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Natura adota biometano da Ultragaz e reduz até 90% das emissões na frota logística em São Paulo com projeto sustentável que acelera transição energética e metas climáticas

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 12/02/2026 às 09:29
Atualizado em 12/02/2026 às 09:31
Assista o vídeoTubulação metálica de biometano em primeiro plano com unidade industrial da Natura ao fundo em área verde.
Natura adota biometano da Ultragaz e reduz até 90% das emissões na frota logística em São Paulo com projeto sustentável que acelera transição energética e metas climáticas/ Imagem Ilustrativa
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Natura avança em sustentabilidade ao utilizar biometano produzido pela Ultragaz em operações industriais e transporte, diminuindo emissões em São Paulo e fortalecendo a transição energética corporativa

A Natura anunciou oficialmente a adoção do biometano em parceria com a Ultragaz, inaugurando uma unidade de abastecimento no complexo industrial de Cajamar, em São Paulo. Segundo matéria publicada pelo site Exame nesta terça-feira (10), a iniciativa permitiu reduzir até 90% das emissões de carbono da frota logística que circula na Grande São Paulo e passou a abastecer parte relevante dos processos industriais da companhia. O movimento representa um avanço concreto na transição energética brasileira e reforça metas climáticas ambiciosas para os próximos anos.

Iniciativa da Natura e contexto estratégico com uso de biometano

Logo no anúncio, o projeto ganhou destaque por unir três fatores raramente vistos juntos em grande escala: sustentabilidade ambiental, eficiência operacional e viabilidade econômica.

Diferentemente de ações simbólicas, a mudança envolve transformação estrutural na matriz energética industrial e no transporte de cargas. Isso posiciona a empresa como uma das pioneiras no uso integrado do biometano no Brasil, especialmente dentro de um dos maiores polos industriais do país.

Além disso, o contexto geográfico é estratégico. São Paulo lidera a produção nacional de biometano, o que favorece projetos robustos e com infraestrutura consolidada.

A parceria com a Ultragaz amplia a credibilidade técnica da operação, já que a companhia é uma das maiores distribuidoras de GLP do Brasil. O resultado é um modelo que une inovação tecnológica, responsabilidade ambiental e ganhos produtivos reais.

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A virada energética da Natura com biometano e Ultragaz em São Paulo

A mudança implementada pela Natura não se limita a testes pontuais. O biometano passou a abastecer 45% dos processos industriais da fábrica de Cajamar e 100% da frota logística que opera na Grande São Paulo. Essa integração simultânea entre indústria e transporte é considerada inédita em escala nacional e marca uma nova fase da transição energética corporativa.

O combustível renovável utilizado vem do aterro sanitário de Caieiras, o maior da América Latina. O local recebe aproximadamente 3 mil toneladas de resíduos por dia e transforma o biogás gerado pela decomposição orgânica em biometano por meio de processos de purificação.

Parte do lixo industrial gerado pela própria empresa retorna como energia limpa, configurando um ciclo de economia circular que reduz impactos ambientais e amplia eficiência.

A Ultragaz, responsável pela produção e distribuição do combustível, afirma que a molécula é totalmente rastreável e renovável. Isso garante segurança regulatória e previsibilidade de fornecimento, fatores essenciais para operações industriais de grande porte. A transição energética deixa de ser discurso e passa a se traduzir em ação mensurável.

Impactos diretos na frota logística e nas metas climáticas

A substituição do diesel pelo biometano gera efeitos imediatos na redução de emissões. A empresa estima evitar até 1,3 mil toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a retirar cerca de 280 carros de passeio das ruas diariamente. Esse número se torna ainda mais relevante quando analisado dentro da frota logística, responsável por grande parte das emissões indiretas corporativas.

O chamado Escopo 3 — emissões que ocorrem fora das operações diretas — representa mais de 96% do impacto de carbono da companhia. Investir na frota logística é uma das estratégias mais eficazes para cumprir metas ambientais de médio prazo. Ao optar pelo biometano em São Paulo, a empresa atua diretamente no ponto mais sensível de sua cadeia de valor.

