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Marinha libera tiros da Fragata Tamandaré e imagens chocam: canhão 76 mm e torpedo MK54 em ação no Rio, com entrega em 90 dias e incorporação oficial em 24 de abril de 2026

Escrito por Carla Teles
Publicado em 15/04/2026 às 10:28
Atualizado em 15/04/2026 às 22:52
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Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil testa canhão 76 mm e torpedo MK54 e reforça a Amazônia Azul no Rio.
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Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil realiza tiro real com canhão 76 mm e lançamento de torpedo MK54; avanço reforça a Amazônia Azul.

A Fragata Tamandaré entrou na reta final de aceitação operacional com campanhas de tiro real autorizadas pela Marinha do Brasil e imagens que destacam o poder de fogo do novo navio-escolta. Os registros mostram a atuação do canhão de 76 mm e o lançamento de torpedos leves MK54 durante testes no Rio de Janeiro.

A Fragata Tamandaré (F200), primeira unidade da nova classe, opera na Baía de Guanabara e no litoral fluminense desde 16 de março de 2026 e deve ser entregue ao setor operativo em até 90 dias. A incorporação oficial à Esquadra está prevista para 24 de abril de 2026, com cerimônia no Rio.

Checkpoint de realidade

Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil testa canhão 76 mm e torpedo MK54 e reforça a Amazônia Azul no Rio.

O que está acontecendo agora: a Fragata Tamandaré avança nos testes operacionais no Rio, com avaliações técnicas e ensaios de tiro real envolvendo canhão 76 mm e torpedo MK54. O foco é validar segurança, robustez e integração dos sistemas de combate.

O que está previsto no cronograma: entrega definitiva em até 90 dias e incorporação oficial em 24 de abril de 2026, seguida por um período de experimentação operacional de cerca de um ano.

Por que as imagens da Fragata Tamandaré chamaram tanta atenção

Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil testa canhão 76 mm e torpedo MK54 e reforça a Amazônia Azul no Rio.

As imagens liberadas têm um efeito imediato porque colocam, em cenário real, o que normalmente fica restrito a especificações: o encadeamento completo do sensor ao armamento.

Na prática, é a confirmação de que o navio não está apenas navegando, mas executando o tipo de atividade que define a prontidão de um escolta moderno.

Além do impacto visual, há um sinal institucional. Quando a Marinha autoriza a divulgação de tiros reais, a mensagem é de confiança na etapa em que o programa está, com a Fragata Tamandaré já perto do ponto de entrega e incorporação.

Testes no Rio: fase final de aceitação operacional

A Fragata Tamandaré concluiu testes iniciais de mar entre agosto e dezembro de 2025 e, desde 16 de março de 2026, opera no Rio de Janeiro para as últimas verificações.

Nesse período, a tripulação acompanha manobras e validações no passadiço, monitorando radares de vigilância aérea e de superfície, sonar de casco e sistemas eletrópticos e infravermelhos.

O objetivo é fechar um ciclo exigente de aceitação: provar que o navio é seguro, estável e plenamente integrado, especialmente quando sensores, comando e armamento precisam operar como um único conjunto.

Canhão 76 mm e torpedo MK54: o que foi testado

Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil testa canhão 76 mm e torpedo MK54 e reforça a Amazônia Azul no Rio.

O material destaca o emprego do canhão Oto Melara 76/62, descrito como de tiro rápido e alta cadência, com engajamento de alvos no mar e capacidade de atuação contra ameaças de superfície e antiaéreas. É um tipo de ensaio que serve para medir precisão, repetição e confiabilidade sob rotina operacional.

Na parte antissubmarino, aparecem lançamentos de torpedos leves MK54, disparados por tubos de 324 mm. O ponto central dessa fase é verificar se o navio executa o fluxo completo, do rastreio ao disparo, sem falhas de integração.

Integração do sistema de combate e camadas de armamento

Os testes citados reforçam que a Fragata Tamandaré trabalha com uma lógica de camadas: canhão principal, defesa de ponto e integração com armamentos guiados.

O texto menciona o gerenciamento integrado do sistema de combate com mísseis antinavio Mansup, mísseis antiaéreos CMM de lançamento vertical, canhão de 30 mm e metralhadoras de 12,7 mm.

