Mesa de jardim solar da IOTA Solar combina painel fotovoltaico, tomadas USB, conexão doméstica e monitoramento por aplicativo para gerar até 450 kWh por ano no terraço, embora o preço ainda seja o maior obstáculo.
A empresa suíça IOTA Solar apresentou a PT One, uma mesa de jardim solar que combina mobiliário externo e geração de eletricidade para uso doméstico residencial. O produto tem aparência de mesa sofisticada, mas incorpora um painel fotovoltaico no tampo.
A proposta é aproveitar uma superfície que normalmente permanece no terraço durante todo o ano. Conectada a uma tomada tradicional, a mesa injeta a eletricidade produzida na rede da casa e ajuda a alimentar equipamentos do dia a dia.
Mesa de jardim conecta energia solar ao uso doméstico
O funcionamento é direto. A PT One se liga a uma tomada doméstica e a energia gerada pelo painel solar passa a abastecer aparelhos como caixa de Internet, geladeira ou dispositivos que ficam constantemente em espera.
-
Brasil quer virar um exportador mundial de hidrogênio verde, o combustível limpo que promete movimentar bilhões
-
Brasil prepara o seu primeiro leilão de energia eólica no mar, aposta para se tornar a nova hidrelétrica do país
-
Brasil vai realizar o seu primeiro leilão de baterias para guardar a energia solar e eólica do Nordeste
-
Cientistas brasileiros avançam simultaneamente em duas pesquisas sobre hidrogênio limpo e impulsionam soluções que podem transformar a matriz energética, ampliar a competitividade industrial e acelerar metas de redução de emissões em larga escala
A mesa de jardim também oferece tomadas USB, USB-C e uma fonte de alimentação clássica. Esses recursos permitem conectar eletrônicos ou dispositivos domésticos pela tomada de 230 V e pelas portas disponíveis no móvel.
Um aplicativo móvel acompanha a produção de eletricidade em tempo real. A ferramenta também permite comparar as economias obtidas com o consumo doméstico, aproximando o usuário dos dados de geração solar no cotidiano.
Produção anual pode chegar a 450 kWh
A IOTA Solar informa que a PT One pode produzir entre 350 e 450 kWh por ano, conforme a exposição ao sol. A estimativa coloca a mesa dentro da tendência de autoconsumo de energia, com produção distribuída em objetos comuns.
O produto se encaixa em uma lógica mais ampla de uso de superfícies já existentes para gerar eletricidade. O material cita cercas fotovoltaicas, persianas solares e mobiliário urbano capaz de produzir energia como exemplos dessa movimentação.
A ideia parte de um ponto simples: o terraço costuma ficar sem uso por boa parte do dia, mesmo quando está bem exposto ao sol. Transformar uma mesa de jardim em fonte de energia aproveita essa área de maneira funcional.
Preço ainda pesa na adoção da novidade
O principal obstáculo é o custo. A PT One é vendida por cerca de 2.300 euros, valor elevado para uma mesa de jardim, mesmo com painel solar integrado, conexões e monitoramento por aplicativo.
A economia anunciada gira em torno de 150 euros por ano, dependendo da incidência solar e da forma de uso. Com esse ritmo, a rentabilidade não ocorre de maneira imediata, exigindo paciência do consumidor.
A própria marca afirma que a PT One seria “a primeira mesa do mundo que se paga”. A frase resume a promessa do produto, mas o investimento inicial ainda limita o alcance da solução para muitos compradores.
Disponível em quatro cores, a mesa também aparece associada ao design e à inovação. O atrativo não está apenas na economia, mas na possibilidade de produzir parte da eletricidade sem grandes obras.
Com a PT One, a energia solar sai do formato tradicional das grandes instalações fotovoltaicas e entra no mobiliário de uso diário. A mesa de jardim mostra uma tentativa de tornar a geração elétrica discreta, integrada e presente no cotidiano.
