A fábrica milionária de Pilar, inaugurada em 2022 com investimento de US$ 52 milhões, encerra a produção de 300 mil máquinas de lavar por ano, demite 220 pessoas e expõe como inflação de 117,8% e medidas de Javier Milei empurram Burger King e Carrefour para o desinvestimento nas operações argentinas.
Anunciado em 26 de novembro de 2025, o fechamento da fábrica milionária da Whirlpool em Pilar, na Argentina, interrompe uma produção anual de 300 mil máquinas de lavar e deixa 220 trabalhadores sem emprego, em mais um sinal da turbulência que atinge a economia do país. A decisão aprofunda o clima de incerteza para quem depende da indústria de eletrodomésticos argentina.
De acordo com o portal Diário do comércio publicado em 29 de novembro, a Whirlpool foi inaugurada no fim de 2022 após um aporte de US$ 52 milhões, a unidade se torna símbolo da nova fase da Argentina sob Javier Milei, em que a inflação de 117,8% em 2024 e medidas fiscais de ajuste pressionam empresas estrangeiras a revisar contratos, custos e planos de longo prazo. Nesse cenário, multinacionais como Burger King e Carrefour passam a reavaliar operações, presença física e volume de investimentos no país.
Fechamento encerra ciclo da unidade em Pilar
A fábrica milionária da Whirlpool em Pilar começou a operar no fim de 2022, depois de um investimento de US$ 52 milhões para ampliar a produção das marcas Consul e Brastemp na Argentina.
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Com capacidade para 300 mil máquinas de lavar por ano, a unidade foi inaugurada como um projeto de modernização da linha de eletrodomésticos da companhia no país e agora tem as atividades produtivas encerradas, menos de três anos após a abertura.
Segundo a empresa, o encerramento da planta está diretamente ligado à combinação de queda no consumo interno e aumento das importações de eletrodomésticos, fatores que comprimem margens e tiram competitividade da produção local.
Com a parada das linhas, 220 funcionários foram desligados, e o fechamento da unidade passa a representar, para o setor, um retrato do aperto vivido pela indústria de eletrodomésticos em um mercado fragilizado.
Inflação de 117,8% e governo Milei mudam o jogo para multinacionais
A decisão da Whirlpool ocorre em um clima econômico considerado desfavorável na Argentina, agravado pelas medidas fiscais adotadas pelo governo Javier Milei. Em 2024, a inflação anual chegou a 117,8%, corroendo o poder de compra das famílias, encarecendo crédito e pressionando custos operacionais de empresas que dependem de insumos locais e importados. Em um ambiente de moeda fraca e regras em constante revisão, projetos industriais de grande porte ficam mais vulneráveis.
O efeito prático desse quadro é uma onda de reavaliação de investimentos. O Burger King anunciou a venda de suas operações na Argentina como parte de uma estratégia ampliada de desinvestimento que também inclui Chile e México, reduzindo exposição a mercados considerados mais voláteis.
Ao mesmo tempo, a Carrefour está explorando a venda de ativos na região, numa postura de cautela e reavaliação diante do ambiente econômico incerto.
Grandes redes de varejo e alimentação passam a ajustar presença física, formato de atuação e compromissos financeiros no país.
Whirlpool muda estratégia, mas segue no mercado argentino
Apesar do fechamento da fábrica milionária de Pilar, a Whirlpool afirma que não deixará o mercado argentino. A companhia adotará uma estratégia baseada em importação, comercialização e distribuição de produtos, em vez de manter produção local de máquinas de lavar.
A aposta é que um modelo mais leve em ativos industriais permita maior flexibilidade para lidar com variações de demanda e custos.
De acordo com a empresa, essa abordagem busca manter o atendimento ao consumidor local sem reduzir a oferta de produtos Consul e Brastemp nas lojas argentinas.
A Whirlpool destaca que mantém presença no país há cerca de 35 anos e conserva uma estrutura de equipe que envolve entre 100 e 120 funcionários, responsável pela operação comercial, pelo relacionamento com o varejo e pela gestão de marcas no mercado argentino, mesmo após a paralisação da linha de produção em Pilar.
Sinal de alerta para outras fábricas milionárias na região
O fechamento da fábrica milionária em Pilar funciona como um sinal de alerta para empresas que investem em plantas industriais de alto valor na região.
O caso mostra que, em um contexto de inflação elevada, consumo pressionado e competição crescente com produtos importados, decisões de expansão podem ser revertidas em cortes de capacidade e desinvestimentos em ritmo acelerado.
Nesse novo cenário, Whirlpool, Burger King e Carrefour aparecem lado a lado no mapa de grupos globais que revisam presença e estratégia na Argentina.
Enquanto uma encerra produção, outra vende operações e uma terceira cogita se desfazer de ativos, o mercado observa se o país conseguirá oferecer previsibilidade suficiente para reter investimentos e evitar que outras fábricas de grande porte sigam o mesmo caminho da unidade de Pilar.
Na sua opinião, o fechamento dessa fábrica milionária em Pilar é apenas um ajuste pontual ou o começo de uma fuga em massa de grandes marcas da Argentina?

Jornal bem tendencioso da esquerda, no Brasil Carrefour já está quebrado, burguerkimg fechou lojas na Europa por má gestão e falta de investimento em inovação, aí vem falar que é Mlley. Vai se informação antes de publicar.
Que nada a empresa que foi mal acessorada. Ja tem fabricao brasil nem precisava de outea tao perto.
Jornalistazinha militante, foi tendencioso: a inflação não surgiu agora…. é herança **** que está sendo domada