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New Glenn decola, cruza o Max Q e faz pouso do booster na plataforma Jaclyn enquanto o segundo estágio segue para entregar o satélite Bluebird 7

Escrito por Carla Teles
Publicado em 20/04/2026 às 13:58
Atualizado em 20/04/2026 às 14:01
Assista o vídeoNew Glenn decola, cruza o Max Q e faz pouso do booster na plataforma Jaclyn enquanto o segundo estágio segue para entregar o satélite Bluebird 7
New Glenn cruza o Max Q, recupera booster na plataforma Jaclyn e leva o satélite Bluebird 7, com bastidores do voo e do pouso.
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Com o New Glenn, a missão atravessou o Max Q, recuperou o booster na plataforma Jaclyn e manteve o segundo estágio rumo ao satélite Bluebird 7

O foguete New Glenn decolou na Flórida e atravessou o Max Q, o trecho mais exigente da subida, antes de iniciar a sequência que terminou com o pouso do booster na plataforma Jaclyn e a continuidade do segundo estágio rumo ao satélite Bluebird 7.

Nos primeiros minutos, a transmissão destacou o acionamento do sistema de água no solo, usado para reduzir o impacto acústico, amortecer ondas de choque e resfriar a área de lançamento. Em seguida, a telemetria confirmou uma trajetória nominal, com o veículo ganhando velocidade até superar o ponto de máxima pressão dinâmica, preparando o caminho para as etapas mais rápidas da missão.

O que acontece quando o foguete cruza o Max Q

New Glenn cruza o Max Q, recupera booster na plataforma Jaclyn e leva o satélite Bluebird 7, com bastidores do voo e do pouso.

O Max Q é o momento em que o foguete enfrenta a maior carga de forças do ar enquanto acelera. Nesta missão, a confirmação veio pouco antes de completar dois minutos de voo, com a equipe anunciando que o veículo havia passado pelo Max Q e, logo depois, que isso significava que o New Glenn já estava em regime supersônico.

É um daqueles marcos que parecem técnicos, mas dizem muito sobre o que está em jogo: se o veículo atravessa essa “parede” com estabilidade, o resto do plano ganha confiança. E é aí que a história começa a acelerar de verdade.

Separação de estágios e o caminho liberado para o satélite

Com a subida estabilizada, a missão entrou no trecho em que “muita coisa acontece rápido”, como a própria transmissão antecipou. Vieram o corte do motor principal do primeiro estágio, a separação entre estágios e a ignição do motor do segundo estágio, descrita como nominal e em plena potência.

Pouco depois, houve a separação da carenagem, aquela “capa” que protege a carga durante a passagem pela atmosfera. Quando a carenagem se abre, o satélite deixa de estar blindado pelo foguete e a missão entra no modo entrega, com o segundo estágio seguindo para completar as queimas necessárias para a órbita planejada. Dá para sentir o peso do momento, mesmo para quem não acompanha lançamentos todo dia.

Pouso do booster na plataforma Jaclyn, no meio da operação

Enquanto o segundo estágio continuava trabalhando para o satélite, o booster iniciou sua volta. A transmissão confirmou o apogeu e apontou a rota para a Jaclyn, uma plataforma de pouso no oceano, a cerca de 375 milhas do local de lançamento.

Vieram então as etapas clássicas de retorno: queimas de desaceleração, reentrada atmosférica e, já na descida final, a confirmação do reentry burn completo. Em seguida, a missão passou pelo “Max Q da descida”, quando o veículo volta a encarar forças relevantes ao atravessar camadas mais densas do ar.

Na hora decisiva, a transmissão anunciou “três bons motores” no pouso e, mesmo com nuvens baixas e fumaça na imagem, os aplausos e gritos no controle indicaram o que todo mundo queria ouvir: touchdown confirmado, com o booster de volta à Jaclyn. E ainda havia satélite para entregar.

O que se sabe sobre o satélite Bluebird 7 nesta missão

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Do lado do segundo estágio, a transmissão explicou a lógica do perfil orbital: após a primeira queima, vem o corte do motor e uma fase de “coast”, quando o estágio segue sem propulsão por um período. Depois, um acionamento mais curto ajusta a órbita para ficar exatamente dentro do planejado para o satélite Bluebird 7.

Em outras palavras, o pouso do booster é o grande espetáculo visual, mas o “trabalho silencioso” do segundo estágio é o que garante que o satélite chegue onde precisa, com precisão. E é esse detalhe que costuma passar batido quando a gente só vê o foguete subindo.

Por que esse tipo de voo chama atenção além do público fã de espaço

Quando um lançamento combina subida limpa, passagem pelo Max Q, separação de estágios e recuperação do booster, ele reforça algo que impacta o setor inteiro: a ideia de reutilização como rotina, com operações cada vez mais coreografadas.

E, no fim das contas, isso conversa com o que chega até a vida real em algum momento: mais missões, mais cargas em órbita e mais infraestrutura baseada em satélite sustentando serviços que vão de comunicação a monitoramento. O que hoje parece “coisa de transmissão ao vivo” vira base invisível do cotidiano amanhã.

Você acompanhou esse lançamento ou só viu os trechos do pouso do booster e do satélite nas redes?

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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