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Uma lista publicada recentemente revela quais celulares emitem mais radiação, e a taxa SAR mostra quanto o corpo pode absorver durante o uso

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 22/07/2026 às 12:02 Atualizado em 22/07/2026 às 12:05
Técnico posiciona smartphone em cabeça de teste para medir a taxa SAR e comparar a radiação emitida por celulares.
Técnico realiza teste de Taxa de Absorção Específica (SAR) para comparar os níveis de radiação emitidos por diferentes smartphones.
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Levantamento baseado em dados do BFS reúne celulares com maiores níveis de SAR e explica como a radiação dos aparelhos é medida

Em 2025, uma lista baseada nas informações do Escritório Federal Alemão de Proteção contra Radiação, conhecido pela sigla BFS, chamou atenção para os celulares com maiores níveis de radiação. O levantamento considerou a Taxa de Absorção Específica, ou SAR, usada para indicar quanta energia de radiofrequência pode ser absorvida pelo corpo durante o uso de um aparelho.

O Motorola Edge apareceu na primeira posição, com índice de 1,79 watt por quilograma. O resultado colocou o smartphone acima de modelos fabricados por ZTE, OnePlus, Sony, Google e Oppo, marcas que também surgiram entre os aparelhos com maiores valores apresentados na relação.

A lista não indica, entretanto, que esses celulares sejam automaticamente perigosos. Os números representam medições técnicas realizadas em condições padronizadas de laboratório, com os aparelhos operando em potência máxima e posicionados próximos à cabeça ou ao corpo.

Motorola Edge liderou ranking de celulares com maiores níveis de radiação em 2025

O Motorola Edge ocupou o primeiro lugar da lista ao alcançar SAR de 1,79 W/kg. Logo depois apareceu o ZTE Axon 11 5G, que registrou 1,59 W/kg, seguido pelo OnePlus 6T, com índice de 1,55 W/kg.

O Sony Xperia XA2 Plus ficou na quarta posição, com 1,41 W/kg. Na sequência, o Google Pixel 3 XL apresentou 1,39 W/kg, enquanto o Google Pixel 4a atingiu 1,37 W/kg.

A última posição destacada foi dividida entre o Sony Xperia XZ1 Compact e o Oppo Reno5 5G. Os dois aparelhos registraram 1,36 W/kg durante as medições apresentadas pelo levantamento.

Os valores colocaram o Motorola Edge acima de todos os outros modelos relacionados. A diferença para o segundo colocado, o ZTE Axon 11 5G, foi de 0,20 W/kg.

Taxa de Absorção Específica mede quanta energia pode ser absorvida pelo corpo

A Taxa de Absorção Específica funciona como um padrão internacional para medir a energia de radiofrequência absorvida pelos tecidos humanos. O índice é expresso em watts por quilograma e permite comparar os níveis registrados por diferentes aparelhos.

Durante os testes, os smartphones são posicionados próximos a estruturas que simulam a cabeça e o corpo humano. Um manequim preenchido com gel semelhante aos tecidos recebe a emissão máxima produzida pelo celular.

Sensores instalados no equipamento registram a quantidade de energia absorvida durante o procedimento. A medição ocorre em condições controladas, justamente para permitir que aparelhos diferentes sejam analisados com os mesmos critérios.

Os celulares emitem radiofrequência ao realizar chamadas, transmitir dados e se conectar a torres de telefonia ou redes Wi-Fi. O nível de potência, porém, pode variar conforme a qualidade do sinal e o tipo de conexão utilizada.

Estados Unidos, Europa e Brasil adotam regras para limitar os níveis de SAR

Os Estados Unidos adotam um limite de SAR de 1,6 W/kg. A Europa, por outro lado, utiliza o teto de 2 W/kg para os aparelhos comercializados em seu território.

No Brasil, os celulares precisam atender às normas definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. Os fabricantes devem submeter os modelos aos testes exigidos antes que eles sejam liberados para venda no país.

As avaliações utilizam a potência máxima dos aparelhos, situação que não permanece constante durante todo o uso cotidiano. Os smartphones ajustam automaticamente sua emissão conforme a distância das antenas e a disponibilidade do sinal.

Um aparelho utilizado em uma região com boa cobertura pode operar com potência menor. Em locais com sinal fraco, porém, o sistema pode aumentar a força da transmissão para manter a chamada ou a conexão de dados.

Huawei, OnePlus, ZTE e Google também apareceram com índices menores

O levantamento também apresentou aparelhos com índices de SAR menores do que os registrados pelos primeiros colocados. Entre eles estava o Huawei Nova 2, com valor de 1,25 W/kg.

O OnePlus 9 apareceu com 1,26 W/kg, enquanto o Huawei P Smart registrou 1,27 W/kg. O ZTE Axon 7 Mini apresentou índice de 1,29 W/kg.

Google Pixel 3 e OnePlus 6 completaram esse grupo, ambos com SAR de 1,33 W/kg. Apesar das diferenças entre os números, todos os aparelhos mencionados emitem radiofrequência durante o funcionamento normal.

As medições foram conduzidas com critérios técnicos e condições controladas. Por isso, os valores servem principalmente como referência para comparar o desempenho dos smartphones nos testes de absorção de energia.

Qualidade do sinal pode influenciar a potência utilizada pelo celular

O valor de SAR não significa que o celular manterá a mesma emissão durante todo o tempo de uso. O aparelho modifica a potência conforme a qualidade da conexão disponível naquele momento.

Chamadas realizadas em áreas com sinal fraco podem exigir uma transmissão mais intensa. O telefone aumenta a potência para alcançar a torre de telefonia e evitar a interrupção da comunicação.

O uso de fones de ouvido ou do recurso de viva-voz pode manter o aparelho mais distante da cabeça. Essa prática altera a proximidade entre o celular e o usuário durante uma ligação.

A medição de laboratório representa, portanto, uma condição específica e padronizada. O funcionamento real depende de fatores como cobertura, distância das antenas, rede utilizada e forma de uso.

Ranking de celulares pode mudar com a chegada de novos aparelhos

A lista apresentada considera os modelos analisados e disponíveis nos bancos de dados utilizados no levantamento. A chegada de novos smartphones pode alterar as posições e acrescentar outros índices ao ranking.

Fabricantes e órgãos reguladores divulgam informações técnicas sobre os níveis de SAR dos aparelhos. O Escritório Federal Alemão de Proteção contra Radiação também mantém registros que permitem comparar diferentes modelos.

O ranking mostra que existem variações importantes entre os smartphones, mesmo quando eles cumprem os limites adotados pelos órgãos responsáveis. Os números ajudam o consumidor a compreender como a radiação é medida e quais aparelhos apresentaram os maiores valores nos testes.

O Motorola Edge permaneceu no topo da relação com 1,79 W/kg, seguido pelo ZTE Axon 11 5G e pelo OnePlus 6T. Os dados reforçam que o SAR é um indicador técnico de absorção de energia, e não uma conclusão isolada sobre riscos à saúde.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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