A Meta prevê elevar seus gastos de capital para até US$ 145 bilhões em 2026, em uma ofensiva liderada por Mark Zuckerberg para ampliar chips, servidores, redes e data centers de inteligência artificial, enquanto investidores avaliam os riscos após o prejuízo bilionário do metaverso.
A previsão de US$ 145 bilhões em gastos de capital da Meta para 2026 amplia a pressão sobre Mark Zuckerberg, recoloca a inteligência artificial no centro da estratégia da empresa e abre a possibilidade de uma nova frente de receita com computação em nuvem.
US$ 145 bilhões previstos para 2026 colocam Mark Zuckerberg no centro da disputa por inteligência artificial, com a Meta ampliando infraestrutura e avaliando transformar capacidade excedente em serviço de nuvem.
Mark Zuckerberg acelera virada para IA
A Meta deixou de ser vista como dona de redes sociais e passou a operar como companhia em expansão. Chips, servidores, rede e data centers entraram na estratégia.
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O movimento acompanha Microsoft, Alphabet e Amazon, que planejam investimentos bilionários em inteligência artificial. A diferença é que a Meta constrói essa estrutura principalmente para uso interno.
Hoje, a IA sustenta recomendações no Facebook, Instagram e Threads. Também fortalece publicidade generativa, segmentação de campanhas e engajamento, em negócio no qual anúncios representam cerca de 97% da receita.
Da frustração do metaverso ao novo risco
A cautela dos investidores tem origem recente. Entre 2021 e 2025, a Reality Labs acumulou prejuízo operacional superior a US$ 70 bilhões na aposta em realidade virtual, enquanto a adoção do metaverso não avançou.
Esse histórico pesa sobre a nova fase. As ações da Meta perderam mais de 75% entre o fim de 2021 e 2022, quando o mercado questionou gastos comandados por Zuckerberg.
Agora, o temor é que a despesa avance mais rápido que a receita. Ao mesmo tempo, a empresa gerou mais de US$ 45 bilhões em fluxo de caixa livre nos últimos quatro trimestres.
Capacidade excedente pode virar nuvem
Na reunião anual de acionistas, Zuckerberg afirmou que lançar computação em nuvem está “definitivamente em pauta” se houver capacidade excessiva de IA. Terceiros já procuram acesso ao poder computacional da Meta.
Caso avance, a empresa disputaria espaço com Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure. Para acionistas de longo prazo, a aposta em IA pode deixar de ser apenas custo e virar nova plataforma de receita.

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