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Megaprojeto para nova cidade da Austrália surge em 114 hectares como plano diretor para um distrito urbano junto ao Aeroporto Internacional de Western Sydney, com 10.000 residências, parque circular de 2,2 km, parque central de dois hectares, quatro centros cívicos e fase inicial em cinco anos

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/02/2026 às 12:33
Atualizado em 15/02/2026 às 12:35
nova cidade da Austrália: Bradfield City em Sydney ao lado do Aeroporto Internacional de Western Sydney, com 10.000 residências, campus universitário, parque de 2,2 km e fase inicial prevista para cinco anos.
nova cidade da Austrália: Bradfield City em Sydney ao lado do Aeroporto Internacional de Western Sydney, com 10.000 residências, campus universitário, parque de 2,2 km e fase inicial prevista para cinco anos.
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Planos expõem oficialmente a nova cidade da Austrália chamada Bradfield City ao lado do Aeroporto Internacional de Western Sydney e a 50 km do centro de Sydney, com 10.000 residências, campus universitário e parques que reconfiguram poder, território e clima

Em 11 de fevereiro de 2026, foram detalhados os contornos de uma nova cidade da Austrália planejada para a zona oeste de Sydney, em um terreno de 114 hectares descrito como um novo núcleo urbano a cerca de 50 quilômetros do distrito comercial central. O desenho foi apresentado pelos estúdios SOM e Hassell, com 16 comentários acompanhando a divulgação.

Batizada de Bradfield City, a proposta foi posicionada ao lado do Aeroporto Internacional de Western Sydney, recém-concluído, e combina moradia, empregos e equipamentos públicos em etapas. O marco operacional é abrir o Primeiro Loteamento nos próximos cinco anos, enquanto a engenharia urbana tenta equilibrar densidade, áreas verdes, materiais de baixo carbono e referências ao Território das Primeiras Nações.

O que está no plano diretor da Bradfield City e quem assina

nova cidade da Austrália: Bradfield City em Sydney ao lado do Aeroporto Internacional de Western Sydney, com 10.000 residências, campus universitário, parque de 2,2 km e fase inicial prevista para cinco anos.

A base do projeto é um plano diretor que organiza a Bradfield City como a nova cidade da Austrália mais ambiciosa em mais de um século, tanto pela escala quanto pela tentativa de criar uma centralidade fora do núcleo histórico de Sydney.

A autoria é dividida entre a americana SOM e a australiana Hassell, em um arranjo que trata infraestrutura, quadras, espaços públicos e volumetria como um sistema integrado.

O plano diretor explicita metas quantitativas e peças urbanas repetidas no conjunto: 10.000 residências distribuídas no desenvolvimento total, um parque circular verde de 2,2 quilômetros, um parque central de dois hectares e quatro grandes centros cívicos.

Michael Powell enquadrou o desafio como uma responsabilidade rara ao desenhar uma cidade do zero, e a métrica é o que define como essa centralidade pode funcionar na prática.

Onde a nova cidade da Austrália será construída e por que o aeroporto vira eixo

A localização é o principal determinante do projeto: a Bradfield City foi planejada para ficar imediatamente ao lado do Aeroporto Internacional de Western Sydney, na zona oeste de Sydney, a aproximadamente 50 quilômetros do distrito comercial central.

Em urbanismo, a proximidade de um terminal desse porte costuma alterar padrões de mobilidade, preço da terra e demanda por serviços, e o plano diretor assume isso ao propor um distrito urbano voltado a conexões regionais.

Na leitura de engenharia urbana, o Aeroporto Internacional de Western Sydney atua como âncora de fluxos e, por consequência, de tipologias. A fase inicial prevê edifícios altos alinhados a ruas arborizadas, com grandes áreas verdes intercaladas para controlar microclima e oferecer permeabilidade.

É nessa interface entre aeroporto, moradia e espaço público que a nova cidade da Austrália tenta justificar sua existência como polo adicional dentro de Sydney.

Quanto muda na prática: números, fases e o Superlote 1

Os números ajudam a responder quanto e em que ritmo a Bradfield City sai do papel.

O empreendimento foi associado a mais de 1 bilhão de dólares em investimentos públicos australianos e está sendo desenvolvido pela construtora Plenary, com um cronograma que aponta a primeira etapa para os próximos cinco anos.

No centro do arranque, o Primeiro Loteamento, também chamado de Superlote 1, tem 5,7 hectares e foi descrito como o “coração cívico” da Bradfield City.

Essa fase concentra 1.400 residências, um campus universitário, escritórios, espaço comercial, um hotel e espaço público, tentando demonstrar desde cedo como a nova cidade da Austrália pode sustentar vida urbana contínua, e não apenas dormitório.

