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Mais uma fabricante brasileira prepara produção no Paraguai, protocola entrada na Lei de Maquila e planeja primeira unidade fora do Brasil para reduzir custos e manter competitividade no Mercosul

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 04/03/2026 às 22:55
Fabricante brasileira Kidy prepara produção no Paraguai via Lei de Maquila para reduzir custos e ampliar competitividade industrial no Mercosul.
Fabricante brasileira Kidy prepara produção no Paraguai via Lei de Maquila para reduzir custos e ampliar competitividade industrial no Mercosul.
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Movimento industrial brasileiro em direção ao Paraguai ganha novo capítulo com fabricante de calçados infantis que busca operar sob regime de maquila, modelo que combina incentivos fiscais e integração logística no Mercosul e tem atraído empresas interessadas em ampliar competitividade regional.

A Kidy Calçados entrou na lista de empresas brasileiras que passaram a estruturar operações industriais no Paraguai sob o regime especial de maquila, um modelo que combina incentivos tributários e regras de exportação para atrair manufatura estrangeira.

A informação foi divulgada pela revista Vejar. Na ocasião, o executivo da empresa afirmou que a companhia já reuniu a documentação necessária para solicitar o enquadramento no sistema e pretende usar o país vizinho como plataforma produtiva conectada ao mercado regional.

Conhecida por fabricar calçados infantis, a Kidy mantém unidades industriais em Mato Grosso do Sul e São Paulo e, de acordo com o relato publicado, passou a avaliar a instalação de uma nova unidade produtiva no Paraguai como parte da estratégia de competitividade.

Na mesma reportagem, o diretor Ricardo Gracia é citado ao justificar a decisão de buscar a nova base fabril, em um movimento associado à pressão por custos menores e maior eficiência para disputar mercado dentro do Mercosul.

Como funciona o regime de maquila no Paraguai

O regime de maquila é um dos principais atrativos do Paraguai para indústrias que operam com cadeias de fornecimento internacionais.

Em linhas gerais, o modelo permite importar matérias-primas, insumos e bens de capital com suspensão de tributos e operar com um tributo único de 1% ligado à operação, além de prever mecanismos como recuperação de IVA em compras locais, conforme descreve a representação diplomática paraguaia no Brasil ao explicar o marco regulatório e seus benefícios.

Logística industrial que cruza fronteiras

No caso da Kidy, o plano relatado envolve duas possibilidades de localização — Assunção e Ciudad del Este — e uma engenharia de produção que chama atenção pelo desenho logístico.

A ideia descrita é importar componentes a partir de São Paulo, concluir parte do processo produtivo em território paraguaio e, só então, encaminhar os itens ao destino final.

Esse formato faz com que materiais e peças atravessem a fronteira mais de uma vez ao longo do ciclo produtivo até chegar ao consumidor.

Estratégia industrial dentro do Mercosul

A proposta também evidencia como o Mercosul entra na conta quando a produção é deslocada para um país membro do bloco.

A reportagem que citou a Kidy descreve que fabricantes instalados no Paraguai conseguem trazer produtos ao Brasil com menos barreiras comerciais do que as enfrentadas por mercadorias que chegam de fora da região.

Esse fator reforça o papel da integração regional na estratégia industrial de empresas que vendem para o mercado brasileiro e para países vizinhos.

Avanço de indústrias brasileiras no Paraguai

O movimento da empresa ocorre em um contexto mais amplo de atração de fábricas brasileiras pelo Paraguai, em especial em segmentos de manufatura leve como têxteis e calçados.

A mesma apuração jornalística menciona que, ao longo de cerca de duas décadas, mais de 200 companhias brasileiras passaram a produzir do outro lado da fronteira sob o modelo de maquila.

O levantamento citado afirma ainda que a presença brasileira é predominante dentro do regime, com uma relação expressa na reportagem como “sete em cada dez” indústrias maquiladoras tendo origem no Brasil.

Dados oficiais sobre exportações e empregos

Dados oficiais do governo paraguaio ajudam a dimensionar o peso econômico do regime na pauta exportadora do país e na sua conexão com mercados vizinhos.

Um relatório estatístico do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai registra que as exportações das indústrias maquiladoras somaram US$ 100 milhões em janeiro de 2025.

Segundo o documento, naquele recorte 86% das exportações tiveram como destino países do Mercosul.

O relatório também aponta o Brasil como principal destino individual no período apresentado.

Além do fluxo comercial, o mesmo material traz indicadores de emprego vinculados ao setor.

Na série exibida, o relatório registra 30.690 empregos ligados às indústrias maquiladoras em janeiro de 2025.

O documento aponta variação positiva em relação aos períodos comparados no próprio levantamento, reforçando o papel do regime como mecanismo de atração produtiva e geração de postos de trabalho no Paraguai.

Polos industriais e localização estratégica

A geografia industrial citada nas discussões sobre maquila também dialoga com o plano atribuído à Kidy.

