Vazamento de petróleo foi provocado por furos nos dois tanques do navio-plataforma, que já foram cobertos. FPSO Cidade de Anchieta só retomará atividades quando um plano de ação for aprovado junto às autoridades brasileiras
As atividades do FPSO Cidade de Anchieta, que opera no campo de Jubarte, no litoral sul do Espírito Santo, continuam paralisadas em função de um vazamento de petróleo detectado na plataforma. Segundo a petroleira SBM, responsável pela operação da embarcação, as atividades foram interrompidas no dia 22 de janeiro, após a constatação do petróleo próximo ao navio.
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De acordo com a Petrobras e a SBM, o FPSO Cidade de Anchieta só voltará a operar quando um plano de ação for aprovado junto às autoridades brasileiras.
O vazamento de petróleo foi provocado por furos nos dois tanques do navio-plataforma, que já foram cobertos. De acordo com a SBM, dois reparos temporários foram realizados no casco do navio, para solucionar o problema, e a situação se encontra sob controle.
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Em um sobrevoo realizado no dia 09 de fevereiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que foi identificada uma mancha pequena de petróleo, com volume estimado em 7 litros, e que a mesma foi observada apenas nas proximidades do navio. “Não houve toque de óleo da costa, e a simulação não indica possibilidade de que ocorra”.
Segundo a Agência, não há vazamento no momento, “embora tenham surgido feições de tamanho reduzido, de óleo remanescente, possivelmente agregado ao casco”. Informou também que embarcações de apoio realizaram a dispersão do óleo vazado. Além disso, há embarcação de monitoramento costeiro.
ANP revoga permissão de funcionamento do FPSO Cidade de Anchieta
A agência também revogou a permissão de funcionamento da embarcação. “Após a realização do reparo permanente, a conclusão da investigação e a submissão de estudos que configurem a restituição da unidade à condição segura, a ANP reavaliará a situação da permissão”, informou.
A SBM Offshore informou, em nota, que, após identificar o vazamento, “medidas antipoluição adequadas foram tomadas imediatamente, tendo sido efetivas”. Ainda segundo a operadora, a situação se encontra sob controle, com dois reparos temporários realizados no casco.
“O FPSO vai reiniciar as operações assim que o plano de ação acordado for aprovado pelas autoridades brasileiras”, informou a SBM. Uma nota semelhante havia sido enviada pela Petrobras na noite do dia 09 de fevereiro, que, na ocasião, não esclareceu qual a origem do vazamento. Ainda segundo informações da estatal, o navio opera exclusivamente em poços do pré-sal, e produz petróleo e gás a partir da extração dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, na região conhecida como Parque das Baleias.
O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) também se pronunciou sobre o incidente. Para o coordenador-geral do sindicato, Valnisio Hoffman, o vazamento é resultado da terceirização da produção utilizando afretadas.
“Essas empresas privadas já demonstraram que a prioridade é cumprimento de metas e a segurança fica em segundo plano”, frisou Hoffman. Ele lembrou que no dia 11 de fevereiro completam-se sete anos do pior acidente ocorrido em plataformas no Espírito Santo: a explosão do navio-plataforma Cidade de São Mateus, localizado na Bacia do Espírito Santo, que deixou nove mortos. “A FPSO Cidade de São Mateus também era afretada”, frisou.
Hoffman disse ainda que o Sindipetro-ES vai acompanhar a Comissão de investigação do acidente para entender as causas e também o volume de óleo derramado.
A capacidade operacional máxima instalada no FPSO Cidade de Anchieta é de 100 mil barris por dia de óleo e 3,5 milhões m3 gás. Sua produção ocorre numa profundidade de lâmina d’água de aproximadamente 1.270 metros e teve início no ano de 2012.
