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Masouleh no Irã revela cidade milenar onde telhados funcionam como ruas e carros são proibidos em uma das arquiteturas montanhosas mais incomuns do mundo

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 04/03/2026 às 14:17
Atualizado em 04/03/2026 às 14:19
Vila histórica de Masouleh no Irã com casas amarelas em camadas na encosta da montanha, onde os telhados funcionam como ruas e pátios.
Vista da vila montanhosa de Masouleh, no norte do Irã, conhecida por sua arquitetura única em que os telhados das casas funcionam como ruas e passagens.
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Localizada nas montanhas de Alborz, a vila iraniana de Masouleh mantém uma estrutura urbana singular em que o telhado de uma casa se transforma na rua da residência acima.

Uma comunidade histórica do norte do Irã chama a atenção de visitantes e estudiosos por uma característica arquitetônica incomum que atravessa séculos.
A vila de Masouleh, localizada na encosta das montanhas Alborz, apresenta uma organização urbana singular em que os telhados das casas funcionam como ruas e pátios para as construções superiores.

Essa estrutura, que existe há mais de mil anos, permanece praticamente preservada e abriga atualmente cerca de 550 moradores.
Além disso, para proteger a arquitetura tradicional e garantir a conservação das construções, a circulação de carros dentro da comunidade é proibida, o que reforça o caráter histórico da vila.

Arquitetura integrada cria ruas sobre telhados

A organização urbana de Masouleh foi desenvolvida para que todas as construções funcionem de maneira interdependente.
Assim, as ruas e os pátios da parte superior da vila também são os tetos das casas situadas abaixo, formando uma espécie de sistema em camadas.

Esse modelo arquitetônico permite que as residências sejam construídas ao longo da encosta da montanha, aproveitando a inclinação natural do terreno.
Como resultado, a vila apresenta uma aparência única, na qual passagens, escadarias e telhados se conectam continuamente.

Além disso, a principal técnica de construção utilizada é o adobe, método tradicional que combina barro, palha e fragmentos de madeira.
Esse sistema construtivo foi amplamente empregado em diferentes regiões da Ásia e do Oriente Médio ao longo da história.

Conservação histórica mantém carros fora da vila

Para preservar essa arquitetura tradicional, o acesso de veículos automotores foi proibido dentro da comunidade.
Com isso, a circulação ocorre principalmente por caminhos, escadarias e passagens entre as casas.

Essa restrição contribui diretamente para a preservação das estruturas antigas, que dependem do equilíbrio entre as edificações.
Além disso, o controle do tráfego evita vibrações e desgastes que poderiam comprometer as construções históricas.

Dessa forma, o ambiente urbano da vila permanece praticamente inalterado, mantendo características que remontam a séculos de ocupação humana.

Localização montanhosa influencia o clima da região

A posição elevada da vila nas montanhas de Alborz também exerce influência sobre as condições climáticas locais.
O ar quente que circula pelas montanhas contribui para a formação de chuvas frequentes na região.

Esse fenômeno climático favorece uma precipitação abundante, que alimenta florestas densas e rios que atravessam a área ao redor da comunidade.
Ao mesmo tempo, mesmo diante de variações climáticas, as construções de adobe demonstram resistência tanto a temperaturas elevadas quanto a períodos de frio intenso.

Assim, a arquitetura tradicional continua preservada apesar das condições ambientais que se alternam ao longo do ano.

Origem da vila remonta a antigo assentamento comercial

Historicamente, a primeira comunidade chamada Masouleh foi estabelecida a cerca de seis quilômetros a noroeste da atual vila.
Esse antigo assentamento ficou conhecido posteriormente como Antiga Masouleh.

Com o passar do tempo, a comunidade foi transferida para a localização atual nas encostas montanhosas.
A partir daí, a região passou a desempenhar um papel importante nas atividades comerciais locais.

Durante períodos históricos associados às rotas comerciais da região de Gilan, a vila chegou a funcionar como um ponto de encontro para comerciantes e viajantes, que negociavam mercadorias vindas de diferentes localidades.

Migração econômica altera dinâmica da comunidade

Nos últimos anos, entretanto, mudanças econômicas afetaram a população local.
Parte dos moradores deixou a vila em busca de oportunidades em centros comerciais maiores.

Esse movimento ocorreu principalmente devido à falta de emprego e à redução das fontes de renda na região.
Mesmo assim, a comunidade continua habitada e preserva sua estrutura urbana histórica.

Turismo passa a impulsionar o interesse internacional

Atualmente, Masouleh caminha para se consolidar como um destino turístico cada vez mais conhecido.
Visitantes de diferentes países chegam ao local atraídos pela arquitetura singular da vila.

A principal curiosidade continua sendo o sistema urbano em que ruas se formam sobre os telhados das casas, algo raro no mundo.

Assim, a comunidade preserva um exemplo singular de adaptação arquitetônica ao relevo montanhoso e mantém viva uma tradição urbana que atravessa mais de um milênio.

Diante dessa arquitetura única e milenar, será que outras cidades históricas também escondem soluções urbanas surpreendentes que ainda permanecem pouco conhecidas pelo mundo?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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