Levantamento baseado em dados do BFS reúne celulares com maiores níveis de SAR e explica como a radiação dos aparelhos é medida
Em 2025, uma lista baseada nas informações do Escritório Federal Alemão de Proteção contra Radiação, conhecido pela sigla BFS, chamou atenção para os celulares com maiores níveis de radiação. O levantamento considerou a Taxa de Absorção Específica, ou SAR, usada para indicar quanta energia de radiofrequência pode ser absorvida pelo corpo durante o uso de um aparelho.
O Motorola Edge apareceu na primeira posição, com índice de 1,79 watt por quilograma. O resultado colocou o smartphone acima de modelos fabricados por ZTE, OnePlus, Sony, Google e Oppo, marcas que também surgiram entre os aparelhos com maiores valores apresentados na relação.
A lista não indica, entretanto, que esses celulares sejam automaticamente perigosos. Os números representam medições técnicas realizadas em condições padronizadas de laboratório, com os aparelhos operando em potência máxima e posicionados próximos à cabeça ou ao corpo.
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Motorola Edge liderou ranking de celulares com maiores níveis de radiação em 2025
O Motorola Edge ocupou o primeiro lugar da lista ao alcançar SAR de 1,79 W/kg. Logo depois apareceu o ZTE Axon 11 5G, que registrou 1,59 W/kg, seguido pelo OnePlus 6T, com índice de 1,55 W/kg.
O Sony Xperia XA2 Plus ficou na quarta posição, com 1,41 W/kg. Na sequência, o Google Pixel 3 XL apresentou 1,39 W/kg, enquanto o Google Pixel 4a atingiu 1,37 W/kg.
A última posição destacada foi dividida entre o Sony Xperia XZ1 Compact e o Oppo Reno5 5G. Os dois aparelhos registraram 1,36 W/kg durante as medições apresentadas pelo levantamento.
Os valores colocaram o Motorola Edge acima de todos os outros modelos relacionados. A diferença para o segundo colocado, o ZTE Axon 11 5G, foi de 0,20 W/kg.
Taxa de Absorção Específica mede quanta energia pode ser absorvida pelo corpo
A Taxa de Absorção Específica funciona como um padrão internacional para medir a energia de radiofrequência absorvida pelos tecidos humanos. O índice é expresso em watts por quilograma e permite comparar os níveis registrados por diferentes aparelhos.
Durante os testes, os smartphones são posicionados próximos a estruturas que simulam a cabeça e o corpo humano. Um manequim preenchido com gel semelhante aos tecidos recebe a emissão máxima produzida pelo celular.
Sensores instalados no equipamento registram a quantidade de energia absorvida durante o procedimento. A medição ocorre em condições controladas, justamente para permitir que aparelhos diferentes sejam analisados com os mesmos critérios.
Os celulares emitem radiofrequência ao realizar chamadas, transmitir dados e se conectar a torres de telefonia ou redes Wi-Fi. O nível de potência, porém, pode variar conforme a qualidade do sinal e o tipo de conexão utilizada.
Estados Unidos, Europa e Brasil adotam regras para limitar os níveis de SAR
Os Estados Unidos adotam um limite de SAR de 1,6 W/kg. A Europa, por outro lado, utiliza o teto de 2 W/kg para os aparelhos comercializados em seu território.
No Brasil, os celulares precisam atender às normas definidas pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. Os fabricantes devem submeter os modelos aos testes exigidos antes que eles sejam liberados para venda no país.
As avaliações utilizam a potência máxima dos aparelhos, situação que não permanece constante durante todo o uso cotidiano. Os smartphones ajustam automaticamente sua emissão conforme a distância das antenas e a disponibilidade do sinal.
Um aparelho utilizado em uma região com boa cobertura pode operar com potência menor. Em locais com sinal fraco, porém, o sistema pode aumentar a força da transmissão para manter a chamada ou a conexão de dados.
Huawei, OnePlus, ZTE e Google também apareceram com índices menores
O levantamento também apresentou aparelhos com índices de SAR menores do que os registrados pelos primeiros colocados. Entre eles estava o Huawei Nova 2, com valor de 1,25 W/kg.
O OnePlus 9 apareceu com 1,26 W/kg, enquanto o Huawei P Smart registrou 1,27 W/kg. O ZTE Axon 7 Mini apresentou índice de 1,29 W/kg.
Google Pixel 3 e OnePlus 6 completaram esse grupo, ambos com SAR de 1,33 W/kg. Apesar das diferenças entre os números, todos os aparelhos mencionados emitem radiofrequência durante o funcionamento normal.
As medições foram conduzidas com critérios técnicos e condições controladas. Por isso, os valores servem principalmente como referência para comparar o desempenho dos smartphones nos testes de absorção de energia.
Qualidade do sinal pode influenciar a potência utilizada pelo celular
O valor de SAR não significa que o celular manterá a mesma emissão durante todo o tempo de uso. O aparelho modifica a potência conforme a qualidade da conexão disponível naquele momento.
Chamadas realizadas em áreas com sinal fraco podem exigir uma transmissão mais intensa. O telefone aumenta a potência para alcançar a torre de telefonia e evitar a interrupção da comunicação.
O uso de fones de ouvido ou do recurso de viva-voz pode manter o aparelho mais distante da cabeça. Essa prática altera a proximidade entre o celular e o usuário durante uma ligação.
A medição de laboratório representa, portanto, uma condição específica e padronizada. O funcionamento real depende de fatores como cobertura, distância das antenas, rede utilizada e forma de uso.
Ranking de celulares pode mudar com a chegada de novos aparelhos
A lista apresentada considera os modelos analisados e disponíveis nos bancos de dados utilizados no levantamento. A chegada de novos smartphones pode alterar as posições e acrescentar outros índices ao ranking.
Fabricantes e órgãos reguladores divulgam informações técnicas sobre os níveis de SAR dos aparelhos. O Escritório Federal Alemão de Proteção contra Radiação também mantém registros que permitem comparar diferentes modelos.
O ranking mostra que existem variações importantes entre os smartphones, mesmo quando eles cumprem os limites adotados pelos órgãos responsáveis. Os números ajudam o consumidor a compreender como a radiação é medida e quais aparelhos apresentaram os maiores valores nos testes.
O Motorola Edge permaneceu no topo da relação com 1,79 W/kg, seguido pelo ZTE Axon 11 5G e pelo OnePlus 6T. Os dados reforçam que o SAR é um indicador técnico de absorção de energia, e não uma conclusão isolada sobre riscos à saúde.
