (29) e sábado (31), quando o sistema se consolida e aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos, vento forte e mar agitado, com foco em seis estados.

Onde e como o ciclone se forma

A mudança é impulsionada por uma área de baixa pressão que começa a se aprofundar na quinta (29). A previsão citada indica que esse sistema deve se consolidar como ciclone entre quinta e sábado (31), atuando na costa entre as regiões Sul e Sudeste.

Mesmo antes de o “olho” estar totalmente definido, a instabilidade se espalha porque o ciclone puxa umidade e empurra temporais por grande parte do território nacional, funcionando como uma engrenagem que organiza a umidade e amplia a área de chuva.

Cronograma do ciclone dia a dia

A semana entra em escalada de risco, com mudanças rápidas no padrão de chuva e temporais:

Quarta-feira (28)
O alerta inicial concentra atenção no Rio Grande do Sul e na faixa que liga o Sudeste ao Centro-Oeste. No Nordeste e no Norte, a chuva pode chegar a 100 mm por dia.

Quinta-feira (29)
As tempestades ganham força total. O risco aumenta no norte gaúcho, oeste de Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo.

Sexta-feira (30)
É o dia de atenção máxima para chuva extrema na divisa entre Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Com o solo já saturado em algumas áreas por causa das chuvas da semana passada, cresce o risco de alagamentos e deslizamentos.

Sábado (31)
O ciclone mantém o padrão de instabilidade e abre espaço para perigo adicional com vento, além de reforçar a agitação marítima no litoral.

Os seis estados na mira do ciclone

Embora a chuva alcance quase todo o país, os acumulados mais expressivos, acima de 200 mm, e ventos constantes são esperados para estes seis estados:

Mato Grosso do Sul
Alvo de chuvas extremas na sexta-feira (30).

Santa Catarina
Atenção especial para a faixa leste.

Paraná
Riscos concentrados no norte e no leste do estado.

São Paulo
Todo o estado deve ser atingido, com acumulados críticos no interior.

Minas Gerais
Foco no sul e no oeste mineiro.

Acre
Acumulados significativos no extremo oeste.

Vento forte, risco urbano e mar agitado

A partir de sábado (31), o perigo não fica só na chuva. As rajadas associadas ao ciclone podem ultrapassar 60 km/h, principalmente no Sudeste, elevando o risco de queda de árvores e danos a estruturas em áreas urbanas.

No litoral, a cautela precisa ser redobrada porque o mar tende a ficar muito agitado.

A orientação é evitar pesca e navegação na costa do Sudeste até que o ciclone se desloque completamente para o Oceano Atlântico.

Até quando a instabilidade deve durar

As instabilidades devem permanecer sobre o país até, pelo menos, a próxima quinta-feira (6). A orientação da Defesa Civil é que moradores de áreas vulneráveis acompanhem as atualizações em tempo real, porque o quadro pode mudar rapidamente conforme o avanço do ciclone.

Na sua cidade, o maior medo com esse ciclone é alagamento, deslizamento ou vento derrubando árvore e estrutura?

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Fonte
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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