O encontro entre o Governo do Estado do Paraná e representantes da Câmara de Comércio Brasil-Canadá teve como objetivo criar a Nova Ferroeste e estreitar as relações entre o Governo do Estado e as empresas paranaenses e potenciais investidores e parceiros de negócios canadenses.
A Nova Ferroeste é um dos negócios que devem ter mais destaque nessa relação entre Paraná e Canadá. A ferrovia de 1.567 quilômetros deverá transportar 38 milhões de toneladas de carga em seu primeiro ano de operação e se tornará o segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres do Brasil.
Nova Ferroeste fará Paraná dar um salto na importação e exportação. Na avaliação de Luis Fagundes, coordenador do Grupo de Trabalho Nacional de Planejamento Ferroviário, o estado do Paraná dará um salto qualitativo em infraestrutura e logística, o que afetará diretamente a capacidade de importação e exportação de produtos e insumos nos mercados nacional e internacional.
“O ano de 2023 é crucial para a Nova Ferroeste, pois estamos concluindo as licenças ambientais, que levaram vários meses, antes de colocar o projeto em leilão, mas isso não nos impede de já aproveitar oportunidades com investidores estrangeiros, devido ao projeto. Por seu tamanho, complexidade e importância, o investimento de investidores estrangeiros pode ser decisivo, não só para o estado do Paraná, mas para o país como um todo”, observou Fagundes. “O Canadá tem operadores tradicionais na questão ferroviária e grandes fundos de investimento e a nova Ferroeste é um ativo encarado como uma boa oportunidade de negócio”, concluiu.
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Integração que vai gerar a Nova Ferroeste
Ao final do encontro, o diretor da CCBC entregou ao vice-governador um álbum de fotos promovendo o intercâmbio entre as cidades de Curitiba e Quebec. A publicação é baseada no trabalho de fotógrafos brasileiros e canadenses que visitam outros países para promover a solidariedade entre as cidades. Algumas fotos de Curitiba ainda estão expostas no campus da universidade e no Aeroporto Internacional de Montreal.
