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Mais de 200 cidades entraram em alerta de tempestade no Sul, enquanto um ciclone entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai empurra frente fria, chuva intensa, granizo e rajadas de até 100 km/h, criando risco de alagamentos, queda de árvores, danos em plantações e corte de energia

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Escrito por Carla Teles Publicado em 28/06/2026 às 20:29 Atualizado em 28/06/2026 às 23:05
Mais de 200 cidades entraram em alerta de tempestade no Sul, enquanto um ciclone entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai empurra frente fria, chuva intensa, granizo e rajadas de até 100 (1)
ciclone e frente fria deixam cidades em alerta laranja com chuva intensa e granizo no Sul.
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O ciclone associado a uma frente fria colocou 233 cidades em alerta laranja. A previsão indica chuva intensa, granizo e ventos de 60 a 100 km/h, com risco de alagamentos, queda de árvores, danos em plantações e cortes de energia elétrica em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Um ciclone em formação no mar, entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, associado a uma frente fria, colocou 233 cidades da Região Sul em alerta laranja de tempestade. O aviso de “perigo” foi intensificado pelo Instituto Nacional de Meteorologia para este domingo, 28 de junho, com previsão de chuva intensa e granizo em áreas do Oeste Catarinense, Noroeste Rio-grandense e Sudoeste Paranaense.

De acordo com alerta do Inmet repercutido pelo NSC Total, a chuva é provocada pela frente fria associada ao sistema que se forma no oceano. A previsão indica temporais entre domingo e segunda-feira, 29 de junho, com chuva intensa, queda de granizo, rajadas de vento e risco de impactos como alagamentos, queda de árvores, estragos em plantações e interrupção no fornecimento de energia.

Alerta laranja indica perigo para mais de 200 cidades

Ciclone e frente fria deixam cidades em alerta laranja com chuva intensa e granizo no Sul.
Imagem: Divulgação.

O alerta laranja emitido pelo Inmet representa uma condição de perigo, não apenas uma mudança comum no tempo. Nas áreas mais afetadas, a previsão indica chuva entre 50 e 100 mm por dia, ventos intensos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo.

Essas condições podem provocar transtornos rápidos, especialmente em áreas urbanas sujeitas a alagamentos e em regiões rurais expostas a vento forte. Quando chuva volumosa, granizo e rajadas intensas acontecem no mesmo intervalo, o risco deixa de ser localizado e passa a exigir atenção regional.

Frente fria ajuda a organizar a instabilidade no Sul

A frente fria atua como um dos motores da mudança no tempo. Ela avança pela Região Sul e interage com o ciclone em formação no oceano, criando um ambiente favorável para nuvens carregadas, pancadas fortes e trovoadas.

Esse tipo de combinação costuma intensificar a instabilidade porque organiza a umidade e favorece a formação de áreas de chuva mais persistentes. No caso do alerta divulgado, a preocupação maior se concentra no domingo e na segunda-feira, quando o sistema afeta diferentes estados em momentos distintos.

Rio Grande do Sul deve ter temporais mais intensos no início

No domingo, o Inmet aponta que o cenário de instabilidade permanece sobre o Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde os temporais devem ser mais intensos. A formação do ciclone entre o sul gaúcho e o Uruguai aumenta a atenção sobre o estado.

A linha do tempo indicada mostra que a frente fria se organiza entre o Paraguai e o Sul do Brasil, enquanto o ar frio de origem polar começa a avançar sobre o Rio Grande do Sul. O estado deve registrar temporais generalizados, com chuva forte, raios e ventos.

Santa Catarina entra na rota da chuva forte

Em Santa Catarina, a instabilidade aumenta ao longo do domingo, com risco maior de temporais durante a tarde e a noite. O Oeste Catarinense está entre as áreas sob alerta laranja, o que indica possibilidade de tempo severo e impactos associados.

Na segunda-feira, a frente fria avança pelo litoral catarinense. A previsão ainda indica chuva em forma de pancadas fortes e trovoadas, embora a instabilidade comece a diminuir aos poucos em algumas áreas. Mesmo quando o pior do sistema passa, os efeitos podem continuar por horas em forma de nebulosidade, chuva e sensação de frio.

Paraná também tem avanço da instabilidade

No Paraná, o domingo começa com sol em várias áreas, mas a instabilidade avança no fim do dia pelo oeste e pelo sul do estado. O Sudoeste Paranaense aparece entre as regiões incluídas no alerta laranja do Inmet.

