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Museu com um quilômetro de extensão, 20 mil m² e cobertura ondulada chama atenção ao “flutuar” sobre lago artificial em Rizhao, na China

Publicado em 30/12/2025 às 05:37
Museu, China
Fonte: HeZhenhuan/ arch-exist/Reprodução
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Com um quilômetro de extensão, o Museu de Arte Zaishui integra concreto, vidro e água num lago artificial, redefinindo arquitetura cultural, paisagem urbana, circulação pública, turismo regional e novas relações entre espaço construído e natureza

Não faz muito tempo, a China inaugurou o Museu de Arte Zaishui, em Rizhao, Shandong, uma estrutura de um quilômetro cercada por lago artificial, concluída após quatro anos, que chama atenção pela escala, integração paisagística e proposta arquitetônica inovadora.

Museu alongado redefine presença arquitetônica na paisagem aquática

Localizado em Rizhao, o Museu de Arte Zaishui destaca-se por ter um quilômetro de extensão e por estar totalmente cercado pela água de um lago artificial.

A construção chama atenção pela arquitetura que imita curvas de ondas, criando a sensação visual de que o edifício flutua suavemente sobre a superfície aquática.

A obra foi concebida pela empresa do arquiteto Junya Ishigami, cujo escritório de Tóquio assina projetos reconhecidos internacionalmente na área da arquitetura contemporânea.

Estrutura em concreto aposta em leveza visual e continuidade

O museu foi construído em betão armado com aço, solução que permitiu criar uma cobertura fina, ondulada e visualmente leve ao longo de toda extensão.

Com cerca de 20 mil metros quadrados, o edifício atravessa quase todo o diâmetro do lago, ligando uma margem à outra de forma contínua.

A sustentação da cobertura é feita por 300 colunas paralelas, distribuídas ao longo do percurso, reforçando a sensação de repetição rítmica e fluidez espacial.

Vidro, água e piso submerso integram interior e exterior

Entre as colunas, foram inseridos painéis de vidro que permitem aos visitantes observar a paisagem enquanto percorrem o interior do museu.

O projeto inclui aberturas intencionais onde o piso encontra a água do lago, permitindo que o líquido invada partes do chão.

Mesmo durante o inverno, quando o lago congela na superfície, a água permanece líquida e continua fluindo para o interior do edifício.

Conceito busca nova relação entre arquitetura e ambiente natural

Segundo Junya Ishigami, o espaço cria um ambiente onde o interior segue o exterior, formando uma paisagem contínua dentro da peça arquitetônica.

O arquiteto afirmou que o objetivo era mostrar que a arquitetura chinesa não precisa estar afastada do meio ambiente, conforme citado pela Dezeen.

Ele defende que edifícios não devem parecer isolados ou abandonados, mas integrados de forma mais amigável à natureza envolvente.

Inspirações aquáticas orientaram o desenho do projeto

Com largura variável entre 4,5 e 20 metros, o museu é longo e estreito, reforçando a comparação com canais aquáticos históricos.

A empresa afirmou ter buscado inspiração nos canais de Veneza, em Itália, e em cidades aquáticas chinesas como Wuzhen.

O desenvolvimento do projeto levou quatro anos até a conclusão, respeitando as limitações técnicas impostas pelo formato ondulado.

Altura variável do teto do museu cria efeitos visuais internos

A cobertura ondulada faz com que a altura do teto varie ao longo do percurso interno do museu.

Nas áreas mais altas, há maior entrada de luz natural, enquanto nas zonas mais baixas a água reflete no teto.

Esse contraste cria efeitos visuais marcantes, reforçando a relação entre luz, água e espaço arquitetônico.

Uso cultural, comercial e turístico amplia função do espaço

O museu foi concebido para receber exposições temporárias, ampliando sua flexibilidade como espaço cultural.

Atualmente, está em exibição uma mostra de arte cujo tema principal é o chocolate.

Além das exposições, o edifício funciona como centro comercial e abriga um centro de visitantes integrado ao complexo.

Trilhos e acesso reforçam vocação para passeios no museu

Ao lado do museu, foram criados dois trilhos de caminhada com um quilômetro de extensão cada, um em cada margem do edifício.

A proposta é incentivar passeios ao redor do lago, ampliando o uso do espaço para além das áreas internas.

O museu fica em Rizhao, tendo o aeroporto de Qingdao como o mais próximo para quem chega de avião.

Bilhetes de ida e volta a partir de Lisboa podem ser encontrados desde 696€, sendo necessário completar o trajeto final de autocarro em pouco mais de duas horas.

Com informações de Nit.

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Romário Pereira de Carvalho

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