Mount Dukono entrou em erupção às 7h41 da manhã e lançou coluna de cinzas de quase 10 km. Vinte alpinistas estavam na cratera; três morreram e dezessete foram resgatados em operação com 100 socorristas e dois drones térmicos.
O Mount Dukono aconteceu em 8 de maio de 2026 na ilha de Halmahera, no leste da Indonésia. O evento foi reportado pela CNN.
De acordo com a agência indonésia PVMBG (Pusat Vulkanologi dan Mitigasi Bencana Geologi), a coluna de cinzas atingiu cerca de 10 quilômetros de altura. Em paralelo, o vulcão lançou material piroclástico em ângulos amplos.
Segundo a polícia local, o grupo de 20 alpinistas estava em zona restrita quando o vulcão entrou em atividade. Três morreram; dois singapurianos de 30 e 27 anos, e uma indonésia natural de Ternate.
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Zona restrita de 4 km existia desde dezembro de 2024
Conforme a Fox News, a PVMBG mantém zona de exclusão de 4 km ao redor do Dukono desde dezembro de 2024.

De fato, sinais de aviso estavam afixados em trilhas e em redes sociais. Por consequência, o grupo subiu o vulcão por conta própria.
Em paralelo, o motivo registrado pela polícia foi produção de conteúdo online. Conforme autoridades, “muitas pessoas insistem em subir para criar conteúdo nas redes”.
De acordo com a PVMBG, o Dukono registrou aumento expressivo de erupções explosivas magmáticas desde março de 2026. Em outras palavras, o nível de alerta estava elevado há semanas.
Operação de resgate com 100 socorristas e dois drones térmicos
Conforme a Al Jazeera, a equipe de resgate envolveu 100 pessoas entre militares, polícia e equipes civis.

Em paralelo, dois drones térmicos foram usados para localizar vítimas em meio à camada de cinzas. Por consequência, parte das vítimas foi encontrada com sinal térmico residual no terreno.
De acordo com a equipe SAR, a busca foi suspensa durante a noite e retomada no sábado pela manhã. Por outro lado, o avanço foi dificultado por sedimentos vulcânicos que cobriam o terreno.
Conforme a Tempo, a operação localizou os corpos das vítimas em pouco mais de 48 horas.
Resposta diplomática de Singapura
De acordo com a Chancelaria de Singapura, o governo do país asiático coordenou apoio consular aos parentes das vítimas. Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores indonésio confirmou repatriamento dos corpos.

De fato, esse foi o segundo incidente fatal envolvendo alpinistas singapurianos em vulcões indonésios na última década. Por outro lado, autoridades de ambos os países discutem protocolo conjunto de aviso.
Em paralelo, agências locais reforçam que a entrada na zona de exclusão é punível por lei. Por sua vez, multas chegam a R$ 200 mil em conversão direta para a moeda brasileira.
Mount Dukono e Halmahera no Cinturão de Fogo
A ilha de Halmahera fica no leste da Indonésia, no Maluku do Norte. Conforme registros geológicos, faz parte do Cinturão de Fogo do Pacífico.

De fato, a Indonésia tem 127 vulcões ativos. Por consequência, é o país com maior número de vulcões ativos do mundo.
Em paralelo, o Dukono é considerado um dos mais persistentes do país. Conforme registros, está em atividade quase contínua desde 1933.
Por sua vez, o pico do Dukono fica a cerca de 1.087 metros de altitude. A erupção atual segue o padrão histórico do vulcão.
Mount Dukono em números
- 7h41 da manhã de 8 de maio: início da erupção
- ~10 km de altura da coluna de cinzas
- 3 mortos de um grupo de 20 alpinistas
- 17 resgatados com 5 feridos
- 4 km de raio da zona restrita pela PVMBG desde dezembro de 2024
- 100 socorristas + 2 drones térmicos na operação
Em comparação, a erupção do Semeru em janeiro de 2025 matou 56 pessoas. Por outro lado, esses eventos compartilham padrão geológico do Cinturão de Fogo.
Outras situações geológicas comparáveis aparecem em paralelo. O submarino Kolumbo, ao norte de Santorini, registrou 28 mil tremores em um mês.
Em paralelo, especialistas em vulcanologia comparam o caso ao incidente do Whakaari neozelandês em 2019, quando 22 turistas morreram. Conforme estudos posteriores, naquele caso também houve descumprimento de zona restrita.
De fato, o turismo de aventura em vulcões ativos é tema de debate internacional há mais de uma década. Por consequência, países como Islândia e Itália adotam protocolos rígidos de fechamento preventivo.
Por outro lado, parte da economia local da Halmahera depende de turismo. Em paralelo, cerca de 3.500 pessoas trabalham diretamente com guias turísticos na região.
E o Brasil? Risco vulcânico no Cinturão Atlântico
O Brasil não tem vulcões ativos no continente. Conforme o Serviço Geológico Brasileiro, o último vulcanismo significativo aconteceu há cerca de 60 milhões de anos.
De acordo com vulcanólogos, a ilha de Trindade, no Atlântico, tem vulcanismo recente em escala geológica. Por outro lado, a ilha está deshabitada e sob controle da Marinha.
Em paralelo, vale acompanhar como o magma se acumula sob a península de Reykjanes, na Islândia. Esses estudos definem padrões de monitoramento usados globalmente.
Conforme analistas, o Brasil deve focar em sismologia continental e movimento de placas.
De fato, Em paralelo, o Vulcão Submarino Santa Catarina é monitorado pela Petrobras como referência. De fato, plataformas de petróleo na costa brasileira também contam com sensores sísmicos integrados ao sistema da ANP.
Conforme estudos recentes, o monitoramento marítimo brasileiro absorveu técnicas usadas pela Indonésia e pelo Japão nos últimos dez anos.
Ressalva: Mount Dukono não dá sinais de pausa
De acordo com a PVMBG, o Dukono permanece em alerta elevado nos dias seguintes. Em paralelo, novas emissões de cinzas são previstas.
Por outro lado, autoridades locais reforçaram a fiscalização do acesso à montanha. Conforme a Polícia Militar de Maluku do Norte, três pessoas foram indiciadas por descumprimento da restrição.
Será que o Brasil teria capacidade de monitorar 127 vulcões ativos como faz a Indonésia? O caso Dukono mostra a complexidade institucional dessa tarefa.
Ainda assim, o luto pelas vítimas continua em Singapura e em Ternate. Por consequência, o debate sobre turismo de aventura ganhou novo capítulo no Sudeste Asiático.
