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Marinha do Brasil coordena maior operação ribeirinha da América Latina e mobiliza forças internacionais em ação militar que impressiona pela escala e estratégia – conheça a Operação ACRUX XII

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 06/05/2026 às 16:15
Atualizado em 06/05/2026 às 16:19
Assista o vídeoMilitares da Marinha do Brasil participam de operação ribeirinha no Pantanal com embarcações táticas, helicóptero e tropas armadas durante a Operação ACRUX XII.
Marinha do Brasil coordena maior operação ribeirinha da América Latina e mobiliza forças internacionais em ação militar que impressiona pela escala e estratégia – conheça a Operação ACRUX XII
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Marinha do Brasil lidera a Operação ACRUX XII com 700 militares, drones e forças da América Latina em megaoperação ribeirinha no Pantanal. 

A Marinha do Brasil liderou entre os dias 20 e 25 de abril a Operação ACRUX XII, considerada a maior operação ribeirinha da América Latina. O exercício multinacional ocorreu em Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul, reunindo mais de 700 militares e embarcações de cinco países sul-americanos em uma ampla ação de treinamento e cooperação naval no Rio Paraguai.

Segundo informações da Agência Marinha de Notícias no dia 5 de maio, além da participação brasileira, militares da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai integraram a operação, que teve como foco principal o fortalecimento da interoperabilidade entre as marinhas da região. Durante cinco dias, os militares realizaram patrulhamento fluvial, desembarque tático, controle de tráfego na hidrovia, reconhecimento noturno com drones e simulações de retomada de áreas ocupadas por forças inimigas fictícias.

A Operação ACRUX XII também reforçou a relevância estratégica da hidrovia Paraguai-Paraná, uma das principais rotas econômicas da América Latina. O corredor fluvial é fundamental para o transporte de cargas e produtos agrícolas entre os países da região, especialmente para o Paraguai, que depende da rota para acesso ao oceano.

Operação ribeirinha da Marinha do Brasil mobilizou forças de cinco países

A Operação ACRUX XII demonstrou a capacidade de integração militar entre países da América Latina em um ambiente considerado complexo para operações fluviais. Sob coordenação da Marinha do Brasil, o exercício reuniu meios navais, tropas especializadas e apoio aéreo em um trecho de aproximadamente 60 quilômetros do Rio Paraguai.

Ao longo da operação ribeirinha, militares executaram ações de patrulhamento, proteção da força-tarefa fluvial, batimento de margens e controle de tráfego aquaviário. O cenário escolhido no Pantanal sul-mato-grossense trouxe desafios adicionais por conta das características naturais da região, como áreas alagadas, vegetação densa e longas distâncias de navegação.

O Contra-Almirante Emerson Augusto Serafim, comandante do 6º Distrito Naval, destacou que o exercício foi estruturado para ampliar a atuação conjunta entre as forças participantes e fortalecer a capacidade de resposta em cenários multinacionais. Segundo ele, a operação também contribuiu para o intercâmbio de experiências e para o aperfeiçoamento do treinamento militar em ambiente ribeirinho.

A comissão ACRUX ocorre a cada dois anos desde 2001, sempre com organização rotativa entre os países participantes. Nesta edição, o Brasil assumiu a liderança da maior operação ribeirinha da América Latina.

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Operação ACRUX XII empregou drones, aeronaves e embarcações militares

Um dos principais destaques da Operação ACRUX XII foi o uso de tecnologias de monitoramento e vigilância noturna. Nesta edição, drones equipados com sensores infravermelhos foram utilizados em larga escala durante os exercícios, ampliando a capacidade de reconhecimento em áreas de baixa visibilidade.

Os equipamentos permitiram identificar movimentações e fontes de calor durante as operações noturnas, aumentando a eficiência do monitoramento das tropas e das embarcações envolvidas na missão.

A Marinha do Brasil também empregou uma aeronave UH-12 em missões de esclarecimento, reconhecimento e apoio aéreo aproximado. O helicóptero atuou diretamente em suporte aos navios Monitor “Parnaíba” e Navio-Transporte “Paraguassu”.

Entre os principais meios utilizados na operação ribeirinha estiveram:

  • Monitor “Parnaíba”
  • Navio-Transporte “Paraguassu”
  • Navio-Transporte “Almirante Leverger”
  • Navios-Patrulha “Pirajá” e “Piratini”
  • Navio de Apoio Logístico Fluvial “Potengi”
  • Aviso de Apoio Fluvial “Barão de Melgaço”
  • Agência Escola Flutuante “Esperança do Pantanal”

As forças estrangeiras também contribuíram com uma grande estrutura naval. A Argentina participou com cinco meios navais, enquanto Bolívia, Paraguai e Uruguai enviaram embarcações e tropas especializadas para a operação.

