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Megaprojeto milionário no Porto Sudeste pode mudar como o Brasil transfere petróleo entre navios e transporta a produção do pré-sal para o mundo

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 22/07/2026 às 11:42 Atualizado em 22/07/2026 às 11:44
Vista aérea do Porto Sudeste, com quebra-mares, píeres e estruturas portuárias cercadas pela Baía de Sepetiba.
Estrutura portuária em Itaguaí receberá investimentos para ampliar as operações ship-to-ship e o escoamento do petróleo do pré-sal.
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Nova estrutura em Itaguaí terá pontos de atracação para grandes petroleiros e poderá fortalecer o transporte da crescente produção offshore brasileira.

Em abril de 2026, a produção brasileira de petróleo alcançou 4,340 milhões de barris diários, segundo a Agência Nacional do Petróleo.

O volume representou um crescimento de 19,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

No pré-sal, por sua vez, a produção de petróleo e gás natural atingiu 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Consequentemente, o pré-sal respondeu por 81,8% de toda a produção nacional, conforme os dados divulgados pela ANP.

Diante desse crescimento, o Porto Sudeste prepara uma estrutura capaz de ampliar o transporte de petróleo entre navios e compradores internacionais.

Megaprojeto de R$180 milhões mira crescimento da produção de petróleo

Em 2023, um investimento de aproximadamente R$180 milhões foi aprovado para expandir o Porto Sudeste, localizado em Itaguaí, no Rio de Janeiro.

O projeto prevê uma estrutura dedicada ao transbordo de petróleo e derivados entre grandes embarcações.

Segundo Jayme Nicolato, CEO do Porto Sudeste, a produção brasileira poderá alcançar 5 milhões de barris diários até o final da década.

Por isso, o terminal busca acompanhar o avanço do pré-sal e aumentar sua participação no escoamento da produção brasileira.

Atualmente, o Porto Sudeste é considerado um dos principais terminais portuários privados do país.

Operação ship-to-ship permitirá transferir petróleo entre navios

A produção offshore ocorre a centenas de quilômetros da costa brasileira.

Inicialmente, o petróleo extraído em águas profundas é armazenado em unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência, conhecidas como FPSOs.

Posteriormente, a estrutura ship-to-ship permitirá transferir as cargas para outras embarcações nas águas jurisdicionais brasileiras.

Durante a operação, os navios poderão permanecer:

  • Ancorados;
  • Em movimento;
  • Posicionados lado a lado para o transbordo.

Dessa maneira, o petróleo poderá seguir para compradores internacionais sem depender exclusivamente de estruturas portuárias convencionais.

Contudo, a autorização ambiental exige análises de risco. O processo é acompanhado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários e pela Agência Nacional do Petróleo.

Porto criado para minério de ferro amplia atuação no setor offshore

O Porto Sudeste foi criado por Eike Batista para movimentar minério de ferro.

Naquele período, o cais foi projetado para transportar aproximadamente 50 milhões de toneladas por ano.

Atualmente, o terminal é controlado pelo fundo Mubadala e pela trader Trafigura.

A mudança no perfil das cargas aumentou os investimentos na infraestrutura destinada ao petróleo e ao setor offshore.

Assim, uma área inicialmente planejada para o minério começa a ganhar uma nova finalidade logística.

Dolfins criarão novos pontos de apoio para grandes petroleiros

A nova infraestrutura inclui um sistema de atracação conhecido como dolfin.

Essas estruturas independentes são construídas sobre a água para auxiliar na atracação, amarração e proteção das embarcações.

Na prática, os dolfins criam pontos adicionais de apoio para grandes navios.

Consequentemente, o porto não precisa construir um cais contínuo ao longo de toda a embarcação.

A expansão, portanto, permitirá que o terminal receba operações de transbordo de petróleo e derivados com maior apoio estrutural.

Canal da Baía de Sepetiba limita saída de navios completamente carregados

Apesar da capacidade do Porto Sudeste, o canal de acesso à Baía de Sepetiba ainda representa uma limitação operacional.

O terminal consegue receber navios VLCC, grandes transportadores de petróleo bruto com capacidade para até 320 mil toneladas de porte bruto.

Entretanto, essas embarcações não conseguem deixar a baía completamente carregadas.

Para superar esse obstáculo, seria necessária uma dragagem capaz de ampliar as condições de navegação do canal.

Mesmo com essa limitação, o projeto ship-to-ship amplia as alternativas para transportar o petróleo produzido em águas profundas e destinado ao mercado internacional.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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