O navio Zhen Hua 28 trouxe da China ao Tecon Santos dois portêineres e oito RTGs elétricos desmontados, em uma entrega bilionária para a modernização do terminal que combina operação remota, mais produtividade, redução de emissões e avanço do plano de transição climática da Santos Brasil
O navio Zhen Hua 28 chegou ao Brasil e teve sua carga recebida pela Santos Brasil no dia 10 de janeiro de 2026, no Tecon Santos, no litoral paulista, ao trazer desmontados dois novos portêineres e oito guindastes de pátio RTGs elétricos, fabricados pela chinesa ZPMC. Os equipamentos representam investimentos de R$ 300 milhões em uma nova etapa de modernização do terminal.
A operação chamou atenção porque o navio partiu da China em 15 de novembro e descarregou as máquinas por trilhos que ligam a embarcação ao cais. O pacote não envolve apenas ampliação de capacidade, mas também mudança tecnológica e ambiental. A empresa prevê iniciar a operação padrão dos novos guindastes em fevereiro, enquanto a operação remota será implantada gradualmente após testes, configuração dos sistemas e treinamento das equipes, em um processo que pode levar até um ano.
O que o navio trouxe da China para Santos
O navio Zhen Hua 28 desembarcou no Tecon Santos um conjunto de máquinas voltado a reforçar a capacidade operacional e acelerar a modernização do terminal. Vieram no convés da embarcação dois portêineres, usados no cais, e oito RTGs elétricos, usados no pátio, todos desmontados para transporte.
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Esse detalhe ajuda a dimensionar a complexidade da entrega. Não se trata de uma carga comum, mas de equipamentos gigantescos, trazidos da China para serem montados e incorporados a uma operação portuária cada vez mais automatizada e eficiente.
Os números que mostram o tamanho da entrega
Os valores e quantidades ajudam a explicar o peso da operação. O pacote entregue pelo navio soma 10 equipamentos, sendo dois portêineres e oito RTGs elétricos, com investimento informado de R$ 300 milhões.
Cada um dos novos portêineres tem 50 metros de altura, medidos do cais à lança, e 70 metros de alcance. Além disso, cada unidade consegue movimentar simultaneamente até dois contêineres de 20 pés cheios, totalizando até 100 toneladas de carga. Esses números mostram que o reforço vai muito além de reposição de máquinas e entra no campo da expansão real da capacidade operacional do terminal.
Como os novos guindastes vão operar

A Santos Brasil informou que a operação padrão dos novos guindastes deve começar em fevereiro. Já a operação remota será implantada aos poucos, dependendo de testes, configuração de sistemas e capacitação das equipes.
Esse processo de transição não será imediato. Segundo a empresa, a migração para o modelo remoto pode levar até um ano para ser concluída. Isso indica que a chegada do navio marca o começo de uma nova fase, mas a transformação completa do sistema ainda será construída passo a passo dentro do terminal.
A tecnologia que deve aumentar segurança e produtividade
Os novos portêineres entregues pelo navio contam com a tecnologia Truck Position System, TPS, que garante o posicionamento preciso das carretas durante as operações de embarque e descarga. A proposta é elevar a segurança e também melhorar a produtividade do cais.
Além disso, os portêineres já permitem operação remota a partir do centro de controle, modelo que a empresa afirma já adotar com os RTGs. Isso coloca o Tecon Santos em uma rota mais intensa de automação, em que a modernização física das máquinas caminha junto com a digitalização da operação.
O que muda no pátio com os RTGs elétricos
Os oito novos RTGs elétricos ampliam um movimento que já estava em andamento. Eles se somam às oito unidades elétricas que já operam no pátio do Tecon Santos, aumentando a presença desse tipo de equipamento na rotina do terminal.
A empresa informou ainda que prevê comprar outros 30 RTGs elétricos para substituir os modelos movidos a diesel. Esse dado mostra que a entrega trazida pelo navio não é isolada, mas parte de uma troca estrutural da frota de guindastes do pátio.