Outro ponto é a operação aérea. O hangar e o convoo ampliam o raio de ação com helicópteros, adicionando alcance, vigilância e resposta tática em missões de escolta e patrulha.

Sensores, stealth e interoperabilidade

A Fragata Tamandaré é descrita como compatível com padrões de interoperabilidade usados por forças aliadas, enquanto elementos stealth reduzem a assinatura radar.

Em termos práticos, isso significa um navio pensado para operar com sensores modernos, cadeias de comando mais rápidas e menor exposição em cenários táticos.

O relato também destaca o conjunto de sensores como parte do “cérebro” da embarcação. Sem sensor bem integrado, o armamento vira força bruta; com integração, vira capacidade de combate.

Dimensões, automação e prontidão da tripulação

Fragata Tamandaré da Marinha do Brasil testa canhão 76 mm e torpedo MK54 e reforça a Amazônia Azul no Rio.

A Fragata Tamandaré aparece com cerca de 107 m de comprimento, 15,95 m de boca e deslocamento aproximado de 3.455 toneladas.

O texto ressalta automação elevada e controle remoto de grande parte dos sistemas, buscando rapidez e precisão em cenários de alta intensidade.

A tripulação é descrita com 154 militares, capacitados desde 2024, acompanhando cada etapa dos testes. Esse detalhe é decisivo: o navio pode estar pronto, mas a prontidão real depende de gente treinada operando o sistema com rotina e disciplina.

Entrega em 90 dias e incorporação em 24 de abril de 2026

O cronograma indicado coloca a Fragata Tamandaré em dois marcos próximos: a entrega definitiva ao setor operativo em até 90 dias e a incorporação oficial à Esquadra em 24 de abril de 2026, com cerimônia de mostra de armamento no Rio de Janeiro.

Depois disso, o navio entra no período de experimentação operacional de cerca de um ano. É a fase em que a embarcação começa a viver a rotina real, consolidando procedimentos, padrões e respostas em diferentes cenários.

Programa Fragatas Classe Tamandaré e as próximas unidades

A Fragata Tamandaré é apresentada como a primeira de quatro unidades do programa, com pico de produção envolvendo mais de 1.000 empresas brasileiras e transferência de tecnologia, incluindo desenvolvimento de software de combate no país.

O texto cita as demais unidades em diferentes estágios: Jerônimo de Albuquerque (F201) já na água recebendo equipamentos, Cunha (F202) com casco em fase final e Marise Barros (F203) com construção iniciada em janeiro de 2026 com corte da primeira chapa.

Há ainda a menção a um segundo lote em negociação para mais quatro fragatas, elevando o total para oito unidades e substituindo meios mais antigos. Nesse pacote, aparece a intenção de incorporar melhorias, como integração plena do Mansup de alcance estendido e maior autonomia industrial.

Amazônia Azul: por que esse avanço naval pesa na estratégia

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O texto conecta a modernização ao conceito de Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira descrita como superior a 5,7 milhões de km², com 95% das exportações transitando por rotas marítimas e presença de reservas e riquezas relevantes. Também são citadas ameaças como pesca ilegal, biopirataria, tráfego irregular e ações de inteligência estrangeira.

Nesse cenário, a Fragata Tamandaré é colocada como peça de um esforço maior. A lógica é direta: proteger rotas, dissuadir ameaças e sustentar soberania exige meios modernos e disponíveis.

Fragatas e submarinos: a estratégia combinada

O texto também aproxima fragatas e submarinos como pilares complementares, citando o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, a classe Riachuelo e o avanço rumo ao primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro. A ideia é formar uma defesa com presença de superfície e capacidade de vigilância em profundidade.

Com isso, a Fragata Tamandaré passa a ser tratada não só como um novo navio, mas como símbolo de salto tecnológico, capacitação de mão de obra e fortalecimento da base industrial de defesa.

Na sua opinião, a Fragata Tamandaré impressiona mais pelo canhão 76 mm ou pelo conjunto completo de sensores, automação e integração do sistema de combate?

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Carla Teles

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