Exercício simulou assalto ribeirinho em ação noturna no Pantanal

Entre as atividades mais complexas da Operação ACRUX XII esteve um exercício de desembarque e assalto ribeirinho realizado durante a noite do dia 24 de abril. A simulação envolveu militares dos cinco países participantes em uma operação coordenada de retomada de território.

Durante a ação, os militares navegaram cerca de cinco quilômetros utilizando oito embarcações de transporte de tropas, duas lanchas do tipo “Guardian” e um bote de assalto. Após o desembarque, os pelotões avançaram mais cinco quilômetros por terra até alcançar uma base de treinamento utilizada como alvo da missão.

O cenário reproduzia uma instalação controlada por um inimigo fictício, incluindo um posto de controle de trânsito e uma base de operações simulada. O objetivo do treinamento foi aperfeiçoar técnicas de combate em áreas ribeirinhas e ampliar a integração operacional entre as forças da América Latina.

A operação ribeirinha exigiu comunicação precisa entre os militares e alto nível de coordenação tática. As ações noturnas também serviram para validar protocolos conjuntos de atuação em ambientes de difícil acesso.

América Latina fortalece cooperação naval na hidrovia Paraguai-Paraná

A Operação ACRUX XII possui importância estratégica não apenas para a defesa militar, mas também para a segurança econômica da América Latina. A hidrovia Paraguai-Paraná é considerada um dos principais corredores logísticos do continente e desempenha papel fundamental no transporte de mercadorias e commodities agrícolas.

O Capitão de Fragata DEM Galeano, integrante da Marinha do Paraguai e chefe do Estado-Maior Combinado da operação, ressaltou que o exercício fortalece a capacidade das forças navais de proteger a navegação regional e garantir a segurança do comércio fluvial entre os países participantes.

A integração militar promovida pela Marinha do Brasil durante a operação reforça a cooperação entre nações vizinhas em temas relacionados à segurança de fronteiras, proteção de rotas comerciais e combate a ameaças transnacionais.

Além do treinamento militar, a operação também ampliou o intercâmbio técnico entre os participantes. Oficiais e tripulações puderam compartilhar experiências relacionadas à navegação, logística e atuação em ambientes fluviais complexos.

Entre os objetivos centrais da Operação ACRUX XII estiveram:

  • Fortalecer a interoperabilidade entre as marinhas sul-americanas
  • Aperfeiçoar operações em ambiente ribeirinho
  • Treinar respostas conjuntas em cenários multinacionais
  • Garantir maior segurança à hidrovia Paraguai-Paraná
  • Compartilhar experiências operacionais entre as forças participantes

Marinha do Brasil abriu navios para visitação pública em Corumbá

Além das atividades militares, a Operação ACRUX XII também promoveu aproximação entre as forças navais e a população local. Nos dias 17, 18 e 19 de abril, o Navio Multipropósito A.R.A. “Ciudad de Rosario”, da Argentina, e o Navio-Patrulha “Pirajá”, da Marinha do Brasil, ficaram abertos à visitação pública em Corumbá.

Mais de 800 pessoas visitaram as embarcações durante o período. Os visitantes puderam conhecer os equipamentos utilizados na operação ribeirinha, além das estruturas internas dos navios e detalhes sobre as missões realizadas na América Latina.

Entre os participantes da visitação esteve José Alberto de Amorim, ex-tenente do Exército Brasileiro, que relatou ter revivido experiências marcantes ligadas à navegação no Rio Paraguai. Já Viviane Amorim destacou a receptividade dos militares e chamou atenção para a presença feminina a bordo das embarcações, ressaltando a importância da representatividade nas forças armadas.

A iniciativa ajudou a aproximar a sociedade das atividades desenvolvidas pela Marinha do Brasil e despertou o interesse da população sobre a relevância estratégica da hidrovia para o desenvolvimento regional.

O que a Operação ACRUX XII revela sobre a segurança regional

A Operação ACRUX XII deixou evidente que a cooperação militar entre países da América Latina vem ganhando importância diante dos desafios atuais relacionados à segurança fluvial e à proteção das rotas comerciais estratégicas.

Ao reunir mais de 700 militares, dezenas de embarcações, aeronaves e tecnologias de monitoramento, a Marinha do Brasil demonstrou capacidade de coordenação em operações multinacionais de grande porte. O exercício também reforçou a relevância do Pantanal como ambiente de treinamento para missões ribeirinhas complexas.

Outro ponto importante foi a utilização de drones e sensores infravermelhos, evidenciando a modernização das operações militares na região. A integração entre tropas brasileiras, argentinas, paraguaias, bolivianas e uruguaias mostrou que o compartilhamento de conhecimento e experiências continua sendo essencial para fortalecer a segurança da hidrovia Paraguai-Paraná.

Ao final da operação, os representantes das marinhas participantes assinaram em Ladário a ata oficial da Operação ACRUX XII, consolidando os resultados alcançados e definindo recomendações para a próxima edição do exercício, prevista para acontecer em 2028, no Paraguai.

Com informações de Agência Marinha de Notícias.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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