Outro aspecto importante é a escalabilidade. Dos cerca de 2,4 milhões de caminhões em circulação no Brasil, apenas aproximadamente 2 mil utilizam biogás ou biometano. Isso representa menos de 0,1% da frota nacional, evidenciando um mercado ainda inicial, mas com enorme potencial de crescimento. A iniciativa demonstra que a mudança é possível sem comprometer desempenho ou competitividade.

Eficiência industrial, redução de custos e previsibilidade operacional na Natura

Os benefícios não se restringem ao meio ambiente. A adoção do biometano trouxe ganhos operacionais expressivos, especialmente nas caldeiras industriais do complexo de Cajamar. Executivos relataram aumento superior a 15% na eficiência energética, resultado atribuído à estabilidade do fornecimento e à alimentação direta por tubulação.

A previsibilidade de custos é outro fator decisivo. Combustíveis fósseis sofrem variações constantes de preço e instabilidade geopolítica. O biometano, por sua vez, apresenta maior estabilidade por estar ligado a resíduos locais e contratos de fornecimento de longo prazo. Isso gera segurança financeira e melhora o planejamento industrial, permitindo investimentos mais consistentes.

Na logística, o tempo de abastecimento também diminuiu de forma significativa. Caminhões que antes levavam entre 40 e 50 minutos passaram a abastecer em cerca de 10 minutos. Menor tempo parado significa mais produtividade e menos emissão indireta de carbono, além de redução de custos operacionais. A eficiência passa a caminhar junto da sustentabilidade.

Estação de abastecimento de biometano da Ultragaz instalada em área industrial com tubulações e equipamentos de gás.
Estrutura de fornecimento de biometano da Ultragaz evidencia avanço no uso de combustível renovável em ambientes industriais/ Foto: Divulgação

São Paulo como epicentro do biometano e da transição energética brasileira

O protagonismo de São Paulo no setor energético renovável ajuda a explicar o sucesso do projeto. O estado concentra metade das plantas autorizadas de biometano do Brasil, com nove unidades em operação entre as dezoito existentes no país. Dessas, quatro utilizam resíduos urbanos de aterros sanitários e cinco operam com resíduos agrícolas, principalmente do setor sucroenergético.

Além das plantas já em funcionamento, outras unidades estão em fase de autorização e podem ampliar significativamente a capacidade nacional de produção. Esse crescimento indica que o biometano tende a se consolidar como combustível estratégico para a transição energética brasileira. A infraestrutura paulista oferece ambiente favorável para empresas que desejam reduzir emissões sem comprometer produtividade.

A convergência entre disponibilidade de matéria-prima, apoio regulatório e demanda industrial cria um ecossistema propício à inovação. Projetos como o da Natura com a Ultragaz mostram que sustentabilidade e competitividade podem caminhar juntas, fortalecendo cadeias produtivas e impulsionando novos investimentos em energia limpa.

Um modelo que aponta caminhos para o futuro energético corporativo

A iniciativa implementada em Cajamar ultrapassa o conceito de ação isolada e se consolida como referência de mercado. A integração entre indústria e frota logística forma um modelo replicável para outras empresas e municípios, demonstrando que a descarbonização pode ser viável quando há planejamento técnico e parcerias estratégicas.

O uso do biometano revela que combustíveis renováveis já possuem maturidade suficiente para operar em larga escala. Empresas que adotam esse tipo de solução fortalecem reputação institucional, atraem investidores alinhados a práticas ESG e reduzem riscos regulatórios futuros. A sustentabilidade deixa de ser custo e passa a ser investimento estratégico.

O cenário brasileiro ainda apresenta amplo espaço para expansão do gás renovável, principalmente no transporte de cargas. À medida que novas plantas entram em operação e a infraestrutura se amplia, a tendência é que mais corporações adotem modelos semelhantes. O exemplo mostra que inovação energética não depende apenas de tecnologia, mas de decisão estratégica e visão de longo prazo.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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