Na segunda-feira, o Paraná ainda deve ter nebulosidade e chuva em algumas áreas, já sob influência do deslocamento do sistema. O ciclone se afasta gradualmente para o oceano Atlântico, mas a frente fria e o ar polar ainda ajudam a manter condições instáveis na Região Sul.

Granizo e ventos fortes aumentam risco de danos

Além da chuva volumosa, a previsão inclui queda de granizo. Esse tipo de fenômeno pode causar danos em telhados, veículos, lavouras e estruturas mais vulneráveis, especialmente quando ocorre junto com rajadas fortes.

Os ventos previstos nas áreas de alerta laranja podem chegar a 100 km/h. Rajadas nessa faixa aumentam o risco de queda de árvores, destelhamentos pontuais e interrupções na rede elétrica. Por isso, a recomendação prática é acompanhar os avisos oficiais e evitar exposição desnecessária durante os temporais.

Alagamentos e corte de energia estão entre os riscos

O Inmet aponta risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. Em cidades com drenagem sobrecarregada, chuva intensa em curto período pode transformar ruas em pontos críticos rapidamente.

Em áreas rurais, a preocupação envolve plantações e estruturas expostas ao vento e ao granizo. O ciclone e a frente fria não afetam todos os municípios da mesma forma, mas o alerta amplo mostra que a atmosfera está favorável a eventos localmente fortes em diferentes pontos da Região Sul.

Alerta amarelo também cobre outras áreas

Além das 233 cidades sob alerta laranja, outras áreas da Região Sul estão em alerta amarelo, classificado como “perigo potencial”. Nesses locais, a previsão é de chuva de até 50 mm por dia, ventos de 40 a 60 km/h e também possibilidade de granizo.

Embora o alerta amarelo seja menos grave que o laranja, ele não deve ser ignorado. Mesmo volumes menores de chuva podem causar transtornos quando atingem locais vulneráveis, encostas, áreas com histórico de alagamento ou regiões com solo já encharcado.

Ar polar derruba temperaturas após os temporais

A linha do tempo mostra que, após o avanço da frente fria e do ciclone, o ar polar se consolida sobre o Rio Grande do Sul. Na segunda-feira, o estado já deve sentir queda mais perceptível nas temperaturas, enquanto Santa Catarina e Paraná ainda terão instabilidade em algumas áreas.

Na terça-feira, 30 de junho, o sistema estará mais afastado no Atlântico Sul, perdendo influência direta sobre o continente. Ainda assim, o ar polar mantém manhãs frias no Rio Grande do Sul, com possibilidade de temperaturas próximas ou abaixo de 10°C e chance de geada pontual na fronteira com o Uruguai.

Sistema perde força sobre o continente, mas deixa efeitos

Com o deslocamento do ciclone para o Atlântico Sul, a tendência é de redução gradual da influência direta sobre o continente. No entanto, Santa Catarina e Paraná ainda podem permanecer sob influência indireta do sistema, com tempo instável e temperaturas amenas.

Esse comportamento é comum em episódios de mudança forte no tempo. O pico do temporal passa, mas o ambiente ainda demora a estabilizar completamente. Depois da chuva e do vento, o frio se torna a marca mais perceptível para parte da Região Sul.

O que moradores devem observar durante o alerta

Em situações de tempestade, o mais importante é acompanhar os comunicados do Inmet, da Defesa Civil e dos órgãos locais. Alertas podem mudar conforme o deslocamento da frente fria, a intensidade da chuva e a evolução do ciclone no oceano.

Também é prudente evitar áreas alagadas, não se abrigar sob árvores durante rajadas de vento e redobrar cuidado em deslocamentos. Em regiões rurais, a atenção deve se voltar a estruturas, equipamentos e plantações expostas. O alerta não significa que todos os locais terão o mesmo impacto, mas indica que o risco existe e pode se intensificar rapidamente.

O ciclone associado à frente fria colocou a Região Sul em um período de atenção, com 233 cidades sob alerta laranja e outras áreas em alerta amarelo. A combinação de chuva intensa, granizo, vento forte e avanço de ar polar cria um cenário de risco para moradores, propriedades, plantações e serviços essenciais entre domingo e segunda-feira.

Você mora em alguma das regiões em alerta ou já enfrentou temporais com granizo e vento forte na sua cidade? Conte nos comentários como está o tempo aí e se sua região costuma sofrer com alagamentos, queda de árvores ou falta de energia durante tempestades.

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Carla Teles

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