A renovação da Hilux ganhou um novo parâmetro ao espelhar soluções da Tacoma, líder do segmento nos EUA. Mudanças no desenho e na cabine, diferenças de plataforma e o calendário previsto para o Brasil entram no radar.
A Toyota apresentou, no fim de 2025, a nova geração da Hilux, já lançada no Sudeste Asiático e na Europa e prevista para estrear no Brasil ainda este ano.
A picape média chega com mudanças de desenho e de cabine, e a principal referência citada por Autoesporte é a Toyota Tacoma, vendida em mercados como Estados Unidos e Canadá.
Nos Estados Unidos, a Tacoma liderou as vendas entre as picapes médias em 2025.
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De acordo com dados atribuídos aos parceiros da MarkLines, o modelo registrou 274.638 unidades emplacadas e se tornou o terceiro veículo mais popular da Toyota naquele mercado, superando o Corolla.
Embora sejam modelos voltados a regiões diferentes, a comparação aparece porque a Hilux passou a adotar soluções de estilo e de organização interna semelhantes às da Tacoma.
A associação, na matéria do portal AutoEsporte, foi observada durante o Salão de Detroit, quando a caminhonete norte-americana foi analisada de perto.
O que a Hilux mudou por fora e por dentro
Na carroceria, a nona geração da Hilux adota um visual mais quadrado, com linhas retas e robustas, seguindo uma linguagem que também aparece na Tacoma.
Ainda assim, o ponto em que a influência é descrita como mais clara está na cabine, segundo a própria comparação feita na reportagem.
Na parte interna, a nova Hilux passa a exibir um conjunto de telas com central multimídia em posição elevada, saídas de ar horizontais e um volante com desenho mais volumoso.
O painel também ganha traços mais retos e áreas visualmente demarcadas, em linha com o padrão visto na Tacoma.
Por ter sido apresentada depois, a Hilux traz um desenho de cabine mais recente dentro do portfólio da marca.
Mesmo com diferenças de acabamento e de execução, a reportagem destaca semelhanças de conceito na organização dos comandos e na solução das telas.

A mudança chama atenção porque o interior se distancia do que é visto na Hilux vendida no Brasil desde 2015.
No texto original, a avaliação é que a atual geração já ficou atrás das rivais em modernidade e lista de equipamentos, apesar do desempenho comercial no segmento.
Plataforma mantida e diferença em relação à Tacoma
A renovação da Hilux, segundo a apuração citada pela reportagem, seguiu uma estratégia de preservação de base técnica.
A Toyota teria mantido a plataforma IMV e a estrutura geral da cabine, incluindo o formato das portas, concentrando as mudanças no design da dianteira, da traseira e do painel.
A comparação feita no texto menciona que a abordagem lembra a atualização aplicada pela Chevrolet S10, com manutenção da base estrutural e foco em mudanças visuais e de conteúdo.
A ideia apresentada é preservar componentes já conhecidos e, ao mesmo tempo, atualizar pontos percebidos pelo público no uso diário.
No caso da Tacoma, a reportagem afirma que a base é diferente.
A picape norte-americana utiliza a plataforma TNGA-F, que também serve de base para a Tundra, o que delimita até onde as semelhanças entre Tacoma e Hilux podem avançar.

Eletrificação apresentada na Ásia e o que deve chegar ao Brasil
Na Ásia, a nova Hilux estreou com opções elétrica, híbrida leve e com célula de combustível a hidrogênio, segundo o texto original.
Para o Brasil, a reportagem diz que a Toyota deve apostar na versão híbrida leve com sistema de 48 Volts até o fim de 2026, mantendo a promessa de oferecer ao menos uma versão híbrida flex em todos os seus veículos no país.
A matéria também afirma que a Hilux G9 deverá ser comercializada com duas motorizações.
Uma delas seria o atual motor 2.8 turbodiesel de quatro cilindros, com 204 cv, já conhecido da caminhonete vendida hoje no Brasil.
A segunda opção mencionada é a variante híbrida leve de 48 Volts, que teria auxílio de um motor elétrico de 16 cv e bateria de íons de lítio de 0,2 kWh.
O texto não indica, porém, detalhes adicionais de desempenho além desses números.
Ainda de acordo com a reportagem, a fabricante iniciaria a homologação da nona geração no começo deste ano.
O processo, com testes de emissões e ruído, é descrito como rígido e com duração estimada de, no mínimo, seis ou sete meses.
Tacoma na Argentina e limites para uma eventual vinda ao Brasil
Segundo o portal AutoEsporte, desde meados do ano passado, unidades da Toyota Tacoma foram vistas em circulação nas proximidades da fábrica de Zárate, na Argentina.
A interpretação apresentada é que a marca poderia estar testando um conjunto híbrido pleno no país.
Apesar do relato, a reportagem diz não haver informação de que a Tacoma será vendida no Brasil.
O argumento apontado é que a Hilux ocupa uma faixa semelhante no portfólio local, o que reduziria o espaço para uma segunda picape média com proposta próxima.
Sem uma confirmação pública da Toyota sobre planos comerciais para a Tacoma na região, a matéria trata o tema como observação de testes e cenário provável, sem anúncio formal.
Quando a nova Hilux deve estrear no mercado brasileiro
Após a estreia da nova Hilux na Ásia, o texto afirma que cresceram especulações sobre o momento de chegada ao Brasil, considerando que o lançamento dependeria de investimentos para atualização da produção em Zárate.
A reportagem atribui a fontes consultadas a projeção de que a Hilux híbrida leve seja lançada no último trimestre de 2026, com possibilidade de ficar para o início do ano seguinte.
Essa estimativa, segundo o próprio texto, confirmaria uma informação publicada ainda em 2023, quando a nova geração estava distante de ser lançada.
Com a nona geração, a Hilux tende a combinar a base técnica já conhecida com um interior redesenhado e opções de eletrificação em alguns mercados.
No Brasil, o texto aponta para a manutenção do motor turbodiesel e a introdução do sistema híbrido leve como principais novidades mecânicas.


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