Equipes enfrentam condições severas em uma das operações submarinas mais perigosas já registradas nas Maldivas, enquanto buscas seguem mobilizando forças locais e especialistas internacionais
Uma nova tragédia ampliou ainda mais o drama envolvendo os cinco mergulhadores italianos desaparecidos nas Maldivas. Um militar socorrista morreu após participar diretamente da operação de busca em uma caverna submarina considerada extremamente perigosa pelas autoridades locais.
A informação foi divulgada por “UOL Notícias”, com base em dados publicados pela NBC News, Associated Press e pela agência italiana Ansa. Segundo o governo das Maldivas, o militar Mohamed Mahudhee integrou uma das equipes de resgate que atuavam no atol de Vaavu, região conhecida mundialmente pelo mergulho técnico e pelas cavernas profundas.
Entretanto, após retornar da missão subaquática, o socorrista apresentou estado crítico de saúde. Logo depois, equipes médicas o encaminharam para um hospital, mas ele não resistiu.
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De acordo com as primeiras informações oficiais, Mahudhee sofreu um grave acidente de descompressão subaquática. Esse tipo de situação ocorre quando um mergulhador sobe rapidamente à superfície. Como consequência, bolhas de gás nitrogênio se formam no sangue e nos tecidos do corpo, provocando danos severos ao organismo.
Além disso, a morte do militar aumentou a tensão em torno da operação. Afinal, as equipes seguem atuando em uma área que até mergulhadores experientes evitam acessar.
Caverna profunda desafia até mergulhadores especializados
As buscas acontecem próximas da ilha de Alimathaa, localizada no atol de Vaavu. A região atrai mergulhadores do mundo inteiro. Porém, ao mesmo tempo, o local possui cavernas submarinas extremamente complexas e de difícil acesso.
Segundo o porta-voz presidencial das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, nem mesmo profissionais altamente treinados entram facilmente na área.
“A caverna é tão profunda que até mergulhadores com equipamentos avançados evitam se aproximar”, afirmou.
Até agora, as equipes localizaram apenas um corpo, que estava a aproximadamente 60 metros de profundidade. Enquanto isso, as autoridades acreditam que os outros quatro mergulhadores permaneçam dentro da mesma caverna submersa.
Além da profundidade extrema, o mau tempo também dificultou bastante os trabalhos de resgate. Na quinta-feira, as equipes interromperam temporariamente as buscas por causa das condições climáticas desfavoráveis e do alerta amarelo emitido na região.
Mesmo assim, nesta sexta-feira, barcos, aeronaves e mergulhadores especializados retomaram a operação. Além disso, o governo das Maldivas passou a considerar a possibilidade de solicitar ajuda internacional.
Um especialista italiano já auxilia diretamente os trabalhos ao lado das forças locais. Paralelamente, o embaixador da Itália acompanha pessoalmente a operação em Malé, capital das Maldivas.
Quem eram os mergulhadores italianos desaparecidos
As autoridades confirmaram a identidade das cinco vítimas envolvidas no acidente de mergulho ocorrido na quinta-feira.
Entre os desaparecidos estão Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, e sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
Além delas, também desapareceram Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim, Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, ambos instrutores de mergulho.
Federico Gualtieri havia concluído recentemente sua formação em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
Segundo os relatos iniciais, o grupo realizava um mergulho matinal próximo da ilha de Alimathaa. Entretanto, os mergulhadores não retornaram à superfície até o meio-dia, o que acionou imediatamente as autoridades locais.
Investigações tentam descobrir causas da tragédia submarina
A polícia das Maldivas e a Procuradoria de Roma já iniciaram as investigações para entender o que provocou o acidente.
Até o momento, as autoridades ainda não divulgaram uma causa oficial para a tragédia. No entanto, investigadores analisam fatores como as condições climáticas, os equipamentos utilizados e os riscos naturais da caverna submarina.
Além disso, especialistas avaliam se o grupo encontrou dificuldades inesperadas durante a exploração subaquática.
As Maldivas formam um arquipélago com 1.192 ilhas de coral espalhadas por aproximadamente 800 quilômetros no Oceano Índico. O país se tornou um dos destinos mais procurados do planeta para mergulho recreativo e técnico.
Mesmo assim, especialistas alertam constantemente sobre os riscos extremos dos mergulhos em cavernas profundas. Afinal, esse tipo de atividade exige treinamento avançado, equipamentos específicos e protocolos rígidos de segurança.
Atualmente, as autoridades locais já tratam o episódio como o pior acidente de mergulho da história das Maldivas.
Você teria coragem de participar de um mergulho em cavernas profundas como esse mesmo sabendo dos riscos extremos envolvidos?

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