A AIE está prevendo um momento de crescimento na demanda e, consequentemente, alta nos preços do petróleo bruto em 2023. As tendências para o mercado neste ano ainda contam com projetos de sustentabilidade voltados para a exploração do combustível.
A Agência Internacional de Energia (AIE) está com fortes projeções para o setor de petróleo e gás natural em 2023 para esta terça-feira, (31/01). As tendências para o ano são uma alta nos preços do petróleo bruto e novos projetos de pesquisa e desenvolvimento de sustentabilidade no segmento. A agência aponta para um forte crescimento na demanda do óleo, causando assim uma elevação dos preços em todo o mercado global.
AIE prevê ano de alta nos preços do petróleo bruto e tendências de sustentabilidade no setor de óleo e gás para 2023
Após um ano de fortes instabilidades no segmento de óleo e gás, crises de abastecimento e conflitos geopolíticos internacionais, as projeções para 2023 apontam uma mudança radical no cenário.
A AIE está projetando uma onda de crescimento na produção de petróleo bruto nos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
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As próximas horas serão de tensão crescente em torno do viés a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom/BC) com relação à taxa básica de juros (Selic), ao cabo da reunião dessa quarta-feira (17). Embora o mercado se apresente ‘dividido’ quanto à decisão do colegiado, a tendência mais forte das últimas semanas é de que a taxa se mantenha inalterada no patamar atual de 14,50% ao ano. Já uma ala minoritária ainda ‘aposta’ em uma queda 0,25 ponto percentual (p.p).
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Em consequência dessa movimentação, pode haver uma alta nos preços do combustível na cotação internacional.
Isso acontece porque o mercado internacional funciona com base na lei da oferta e demanda. Assim, quando há uma procura maior que o comum, os preços acabam sendo elevados.
De acordo com a AIE, mesmo com a perspectiva de enfraquecimento econômico mundial, a procura dos países por petróleo bruto irá crescer.
As principais justificativas para essa movimentação são as temperaturas mais baixas do inverno europeu e a reabertura econômica da China, considerada o maior mercado consumidor do setor de petróleo e gás natural.
O cenário de 2023 se moldará em um momento de instabilidade causada em 2022, quando houve a redução dos valores e da produção feita pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
Cenário projetado para o ano de 2023 favorecerá investidores do setor de óleo e gás, mas pode impactar no consumo dos combustíveis
Segundo as projeções da AIE, uma possível alta nos preços do petróleo bruto pode acarretar um aumento no potencial de investimentos no setor.
Neste cenário, há a expectativa de valorização das ações de companhias do setor. Na Bolsa de Valores (B3) estão listadas empresas como Petrobras (PETR3), PetroRio (PRIO3), Petroleum (RRRP3), PetroReconcavo (RECV3), Enauta (ENAT3) e Dommo (DMMO3).
Apesar disso, a vida dos consumidores dos combustíveis pode ser impactada negativamente com o aumento nos preços do petróleo bruto, conforme aponta a AIE.
Isso, pois a alta nos valores pode ser repassada no mercado nacional, causando assim uma elevação dos combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina, por exemplo.
Além disso, como a maior parte dos produtos e serviços dependem de uma logística de transporte rodoviário, existe a possibilidade de aumento generalizado dos preços.
No ano de 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil fechou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,79%.
Apesar disso, ao longo do ano, o percentual chegou a casa de dois dígitos. Dessa forma, o cenário econômico no mercado de petróleo e gás natural tem impactado fortemente o consumo no país.
O que se vê atualmente é um cenário de alta nos preços de diversos combustíveis em todo o Brasil.
Por outro lado, as discussões sobre a sustentabilidade, lideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU), ganham força no cenário de óleo e gás.
Assim, as projeções da AIE apontam para um mercado de petróleo cada vez mais ligado não só aos preços dos combustíveis, mas também ao compromisso ambiental na produção.

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