Por que a redução de emissões virou um dos pontos centrais
A Santos Brasil destaca que a troca dos equipamentos antigos por modelos elétricos traz ganhos ambientais diretos. Segundo a empresa, cada RTG elétrico evita a emissão de cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês.
Quando todos os modelos antigos forem substituídos, a redução total deverá chegar a 713 toneladas mensais, com queda de 97% nas emissões relacionadas a essa parte da operação. Na prática, o navio que chegou da China não trouxe apenas máquinas novas, mas também uma peça importante do plano climático do terminal.
O investimento maior que está por trás dessa modernização
A chegada dos equipamentos faz parte de um projeto muito mais amplo. A Santos Brasil informa que a ampliação e modernização do Tecon Santos começaram em 2019 e seguirão até 2031, com investimentos previstos de cerca de R$ 3 bilhões.
Desse total, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados. A empresa afirma que esses aportes estão integrados ao seu Plano de Transição Climática, que tem como meta tornar as operações net zero até 2040. Isso transforma a chegada do navio em um capítulo de uma estratégia maior, que mistura expansão portuária, eficiência logística e descarbonização.
Por que essa entrega chama tanta atenção
O caso reúne elementos que pesam muito no setor portuário. Há a origem internacional da carga, o tamanho das máquinas, o valor do investimento, a automação progressiva e a redução expressiva nas emissões. Tudo isso em um dos terminais mais relevantes do país.
Quando um navio cruza o oceano trazendo da China 10 guindastes gigantes desmontados para um terminal que quer operar de forma mais remota, produtiva e limpa, o que está em jogo não é apenas uma entrega de equipamentos, mas uma mudança de patamar na infraestrutura portuária.
O que o Tecon Santos tenta construir para os próximos anos
Com a chegada dessas máquinas, o Tecon Santos reforça a tentativa de combinar escala, tecnologia e sustentabilidade em uma mesma trajetória. Os novos portêineres aumentam a capacidade do cais, os RTGs elétricos redesenham o pátio e a operação remota aponta para um novo padrão de controle e produtividade.
Ao mesmo tempo, o projeto mostra que a modernização portuária não está mais restrita a ampliar espaço ou instalar equipamentos maiores. Agora ela também envolve reduzir emissões, adotar inteligência operacional e preparar o terminal para uma lógica de operação mais conectada e menos dependente de diesel.
O navio que saiu da China trouxe mais do que máquinas
O Zhen Hua 28 chegou ao Brasil como parte visível de um investimento de grande porte, mas o conteúdo da operação vai além do desembarque em si. O navio trouxe peças de uma transformação que ainda vai se desdobrar em montagem, testes, operação assistida, treinamento e substituição progressiva de equipamentos antigos.
Em outras palavras, o navio que saiu da China não entregou apenas guindastes ao Tecon Santos. Ele trouxe uma parte concreta do futuro que a empresa quer construir até 2031 e consolidar climaticamente até 2040.
Na sua opinião, a chegada desse navio com 10 guindastes gigantes desmontados marca apenas uma modernização importante ou já mostra que os portos brasileiros começaram a entrar de vez em uma nova era de operação remota e baixa emissão?

O brasileiro não tem vergonha mesmo,temos tudo no nosso país e não reagimos em nada.e porque tbm nosso país ainda existe o colonialismo e o capitalismo selvagem e aí eles fazem que o povo vira palhaço e riem da cara da gente.infelizmente,a nossa geração dos anos anteriores estão se acabando, só penso como será a geração futura de nossos filhos e o que eles(as), dirão? entregaram tudo !temos que acordar e sair desta matrix.acordem!!!
Com o Lula, o Brasil tá
avançando 50 anos em 05.
Brasil da esquerda já venderam tudo para China, China já é dono do Brasil, infelizmente
E você queria que vendessem prós EUA né? ****