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Mato Grosso do Sul quer bloquear a entrada de tilápia sem origem comprovada para proteger produtores, consumidores e a concorrência local

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 20/11/2025 às 00:05
Atualizado em 20/11/2025 às 00:07
Proposta pretende barrar tilápia de origem duvidosa em Mato Grosso do Sul, garantindo rastreabilidade, segurança sanitária e proteção à produção local
Proposta pretende barrar tilápia de origem duvidosa em Mato Grosso do Sul, garantindo rastreabilidade, segurança sanitária e proteção à produção local
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Em meio à preocupação com preços desequilibrados, riscos sanitários e impacto na cadeia produtiva, Mato Grosso do Sul discute a proibição da tilápia sem origem comprovada para reforçar a segurança do mercado local

Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul o Projeto de Lei 304/2025, de autoria do deputado Roberto Hashioka, que estabelece a proibição da importação e comercialização de tilápia de origem duvidosa no Estado. A matéria foi encaminhada para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

O texto prevê vedação à importação, comercialização, distribuição e oferta ao consumidor de tilápia cuja procedência não esteja comprovada. A restrição vale para o produto in natura, resfriado, congelado, filetado ou em qualquer forma de beneficiamento.

Definição de origem e exigências de comprovação

Pela proposta, será considerada de origem duvidosa a tilápia que não apresente documentação fiscal, sanitária e de rastreabilidade emitida por produtor ou fornecedor brasileiro. Essas informações precisam estar regularizadas para garantir a identificação correta do pescado.

Os estabelecimentos que comercializam o peixe devem manter junto ao produto documentos que comprovem a origem. A identificação deve incluir o nome do produtor ou processador nacional, certificações sanitárias expedidas pelos órgãos competentes, além de dados de lote, data de processamento e informações de rastreabilidade.

Objetivos e justificativas do projeto

O projeto tem como finalidade impedir a circulação e venda de tilápia de procedência incerta em Mato Grosso do Sul. A medida é apresentada como necessária para proteger a economia local, a saúde pública, o meio ambiente e o consumidor sul-mato-grossense.

Ao justificar a proposta, Roberto Hashioka afirmou que a entrada de tilápia de origem duvidosa, especialmente vendida a preços inferiores aos praticados localmente, pode causar desequilíbrio concorrencial. Segundo ele, essa prática pode configurar dumping e gerar prejuízos significativos à cadeia produtiva estadual.

Hashioka também destacou riscos sanitários relacionados à importação de pescado sem comprovação de origem. Produtos não submetidos aos padrões de inspeção, controle de resíduos, rastreabilidade e certificação podem representar ameaças à saúde da população.

Discussão nacional sobre espécies invasoras

A Comissão Nacional de Biodiversidade analisa a atualização da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, que passou a incluir a tilápia. A eventual inclusão tem caráter técnico e preventivo, sem indicar banimento ou restrição de uso da espécie no país.

O reconhecimento de espécies com potencial de causar impactos ambientais funciona como referência para formulação de políticas públicas e ações de prevenção e controle.

Relevância econômica da tilápia no Estado

Em Mato Grosso do Sul, a tilápia representou 97% da produção estadual de peixes em cativeiro em 2024, conforme dados do IBGE. Esse desempenho reforça a importância econômica da espécie para o setor aquícola local.

O Ministério da Pesca e Aquicultura solicitou prazo adicional para concluir análises técnicas sobre o tema. O objetivo é assegurar decisões baseadas em evidências atualizadas e no diálogo com o setor produtivo e a sociedade civil.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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