SC se tornou o primeiro estado do Brasil com 100% das salas de aula da rede estadual climatizadas após investimento de R$ 165,1 milhões em 10 meses que equipou todas as 1.040 escolas com ar-condicionado, enquanto a maioria dos estados não chega a 60% de salas climatizadas.
SC acaba de conquistar posição que nenhum outro estado brasileiro ocupava até agora. Santa Catarina se tornou o primeiro estado do país com ar-condicionado em 100% das salas de aula da rede estadual, resultado de investimento de R$ 165,1 milhões realizado em aproximadamente 10 meses que o governo estadual classifica como o maior da história da educação catarinense. Todas as 1.040 escolas estaduais de SC estão agora com salas climatizadas, avanço que o Censo Escolar 2025 do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) contextualiza: em junho de 2025, apenas 53,2% das escolas estaduais catarinenses tinham climatização, o que significa que o estado praticamente dobrou o percentual em menos de um ano.
O contraste com o restante do Brasil dimensiona o que SC alcançou. A maioria dos estados brasileiros não chega a 60% de salas de aula climatizadas, e mesmo os mais avançados como Tocantins, Rondônia, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás ficam acima de 80% sem atingir a marca de 100% que SC agora ostenta. “Hoje, somos o primeiro estado do Brasil com 100% das salas de aula das nossas escolas estaduais climatizadas, garantindo mais dignidade e melhores condições para aprender”, afirma o governador Jorginho Mello, declaração que posiciona a climatização como política de dignidade e não apenas de conforto.
Por que a climatização das salas de aula importa para a educação em SC

A decisão de climatizar todas as escolas estaduais em SC não é questão de luxo: é medida com impacto direto no aprendizado. Estudos pedagógicos e de ergonomia escolar demonstram que temperaturas extremas, tanto calor quanto frio, reduzem significativamente a capacidade de concentração dos alunos, e SC é estado que enfrenta variações climáticas intensas ao longo do ano, com verões que ultrapassam 35°C no Oeste e invernos que chegam abaixo de zero na Serra. Uma sala de aula sem climatização obriga alunos e professores a enfrentar condições que comprometem o rendimento independentemente da qualidade do conteúdo ou da dedicação do docente.
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A secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, reforça o impacto pedagógico da medida em SC. “A climatização transforma o ambiente escolar, melhora o desempenho dos estudantes e valoriza toda a comunidade escolar. Santa Catarina dá um passo à frente e mostra um caminho possível para o Brasil”, afirma a secretária, que também é conselheira nacional de educação. Para professores que passam horas em sala de aula, a climatização melhora condições de trabalho que historicamente eram negligenciadas em discussões sobre valorização profissional: não basta aumentar salário se o docente leciona em ambiente onde o calor ou o frio tornam a permanência desconfortável.
Como SC conseguiu climatizar 1.040 escolas em 10 meses
A velocidade de execução é parte impressionante do feito de SC. Sair de 53,2% de escolas climatizadas em junho de 2025 para 100% em menos de um ano exigiu logística de instalação que envolveu equipes trabalhando simultaneamente em centenas de unidades espalhadas por todo o estado, desde escolas urbanas de Florianópolis e Joinville até unidades rurais em municípios pequenos do Oeste e do Planalto Serrano. Os R$ 165,1 milhões investidos cobriram aquisição de equipamentos, instalação elétrica que muitas escolas precisaram reforçar para suportar a demanda energética dos aparelhos e mão de obra especializada que em SC encontrou mercado aquecido pela construção civil.
A medida faz parte do programa Escola Boa, iniciativa estadual de reestruturação das unidades de ensino. O programa vai além da climatização e inclui reformas estruturais, ampliação de segurança e investimentos em tecnologia que transformam as escolas estaduais de SC em ambientes que não ficam atrás de instituições privadas em infraestrutura básica. A climatização é o componente mais visível porque afeta diretamente a experiência diária de alunos e professores, mas o pacote completo de melhorias sinaliza que o governo estadual trata infraestrutura escolar como prioridade que produz resultados mensuráveis em desempenho acadêmico.
O que os números revelam sobre a distância entre SC e o restante do Brasil
A marca de 100% alcançada por SC expõe defasagem que a maioria dos estados precisa enfrentar. Quando o estado mais avançado em climatização escolar do país atinge a totalidade e o segundo colocado ainda não ultrapassou 85%, a diferença revela que a infraestrutura educacional brasileira opera em velocidades completamente distintas dependendo do estado, e que alunos de redes estaduais no Norte e Nordeste estudam em condições de calor que comprometem o aprendizado sem que nenhuma solução de escala esteja em andamento. SC demonstra que climatizar 100% é possível, feito de primeiro estado a atingir a marca, com investimento que, no contexto de orçamentos estaduais, não é proibitivo: R$ 165 milhões representam fração do que estados gastam anualmente com custeio educacional.
O exemplo de SC pode funcionar como pressão sobre outros governos estaduais. Quando um estado prova que é possível climatizar todas as salas em 10 meses com orçamento definido, a justificativa de que “não há recursos” perde força nas assembleias legislativas e nos debates públicos de estados que mantêm alunos estudando em salas com temperaturas que ninguém aceitaria em qualquer ambiente de trabalho formal. A educação pública brasileira tem histórico de aceitar condições de infraestrutura que o setor privado nunca toleraria, e SC ao atingir 100% de climatização estabelece novo patamar que outros estados precisarão justificar por que não alcançam.
O que muda no dia a dia de alunos e professores em SC com a climatização
Para quem frequenta as escolas estaduais de SC, a mudança é sentida na primeira aula em sala climatizada do primeiro estado a oferecer essa condição. Alunos que antes perdiam concentração nas últimas horas de aula porque o calor da tarde tornava a permanência em sala insuportável agora completam o período com o mesmo nível de atenção do início da manhã, e professores que precisavam abrir janelas que deixavam entrar barulho externo e insetos agora lecionam em ambiente controlado que favorece tanto a voz do docente quanto a capacidade de escuta dos estudantes. No inverno, a climatização elimina o frio que em escolas da Serra e do Planalto de SC obrigava alunos a assistir aula de casaco e luvas com mãos que mal conseguiam segurar o lápis.
A valorização do espaço escolar também é efeito colateral positivo em SC. Escola climatizada é escola que a comunidade percebe como ambiente cuidado, e essa percepção reduz vandalismo, aumenta o senso de pertencimento dos alunos e facilita a relação entre pais e direção porque demonstra que o estado investe na mesma infraestrutura que famílias gostariam de ter para seus filhos. SC estabeleceu referência como primeiro estado do país a atingir 100%: provou que tratar escola pública com o mesmo padrão de conforto de escola particular é decisão política, não limitação orçamentária.
E você, acha que todos os estados deveriam seguir o exemplo de SC? Sua escola tinha ar-condicionado? Deixe sua opinião nos comentários.

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