Com inauguração marcada para 26 de março em Minga Guazú, no Paraguai, a Karsten inicia sua primeira operação industrial internacional para abastecer inicialmente o mercado brasileiro, adota capacitação técnica com o SNPP e prepara crescimento gradual, buscando eficiência produtiva, flexibilidade fabril e alcance latino-americano sem detalhar cifras oficiais.
O Paraguai passa a ocupar um papel decisivo na estratégia industrial da Karsten, que confirmou a abertura de sua primeira fábrica fora do Brasil. A nova unidade será inaugurada em 26 de março, em Minga Guazú, no leste paraguaio, com foco inicial na produção de itens de banho para atender o mercado brasileiro.
Para a companhia de Blumenau, o movimento representa mais do que uma expansão geográfica. É uma mudança de arquitetura produtiva, pensada para ampliar capacidade, ganhar flexibilidade e sustentar próximos passos na América Latina, sem romper com a base já consolidada em Santa Catarina.
A decisão de internacionalizar pela primeira vez

A escolha do Paraguai marca uma virada para uma empresa que construiu sua reputação no setor de cama, mesa e banho com operação majoritariamente nacional.
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Ao instalar sua primeira planta internacional, a Karsten sinaliza que entrou em uma fase de crescimento orientada por eficiência industrial e resposta mais ágil à demanda.
O ponto central dessa decisão é o desenho de longo prazo. A produção começa com itens de banho voltados ao Brasil, mas a unidade foi concebida para avançar de forma gradual.
O plano combina início controlado e possibilidade de expansão futura, sem prometer aceleração descolada da capacidade real de execução.
Minga Guazú no mapa produtivo da companhia
A nova fábrica no Paraguai, localizada em Minga Guazú, nasce com a função de complementar as operações catarinenses, não de substituí-las. Na prática, isso permite redistribuir parte da carga fabril, reduzir gargalos e melhorar o equilíbrio entre volume produzido e tempo de atendimento ao mercado.
Esse tipo de arranjo costuma trazer ganhos quando há coordenação entre plantas, padrões técnicos alinhados e fluxo logístico consistente.
A leitura estratégica é clara: ampliar presença regional mantendo coesão operacional, para que crescimento não comprometa qualidade nem previsibilidade de entrega.
Eficiência, escala e flexibilidade industrial
No discurso da empresa, o Paraguai aparece como ambiente econômico estável, favorável à manufatura e com posição logística estratégica na região.
Esses três fatores, combinados, ajudam a explicar por que a unidade foi desenhada para escalar progressivamente, em vez de começar com capacidade máxima.
Para a indústria têxtil, flexibilidade produtiva pesa tanto quanto volume. Ajustar mix, ritmo e planejamento fabril conforme a demanda reduz pressão sobre custos e prazos.
Quando a expansão é gradual e tecnicamente calibrada, o crescimento tende a ser mais sustentável do que movimentos bruscos.
Formação técnica e gestão da nova operação
A fábrica terá gestão de Rodrigo Prade, gerente industrial no Paraguai, com reporte a Evandro Burgel, diretor industrial da Karsten.
A estrutura de comando indica integração direta entre a nova planta e a governança industrial já existente, reduzindo risco de desalinhamento entre estratégia e execução diária.
Outro ponto relevante é o modelo contínuo de capacitação em parceria com o SNPP, instituição pública paraguaia de formação profissional.
Treinamento recorrente é um ativo operacional, porque sustenta padrão de qualidade, acelera curva de aprendizagem e fortalece consistência em processos de manufatura.
O que já está definido e o que segue em aberto
A companhia já confirmou data de início das atividades, localização, foco inicial de produção e lógica de expansão por etapas no Paraguai.
Também deixou explícito que a unidade foi planejada para ampliar capacidade de atendimento e preparar movimentos estratégicos futuros na região.
Por outro lado, ainda não foram divulgados o valor do investimento nem o número de empregos que serão gerados. Esse ponto mantém uma zona de expectativa sobre o tamanho econômico imediato da operação, embora a direção estratégica já esteja claramente desenhada.
A abertura da primeira fábrica internacional da Karsten no Paraguai sintetiza um movimento que mistura prudência e ambição: começa com foco definido, estrutura de gestão clara e capacitação técnica contínua, mas preserva espaço para crescer conforme a demanda e a eficiência operacional comprovarem tração.
Na sua avaliação, para uma indústria brasileira que busca expandir na América Latina, pesa mais a redução de custos, a agilidade logística ou a flexibilidade produtiva? E você acredita que esse modelo de crescimento gradual tende a proteger mais a qualidade do que expansões rápidas?

Nenhuma empresa grande fugiu para o Paraguai.
