A arraia-jamanta (Mobula birostris), conhecida como gigante voadora dos oceanos, está entre os maiores peixes do mundo. Entenda onde vive, como se alimenta e por que está ameaçada de extinção.
A arraia-jamanta, também chamada de gigante voadora, é um dos animais marinhos mais impressionantes da atualidade, tanto pelo tamanho quanto pelo comportamento dócil.
Esses peixes cartilaginosos vivem nos oceanos tropicais e subtropicais do planeta, podem ultrapassar 7 metros de envergadura e pesar quase duas toneladas, e chamam atenção pela forma como “voam” de maneira elegante sob a água.
Pertencentes ao grupo dos peixes cartilaginosos, as arraias-jamanta não possuem ossos, mas sim um esqueleto formado por cartilagem.
-
Gari brasileiro construiu máquina para reciclar garrafas PET no sertão da Paraíba, transformou o lixo que varria nas ruas em fios, vassouras e equipamentos vendidos até fora do Brasil, e passou a faturar cerca de R$ 7,5 mil por mês com a própria invenção
-
Em uma cidade onde cada pedaço de terra vale ouro, ele começou a comprar terrenos nos anos 1960 e criou um império imobiliário com mais de mil propriedades
-
Um artista afundou mais de 500 estátuas humanas em tamanho real no fundo do mar do Caribe e o que parecia arte macabra virou um recife vivo coberto de corais que atrai mergulhadores do mundo todo
-
Um fóssil guardado por anos num pequeno museu de Montreal escondia tecido mole de 450 milhões de anos, um achado que só aconteceu uma vez antes na história
Esse mesmo grupo inclui tubarões e outras raias, animais fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos.
O interesse científico e turístico em torno dessa gigante voadora cresceu nos últimos anos justamente por seu papel ecológico e pela ameaça constante à sua sobrevivência.
Gigante voadora: diferenças entre as espécies de arraia-jamanta
Até 2009, todas as raias-manta eram classificadas como uma única espécie. Estudos mais detalhados, porém, identificaram diferenças claras de comportamento e habitat, resultando na separação em duas espécies principais.
A manta-oceânica, conhecida cientificamente como Mobula birostris, é a maior delas e apresenta hábitos migratórios, cruzando oceanos inteiros em busca de alimento.

Já a manta-de-recife, chamada de Mobula alfredi, costuma ser menor e vive próxima a ilhas e recifes rasos, especialmente no Oceano Índico e no oeste do Pacífico Sul.
Essa arraia-jamanta prefere águas mais quentes e ricas em nutrientes, permanecendo por longos períodos nas mesmas regiões.
Arraia-jamanta e o espetáculo da alimentação por filtração
Um dos aspectos mais curiosos da arraia-jamanta é a forma como se alimenta.
A gigante voadora nada com a boca aberta, filtrando grandes volumes de água para capturar plâncton, que fica retido em suas brânquias.
Esse método de alimentação é raro entre as raias e reforça a importância da espécie para o controle do plâncton nos oceanos.
Apesar do tamanho imponente, a arraia-jamanta possui poucos predadores naturais.
Entre eles estão as baleias-orca e alguns grandes tubarões, como o tubarão-tigre, o tubarão-martelo e o tubarão-cabeça-chata. Ainda assim, a maior ameaça não vem da natureza, mas da ação humana.
Arraia-jamanta ameaçada de extinção
Atualmente, a arraia-jamanta é classificada como “vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A pesca excessiva, motivada principalmente pelo comércio de nadadeiras, aliada à baixa taxa de reprodução e à destruição de habitats costeiros, tem reduzido drasticamente as populações dessa gigante voadora.

Embora leis de proteção existam, a fiscalização ainda é limitada em várias regiões do mundo.
Por outro lado, a divulgação científica e o turismo de mergulho sustentável têm se mostrado aliados importantes.
Ao vivo, a arraia-jamanta vale muito mais do que morta, gerando renda, conscientização ambiental e inspiração para a preservação dos oceanos
Com informações do site Bioicos.
