O Deserto do Atacama, conhecido por sua aridez extrema, abriga duas usinas hidrelétricas abandonadas que guardam histórias fascinantes de um passado industrial perdido.
O Deserto do Atacama, conhecido por sua aridez extrema e céu cristalino, também guarda histórias fascinantes do passado industrial. No final do século XIX e início do século XX, o desempenho dessa região teve um papel crucial na produção de sal, um elemento essencial para fertilizantes e explosivos. No coração desse cenário árido, rios de baixa vazão serviram como base para a construção de usinas hidrelétricas que influenciaram essa indústria.
Hoje, essas usinas hidrelétricas estão abandonadas, mas continuam sendo vestígios marcantes de um capítulo importante da história.
Relíquias das usinas hidrelétricas
A série Explorando o Caminho Invicto trouxe à tona duas dessas usinas hidrelétricas. A primeira, erguida em 1905 e comissionada em 1911, trabalhada até 1956. Atualmente, é catalogada como monumento histórico, ainda que o abandono tenha permitido o saque de vários de seus elementos. Apesar disso, a estrutura permanece impressionante, com um reservatório intacto e três turbinas Voith de 500 HP fabricadas em Heidenheim.
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A segunda usina, construída em 1898, teve sua operação encerrada em 1929. Contava com duas turbinas, e seu reservatório ainda pode ser encontrado. Contudo, a falta de vigilância contribuiu para o estado de complemento avançado no que se encontra hoje.

Um céu que encantou
Além das relíquias industriais, o Deserto do Atacama é mundialmente famoso por outro motivo: sua visibilidade astronômica sem igual. A aridez do clima e a altitude tornam o céu noturno notavelmente límpido, permitindo uma visão deslumbrante da Via Láctea. O local abriga o maior projeto astronômico do mundo, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), um complexo de telescópios que investiga os mistérios do universo.

Entre estrelas e história
As imagens capturadas no vídeo destacam o contraste entre a engenharia monumental do início do século XX e a natureza intocada do deserto. A primeira usina, com sua estrutura ainda parcialmente preservada, impressiona pelo tamanho e pela resistência ao tempo. A segunda, mesmo em um estado mais precário, continua a fascinar pelo valor histórico.

Embora muitos elementos tenham sido perdidos pelo saque e pelo vandalismo, as usinas hidrelétricas permaneceram como símbolos de um período de grande transformação econômica e social. E, acima deles, o céu do Atacama, eterno e intocado, testemunha tanto o passado quanto o presente, conectando a história da humanidade ao vasto cosmos.
Com suas relíquias industriais e paisagens incomparáveis, o Atacama não é apenas um deserto: é um museu a céu aberto e um convite para explorar as estrelas.


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