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Mercado global reage após acordo bilionário entre EUA e China impulsionar trigo, milho e soja em forte alta nas bolsas internacionais

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 19/05/2026 às 21:14
Atualizado em 19/05/2026 às 21:17
Navios cargueiros transportando grãos após acordo agrícola entre China e Estados Unidos
Acordo entre China e EUA movimenta mercado global de grãos e exportações agrícolas.
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Anúncio feito pela Casa Branca sobre compras agrícolas chinesas movimentou bolsas internacionais, elevou preços dos grãos e reacendeu expectativas no comércio global

O mercado internacional de grãos começou esta semana em forte movimento de alta após um anúncio feito pelos Estados Unidos envolvendo um novo compromisso comercial com a China. A reação imediata das bolsas agrícolas chamou atenção de investidores, exportadores e produtores rurais em diversos países, especialmente porque os preços do trigo, milho e soja recuperaram parte das perdas acumuladas nos últimos dias.

A informação foi divulgada em 18 de maio de 2026 pela Casa Branca e repercutida por veículos internacionais e analistas do setor agrícola. Segundo o governo norte-americano, o presidente Donald Trump firmou um compromisso com o presidente chinês Xi Jinping durante uma cúpula realizada em Pequim. O acordo prevê compras de aproximadamente US$ 17 bilhões por ano em produtos agropecuários norte-americanos até 2028.

Além disso, o anúncio trouxe novo otimismo ao mercado global de commodities agrícolas, que vinha operando pressionado nas últimas semanas devido às incertezas econômicas e comerciais entre as duas maiores economias do planeta.

Bolsas agrícolas registram forte valorização após anúncio da Casa Branca

Logo nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (18), os contratos futuros de grãos dispararam na Bolsa de Chicago.

O trigo com vencimento em julho avançou cerca de 4%. Enquanto isso, o milho registrou alta superior a 3,5%, demonstrando uma reação imediata dos investidores diante da expectativa de retomada mais forte das compras chinesas.

Além disso, a soja também voltou a subir depois de dias de pressão negativa. Os contratos da commodity avançaram mais de 2%, recuperando parte das perdas observadas ao longo da última semana. O óleo de soja também acompanhou o movimento positivo e registrou valorização de aproximadamente 1,5%.

Segundo analistas internacionais, o anúncio reforçou a percepção de que Pequim poderá ampliar novamente suas importações agrícolas dos Estados Unidos nos próximos anos.

Ainda assim, o acordo divulgado pela Casa Branca não incluiu oficialmente novos compromissos relacionados à soja. O mercado esperava uma ampliação da meta de compra acima das 25 milhões de toneladas acordadas anteriormente em outubro de 2025.

Mesmo sem essa confirmação direta, investidores interpretaram o movimento como um possível sinal de reaproximação comercial entre os dois países.

China mantém cautela e evita divulgar detalhes do acordo agrícola

Apesar do entusiasmo inicial do mercado, o governo chinês adotou um discurso mais cauteloso.

O Ministério do Comércio da China não confirmou valores e também não apresentou detalhes completos sobre os produtos envolvidos no entendimento firmado entre os líderes dos dois países.

Em comunicado divulgado no sábado (16), Pequim afirmou apenas que ambos os lados pretendem fortalecer o comércio bilateral por meio de reduções tarifárias recíprocas em diferentes setores, incluindo produtos agrícolas.

No entanto, o governo chinês não especificou quais mercadorias serão contempladas nem apresentou metas oficiais de importação.

Enquanto isso, especialistas seguem divididos sobre os impactos reais do acordo.

Um analista de mercado em Pequim afirmou à Reuters que o anúncio pode indicar aumento das compras chinesas de milho, trigo, sorgo e carnes produzidas nos Estados Unidos.

Por outro lado, alguns traders europeus demonstraram cautela diante da falta de detalhes concretos.

Segundo um operador ouvido pela imprensa internacional, a expectativa do mercado é que a China volte a comprar produtos agrícolas norte-americanos de forma regular, como acontecia antes da guerra comercial entre os dois países.

Ainda assim, ele alertou que acordos semelhantes já deixaram de ser cumpridos anteriormente.

Relação comercial entre China e EUA mudou nos últimos anos

Nos últimos anos, a China reduziu significativamente sua dependência dos produtos agrícolas norte-americanos.

Os números mostram claramente essa mudança. Em 2016, durante o primeiro mandato de Donald Trump, aproximadamente 41% da soja importada pela China vinha dos Estados Unidos.

No entanto, em 2024, essa participação caiu para cerca de 20%.

Além disso, as tarifas adicionais impostas durante as disputas comerciais entre os dois países continuam afetando parte do comércio bilateral.

Atualmente, produtos agrícolas norte-americanos ainda enfrentam uma tarifa extra de 10% no mercado chinês, reflexo das medidas retaliatórias aplicadas anteriormente.

Mesmo assim, o novo entendimento comercial reacendeu expectativas positivas entre exportadores e produtores rurais.

Outro ponto importante envolve o setor de carnes.

Durante o último fim de semana, a China renovou a habilitação de mais de 400 plantas frigoríficas que estavam com autorizações expiradas havia anos.

Além disso, com as medidas de salvaguarda aplicadas pelos chineses desde 1º de janeiro, os Estados Unidos possuem autorização para enviar até 164 mil toneladas de carne bovina sem cobrança adicional de taxas.

Apesar disso, menos de 1 mil toneladas foram embarcadas neste ano até agora.

Especialistas acreditam que a retomada comercial poderá beneficiar diretamente o agronegócio global, principalmente em um momento de elevada volatilidade econômica e pressão sobre os mercados internacionais de commodities.

Enquanto isso, investidores continuam atentos aos próximos anúncios oficiais de Washington e Pequim, aguardando detalhes mais concretos sobre o acordo agrícola.

Você acredita que o novo acordo entre China e Estados Unidos pode mudar novamente o mercado global de grãos nos próximos anos?

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