Moradia, densidade e verde: como as 10.000 residências são amarradas ao desenho

A promessa de 10.000 residências é a variável que mais pressiona o desenho urbano, porque impõe densidade suficiente para justificar transporte, comércio e serviços, ao mesmo tempo em que exige mitigação térmica e áreas abertas.

Por isso, o plano diretor insiste em um parque circular verde de 2,2 quilômetros como estrutura de continuidade, complementado por um parque central de dois hectares.

As imagens divulgadas para a fase inicial reforçam essa tese ao mostrar edifícios altos em sequência, recuos para arborização e clareiras verdes amplas.

A Bradfield City, nesse formato, tenta evitar o erro comum de expansão periférica dispersa em Sydney, usando o verde como infraestrutura e não como sobra. A performance real dependerá de regras de implantação, manejo de água e manutenção, não apenas de renderizações.

Sustentabilidade operacional: design passivo, telhados verdes e painéis solares

A camada ambiental do plano diretor reúne soluções conhecidas, mas aplicadas como pacote de infraestrutura urbana.

Entre as estratégias, aparecem soluções de design passivo, telhados verdes e painéis solares em toda a infraestrutura da cidade, com a justificativa de melhorar o desempenho ambiental e reduzir carga energética em um cenário de aquecimento e extremos climáticos.

Kevin Lloyd descreveu a meta como um bairro onde natureza e vida urbana se entrelaçam.

No discurso técnico, o desafio é transformar diretriz em requisito mensurável: orientação solar, ventilação cruzada, sombreamento, albedo de superfícies e padronização de coberturas verdes precisam entrar em códigos, contratos e fiscalização.

Sem isso, a Bradfield City corre o risco de virar sustentabilidade declarada, em que medidas são flexibilizadas à medida que o cronograma avança.

Território, cultura e materiais: o papel de Djinjama, COLA Studio e a suficiência

Um dos pontos mais específicos da proposta é a colaboração com os parceiros de design cultural Djinjama e COLA Studio, apontada como esforço para tornar a nova cidade da Austrália “inclusiva e resiliente às mudanças climáticas” e moldada por conexões indígenas com o Território.

Em termos de governança urbana, isso significa incorporar repertórios e critérios que não se limitam a eficiência física.

O exemplo mais tangível está em um pavilhão de madeira planejado como espaço de convivência, sob uma estrutura interligada e um dossel trançado.

Segundo a descrição, a inspiração vem do princípio aborígine da “suficiência”, usando apenas o necessário, o que levou à escolha de materiais de baixo carbono e alto desempenho. A questão prática é se esse princípio será replicado em escala, e não apenas em um edifício simbólico da Bradfield City.

O que Sydney ganha ou perde com a nova cidade da Austrália até 2031

Ao projetar um novo núcleo urbano fora do eixo tradicional, Sydney redistribui pressões de moradia, emprego e infraestrutura, mas também assume riscos de coordenação.

Se a Bradfield City cumprir o papel de centralidade próxima ao Aeroporto Internacional de Western Sydney, pode reduzir deslocamentos longos para parte da população e reorganizar a economia da zona oeste de Sydney.

Por outro lado, o tamanho do investimento público, a promessa de 10.000 residências e a rapidez do cronograma abrem disputa sobre prioridades e retorno social.

A grande dúvida é se a nova cidade da Austrália será um laboratório de planejamento urbano ou um corredor imobiliário ancorado no aeroporto, com áreas verdes subdimensionadas quando a demanda crescer.

O plano diretor da Bradfield City coloca Sydney diante de uma escolha técnica e política: concentrar crescimento em uma nova centralidade junto ao Aeroporto Internacional de Western Sydney ou reforçar o centro histórico com adensamento e infraestrutura.

O resultado, na prática, será medido em acesso a moradia, custo de serviços, desempenho ambiental e qualidade do espaço público nos próximos cinco anos.

Para quem acompanha urbanismo ou vive em Sydney, qual parte desse desenho parece mais crítica para dar certo: o pacote ambiental com design passivo, telhados verdes e painéis solares, o compromisso cultural com Território e suficiência, ou a promessa de 10.000 residências perto do Aeroporto Internacional de Western Sydney?

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Ernani Eykyn Barbosa
Ernani Eykyn Barbosa
15/02/2026 13:59

O desafio menos considerado nesses projetos é a qualidade de vida para as crianças e adolescentes, reservando espaços para desenvolver suas aptidões naturais e criatividade integrada com a natureza

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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