O relatório estatístico do governo paraguaio indica forte concentração de programas aprovados em departamentos como Alto Paraná, além de Central e Capital.

Essa distribuição ajuda a explicar por que cidades associadas a esses territórios aparecem com frequência como pontos de instalação de fábricas.

Alto Paraná, por exemplo, é a região onde se localiza Ciudad del Este.

O município é frequentemente descrito em reportagens e materiais públicos como polo maquilador por sua posição de fronteira e infraestrutura de integração regional.

Custos industriais e competitividade regional

Quando a estratégia envolve exportação ao Brasil, fatores de custo e ambiente operacional costumam aparecer junto do desenho tributário.

A reportagem que cita a Kidy relaciona o apelo do Paraguai não apenas à carga fiscal, mas também a itens como encargos trabalhistas menores, energia competitiva e estabilidade macroeconômica como elementos destacados por fontes entrevistadas.

Esse conjunto de incentivos tem sido citado por empresas ao justificar mudanças na arquitetura produtiva.

Regras do programa de maquila

A lógica do regime, porém, não se resume a incentivo automático.

Ele depende de aprovação de um programa e segue regras de operação associadas à regulamentação e controle por órgãos paraguaios como o CNIME.

As condições do regime vinculam o benefício a operações orientadas à exportação.

É nesse caminho formal que a Kidy afirma ter “preenchido a papelada” para buscar o enquadramento e viabilizar uma unidade fora do Brasil conectada à sua cadeia de suprimentos e aos mercados do Mercosul.

Se mais fabricantes brasileiros começarem a montar cadeias produtivas que atravessam fronteiras para aproveitar regimes como a maquila, como isso pode transformar a competição de preços e a distribuição industrial dentro do Mercosul?

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Alex
Alex
07/03/2026 00:12

PAREM DE CRIAR NARRATIVAS INÚTEIS – principais destaques da Kidy em 2025:
Crescimento e Faturamento: A Kidy projetou um crescimento de 18% no faturamento para 2025, impulsionado pelo aumento da produção (16 mil pares diários) e expansão internacional.
Exportações: A exportação representa 15% do negócio, com meta de chegar a 20% em 2026, com foco em mercados como Equador, Argentina, Bolívia e Paraguai.
Investimentos: A empresa investiu em máquinas de costura automatizadas, novas injetoras de EVA e equipamentos com radiação UV para aumentar a eficiência e qualidade.
Mercado Interno: A Kidy focou na expansão de sua carteira de clientes no Brasil e no lançamento de novas linhas, como a “Kidy Surpresa”.
Tecnologia: A marca aposta em tecnologias como palmilhas com amortecimento inteligente (TecGel) e sistemas de ventilação (Respi-Tec)

Ricardo
Ricardo
06/03/2026 19:55

Interessante pessoas criticando o Brasil sem mesmo conseguirem enumerar as capitais brasileiras. Se economia de estado fosse fácil como vcs acham seria fácil resolver. Apenas lembrando que com todos esses “problemas ” que vcs acham que temos somos uma das 10 maiores economias do mundo.

Turetta
Turetta
Em resposta a  Ricardo
06/03/2026 20:29

Vai te lavar… estamos crescendo hoje, a metade do que crescemos na maior pandemia da história… o mês de janeiro representou recorde de arrecadação, R$ 325,8 bilhões arrecadados e os canalhas não param de gastar e comprar votos… para estar arrotando moral deve ter uma empresa, empregando 1 mil pessoas, paga salário de sonho e em escala 4×3 né… Eu não de tu sabe, mas no Paraguai, custa 1/10 do que o custo de produzir no Brasil, e a hibernação da folha de pagto, se resume a um salário nominal do trabalhador por ano. Vcs merecem ser roubados todos os dias como foram durante 17 anos, seguem sendo, e nem reclamar.

Jorge
Jorge
Em resposta a  Turetta
07/03/2026 00:16

O dia que o Brasil fechar a porta pro Paraguai ele simplesmente quebra. Para de falar abobrinh&. E quem tentou comprar voto descaradamente foi o Boz0 em 2022 e nem assim conseguiu. Aceita que dói menos. Inelegível, presidi&rio e com o pé na cova

Lasaro Dalgesso
Lasaro Dalgesso
Em resposta a  Ricardo
08/03/2026 11:56

Sim, não estamos mais entre as 10 incompetência mais roubo e o resultado já sabemos.
Além da dívida que deve chegar a 10 tri,simples assim.

Libertário
Libertário
06/03/2026 14:54

Parabéns aos nossos Deputados e Senadores pela criação e aumento de impostos. E à Receita Federal e à Justiça do Trabalho que faz da vida da empresas um verdadeiro inferno

Gaules
Gaules
Em resposta a  Libertário
06/03/2026 17:33

Um trabalho realmente muito bem feito. O Paraguai agradece! Se eu fosse paraguaio faria campanha dia e noite para o PT.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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