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Milhões de garrafas PET estão virando roupas no mundo e toneladas de poliéster reciclado estão revolucionando a indústria da moda, como Adidas, Nike, Zara e Shein, que já utilizam em suas coleções

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 07/04/2026 às 19:13
Atualizado em 07/04/2026 às 19:15
Assista o vídeoComo garrafas plásticas viram roupas e por que o poliéster reciclado cresce no mundo
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Processo transforma garrafas em poliéster reciclado, reduz impacto ambiental e impulsiona a moda sustentável com reaproveitamento de plástico em larga escala

A produção de roupas a partir de garrafas plásticas recicladas já acontece em grande escala e vem ganhando espaço na indústria da moda. Todos os dias, milhões de embalagens que teriam descarte transformam-se em poliéster reciclado, um material presente em mais da metade das roupas usadas no mundo.

Esse movimento chama atenção por unir dois fatores importantes. De um lado, o aproveitamento do lixo plástico, que reduziria a poluição. Do outro, o crescimento da chamada moda sustentável, que tenta diminuir impactos ambientais sem parar a produção.

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Transformação de garrafas plásticas em roupas já acontece em escala industrial

A empresa indiana Shree Renga consegue transformar cerca de 1,5 milhão de garrafas plásticas por dia em fibras têxteis. O volume mostra como o processo deixou de ser experimental e passou a ser parte relevante da cadeia global da moda.

A apuração foi publicada por Business Insider, portal internacional de jornalismo e economia digital. A produção diária da empresa chega a cerca de 25 toneladas de poliéster, com expectativa de crescimento nos próximos anos.

Esse tipo de material é feito a partir do PET, um plástico comum em embalagens. Ele possui uma estrutura molecular que permite criar fibras resistentes, leves e flexíveis, ideais para roupas.

Etapas mostram como o plástico vira tecido no dia a dia

O processo começa com a coleta de garrafas usadas. Em seguida, elas passam por uma triagem para separar o PET de outros plásticos, como tampas e rótulos, que não entram na produção.

Depois disso, as garrafas são trituradas em pequenos pedaços chamados flakes. Esses fragmentos passam por diversas lavagens para retirar sujeira e resíduos. O material limpo então têm derretimento e transformação em filamentos.

Esses filamentos são esticados e tratados até virarem fibras. Em seguida, têm conversão em fios e depois em tecidos. O resultado final pode ser usado na fabricação de camisetas, roupas esportivas e outros produtos têxteis.

Grandes marcas apostam no poliéster reciclado para crescer

Empresas como Adidas, Nike, Zara e Shein já utilizam poliéster reciclado em suas coleções. A tendência acompanha a pressão por práticas mais sustentáveis dentro da indústria da moda.

Business Insider, portal internacional de jornalismo e economia digital, destacou que mais de 120 empresas do setor assumiram compromisso de ampliar o uso desse material em suas linhas.

Mesmo assim, o poliéster tradicional ainda domina o mercado. Em 2020, a produção global foi suficiente para encher cerca de 2,5 milhões de caminhões de lixo, com menos de 15 por cento vindo de material reciclado.

Impacto ambiental ainda preocupa mesmo com reciclagem

Apesar dos benefícios, o uso de poliéster reciclado não elimina todos os problemas. A lavagem de roupas sintéticas libera microplásticos, partículas muito pequenas que acabam em rios e oceanos.

Essas fibras podem representar mais de um terço do plástico presente no mar. Além disso, quando descartadas, as roupas feitas com esse material não se decompõem facilmente.

Outro desafio está na reciclagem das próprias roupas. Muitas peças misturam poliéster com algodão ou outros materiais, o que dificulta o reaproveitamento completo.

Novas tecnologias tentam reciclar roupas em roupas

Projetos mais recentes buscam transformar roupas usadas em novas peças. Um exemplo é o sistema desenvolvido com apoio da H&M, que consegue reciclar uma peça em cerca de três dias.

O processo envolve limpeza, retirada de acessórios e transformação do tecido em novas fibras. Mesmo assim, ainda é necessário adicionar material novo para garantir resistência.

Hoje, menos de 1 por cento das roupas antigas voltam a virar roupas novas. A escala industrial ainda é um dos principais desafios para essa tecnologia.

Sustentabilidade cresce, mas enfrenta limites econômicos

O poliéster reciclado pode gerar cerca de 70 por cento menos emissões em comparação ao material virgem. Isso ajuda a explicar o interesse crescente da indústria.

Por outro lado, o custo ainda é um obstáculo. O poliéster novo continua sendo mais barato e fácil de produzir em grande quantidade.

Enquanto isso, a moda rápida segue em expansão e deve aumentar ainda mais o uso de fibras sintéticas nos próximos anos.

A transformação de garrafas em roupas mostra um caminho importante, mas não resolve sozinho o problema do lixo e do consumo excessivo.

A tendência indica que o futuro da moda vai depender de novas tecnologias, mudanças no consumo e maior reaproveitamento de materiais.

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Luci
Luci
08/04/2026 06:31

Penso que podemos produzir itens que durem, que possam ser consertados, reaproveitados. Usar itens retornáveis, como garrafas de vidro. Realizar pesquisas para o uso de determinados materiais na construção de casas.

Fonte
Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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