Durante uma limpeza em uma praia australiana, uma família encontrou uma garrafa de 1916 com mensagens escritas por dois soldados. O achado conectou descendentes e reacendeu memórias da Primeira Guerra Mundial
Durante uma limpeza na praia de Wharton, na Austrália, uma descoberta surpreendente interrompeu o trabalho rotineiro de uma família. Debra Brown e seus parentes encontraram uma garrafa contendo mensagens escritas por dois soldados australianos da Primeira Guerra Mundial, lançada ao mar há exatos 109 anos.
As cartas, datadas de 1916, foram escritas por Malcolm Alexander Neville e William Kirk Harley, ambos combatentes do exército australiano. A carta de Neville revelava que ele era natural de Wilkawatt, no sul do país. Com o auxílio das redes sociais, Brown conseguiu localizar Herbie Neville, sobrinho-neto do soldado, e compartilhar a emocionante descoberta.
O patriarca da família Neville tinha 28 anos quando morreu em combate na França, poucos meses após lançar a garrafa. “Tem sido incrível quanta coisa veio à tona em seu curto período na Primeira Guerra Mundial”, afirmou Herbie em entrevista à Australian Broadcasting Corp. Ele contou ainda que conhecia o tio-avô por meio das histórias contadas por sua tia, que hoje tem 101 anos.
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Brown também entrou em contato com descendentes de William Harley, que sobreviveu ao conflito e retornou à Austrália. A neta, Ann Turner, relatou o impacto que o achado causou entre os familiares. “Estamos todos absolutamente atônitos. Temos cinco netos vivos.
Estamos em contato constante desde que aconteceu e simplesmente não conseguimos acreditar. Sentimos fortemente que nosso avô entrou em contato conosco do além”, disse emocionada.
Mistério do tempo e do mar
A professora de oceanografia costeira da Universidade da Austrália Ocidental, Charitha Pattiaratchi, analisou o achado e explicou que é possível que a garrafa tenha permanecido flutuando por apenas algumas semanas após ser lançada na Grande Baía Australiana. “Provavelmente teria levado algumas semanas, talvez até um mês, para chegar à praia de Wharton”, explicou. Segundo ela, após chegar à costa, o objeto pode ter ficado enterrado na areia por um século até ser redescoberto.
Descoberta semelhante na Escócia
O caso remete a outra descoberta rara ocorrida no ano anterior. Durante uma inspeção no Farol de Corsewall, na Escócia, o engenheiro Ross Russell encontrou uma garrafa escondida dentro da parede do edifício de 209 anos.
Dentro havia um bilhete datado de 4 de setembro de 1892, assinado por três engenheiros e três faroleiros responsáveis pela instalação de uma nova luz no topo do farol de 30 metros.

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