Governo aposta em negociações G2G para expandir exportações de defesa, fortalecer indústria nacional e ampliar influência diplomática em contratos internacionais estratégicos.
O Ministério da Defesa e governo federal trabalha para implementar o modelo de vendas G2G (governo para governo), com a meta de impulsionar as exportações de produtos de defesa e fortalecer a indústria nacional.
Segundo reportagem da CNN, essa é uma reivindicação antiga do setor bélico brasileiro, que busca maior competitividade no mercado internacional.
O que é o modelo G2G
No formato G2G, o governo negocia diretamente com outro país a venda de bens, serviços ou tecnologias.
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Embora os contratos possam envolver empresas privadas, é o Estado que conduz a negociação e atua como garantidor, assegurando a entrega dos produtos.
Potências militares como Estados Unidos e França usam amplamente esse modelo.
No Brasil, um exemplo foi a aquisição dos caças Gripen, fabricados pela sueca Saab, por meio de um contrato G2G com o governo da Suécia.
Esse tipo de negociação é considerado estratégico porque fortalece relações diplomáticas e dá mais segurança às transações, já que o governo assume o papel de representante.
Obstáculos jurídicos e alternativas
Atualmente, a legislação brasileira impede que o governo faça a intermediação de vendas de empresas privadas.
Esse modelo só pode ser utilizado quando há estatais envolvidas. Isso limita o alcance do Brasil, pois essas companhias não produzem todos os itens demandados no exterior.
Para contornar o entrave, autoridades identificaram uma alternativa: uma estatal pode firmar acordo de colaboração com empresas privadas para representar produtos específicos em negociações internacionais.
Dessa forma, seria possível avançar com vendas no modelo G2G sem necessidade imediata de alterar a lei.
Estatais na linha de frente
O Ministério da Defesa pretende testar o formato por meio de estatais e fortalecer a integração entre Estado e setor privado. Uma mudança legislativa futura não está descartada, mas não é o objetivo neste momento.
Na última quinta-feira (25), representantes do governo e de empresas estatais participaram de reunião sobre o tema.
Entre elas estavam a Alada (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil), dedicada a equipamentos e infraestrutura aeroespacial; a Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), que apoia a indústria naval militar; e a Imbel (Indústria de Material Bélico do Brasil), responsável por armamentos e produtos de defesa para as Forças Armadas, forças policiais e clientes privados.
Com esses movimentos, o Brasil busca alinhar-se às práticas internacionais e criar condições mais favoráveis para expandir sua presença no mercado global de defesa.

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Retardatário governantes retardados
O problema é que no Brasil as coisas são muito lentas,pra fazer um submarino,um navio…e temos que diversificar os locais da construção,para agilizar a construção.