Karsten, Riachuelo e Lupo por exemplo abriram filiais no Paraguai o que é bem diferente. As fabricas dessas empresas continuam todas no mesmo lugar e operando.
Já na Argentina o Milei e as suas políticas desastradas e inconsequentes resultaram na perda de poder aquisitivo do argentino que não tem mais poder de compra e por sua vez na fuga massiva de empresas de grande porte do país que não tem mais mercado para os seus produtos. Entre as empresas que DESISTIRAM da Argentina do Milei ou estão reduzindo sua participação estão:
Saíram ou reduziram operações (2024-2025):
Varejo/Consumo/Serviços:
Carrefour (redução/reestruturação),
Walmart (saída),
Zara (saída).
OLX Autos
Alimentação:
Burger King (venda de operações),
Starbucks (redução).
Finaceiro:
HSBC (saída),
Banco Itaú (vendido).
Automotivo/Peças:
Mercedes-Benz (encerramento de fábrica própria),
Axalta
PPG.
Energia/Petróleo:
Petrobras,
ExxonMobil,
TotalEnergies,
Sinopec,
Raizen
Petronas
Enap Sipetrol
Outros:
Telefónica (saída),
Procter & Gamble (saída),
Glovo,
Nike,
Under Armour,
Hasbro.
Paramount
Norwegian Air Shuttle
Clorox
Eli Lilly
Infelizmente nosso governo esta tornando o custo Brasil inviável para empresas que querem crescer, investir.
Ex.: Como responsável por tecnologias novas e informática da empresa onde trabalho, vejo que apesar da necessidade , a empresa onde estou, para processo de crescimento e investimento, em equipamento de gravação a Laser, que possui um custo de Euros 1.000.000, necessita estar preparada para gastar mais o equivalente a quase mais Euros 1.000.000 , sem financiamento, para poder internar um equipamento deste tipo…..
Tomando isso como base e comparando com as leis de incentivo no Paraguai podemos dizer , o% de imposto de importação, financiamentos com juros subsidiados para investimentos , e juros sobre faturamento já no processo produtivo/vendas ,, inferior a 1/4 do custo de faturamento no Brasil……..
Não existe opção competitiva aqui que justifique , novos investimentos ou ampliação.
Sendo consultor de informática/tecnoçlogia , infelizmente hoje para meus clientes se houver uma necessidade de investimento do gênero , eu claramente indicaria a diversificação , de região/pais em virtude do desequilibrio abismal entre Brasil e Paraguai.
Mesmo com problemas de mão de obra adequada, formação no Paraguai é um investimento mais barato que no Brasil.
Infelizmente sou obrigado a fazer estes tipos de afirmação , em que vejo e apóio plenamente a iniciativa da empresa Karsten….. Parabens
Não vou defender nem criticar o Paraguai ou o Brasil. Porquê o que é certo pra cada país é relativo. Mas é preciso entender primeiro a diferença entre o Brasil e o Paraguai. O Brasil é um dos maiores mercados consumidores do mundo em quase todas as áreas que você imaginar. Então pelo seu enorme território, população e importância dentro da América do Sul ele acaba atraindo muitos investimentos (está sempre os países que mais atraem investimentos no mundo) sem ter que se esforçar muito pra isso. Já o Paraguai vive outra realidade completamente diferente, é um país pequeno, pobre, com um pequeno território, sem acesso ao mar o que dificulta bastante o escoamento de mercadorias, inclusive tem tido desentendimentos com a Argentina em relação a cobrança dos portos argentinos. Então basicamente o Paraguai tem pouquíssimos atrativos pra investidores ao contrário do Brasil; Foi por isso que em 97 o Paraguai aprovou a lei Maquila regulamentada em 2000 com o intuito de atrair investimentos para o país. A cobrança é de apenas 1% no valor agregado para exportação. Dá pra criticar isso? Na minha opinião era o recurso que eles tinham pra atrair investimentos e tem provocado um crescimento vigoroso e constante no Paraguai, então sim, na minha opinião é muito bom pra eles apesar dos problemas gerados pela baixa arrecadação. Inclusive o Paraguai não foi o primeiro nem o último país a fazer isso. A Irlanda está fazendo o mesmo e irritando bastante os EUA e Trump, que acusam a mesma de roubar empresas e capital americano. Agora vem a outra questão. O brasil precisa fazer o mesmo que o Paraguai? Claro que não. Como eu descrevi acima o Brasil atrai naturalmente investimentos pela grandeza de seu mercado. É obvio que uma pequena redução de impostos ajudaria ainda mais, mas nunca houve comprometimento real de nenhum governo de colocar isso em prática, apenas promessas de campanha como é de praxe. Se o volume de investimentos atual começar a reduzir (o que não é o caso ainda) será o caso de pensar seriamente nessa questão tributária