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Dinamarca está afundando 80 milhões de toneladas de solo no Mar Báltico para erguer ilha artificial em Copenhague que vai abrigar 35 mil moradores e proteger a cidade do mar

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Escrito por Douglas Avila Publicado em 13/05/2026 às 11:15 Atualizado em 13/05/2026 às 11:18
Lynetteholm Copenhague: ilha artificial em construção no Mar Báltico vai abrigar 35 mil moradores
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Fase 2 das obras já passou de 50% e prevê conclusão do preenchimento de solo em 2050

A Dinamarca está afundando 80 milhões de toneladas de solo no Mar Báltico para erguer uma ilha artificial em Lynetteholm Copenhague. O projeto vai abrigar 35 mil moradores quando concluído.

A obra também serve como defesa climática para a capital dinamarquesa. Com nível do mar subindo, Copenhague fica cada vez mais exposta a tempestades.

O Parlamento dinamarquês aprovou o projeto em junho de 2021, com placar de 85 votos a favor e 12 contra. Foi um dos consensos políticos mais raros do país.

Segundo a documentação técnica do projeto, a obra começou em outubro de 2022 com a Fase 1. A primeira parte foi entregue em 2024.

De fato, a Fase 2 das obras já passou de 50% em agosto de 2025. Foram entregues 5,2 dos 8,6 km de dique de pedra previstos.

Conforme reportou o Time Magazine, o conceito é simples mas ambicioso. Reutilizar solo de obras civis da região para criar 275 hectares de terra nova.

Lynetteholm Copenhague: ilha artificial em construção no Mar Báltico vai abrigar 35 mil moradores
Construção da ilha artificial Lynetteholm em Copenhague em 2026, referência By & Havn

Como funciona o projeto Lynetteholm Copenhague

O projeto Lynetteholm Copenhague é executado pela By & Havn, empresa pública do Porto de Copenhague. A contratada principal é a Per Aarsleff A/S.

Conforme relatou o Dezeen, o investimento total chega a 20 bilhões de coroas dinamarquesas. São cerca de 2,7 bilhões de euros.

O financiamento é autossustentável. Por isso, a By & Havn vai vender lotes na ilha quando ela ficar pronta para reaver o investimento.

Em paralelo, o material usado é solo de origem local. Conforme análise do Architect’s Newspaper, são 80 milhões de toneladas de solo escavado de outras obras civis em Copenhague.

Dessa forma, a logística envolve cerca de 350 caminhões por dia atravessando a cidade. O fluxo gera críticas de moradores de bairros impactados.

De fato, o ritmo de despejo é tão intenso que vai durar quase 30 anos. O preenchimento total de solo só termina em 2050.

350 caminhões por dia transportam solo pelas ruas de Copenhague para a Lynetteholm Copenhague
Logística diária de 350 caminhões de solo para o canteiro de Lynetteholm

Por que Lynetteholm Copenhague serve como defesa climática

A função dupla é o que diferencia Lynetteholm Copenhague de outros projetos de reclamação de terra. Além de habitação, a ilha protege contra elevação do mar.

Conforme análise do CNN Style, a Dinamarca enfrenta riscos crescentes de tempestades de surge. O nível do mar do Báltico subiu 17 cm desde 1900.

Por isso, a península artificial vai funcionar como anteparo natural. Vai segurar inundações antes que cheguem aos bairros antigos da capital.

Em paralelo, o ex-primeiro-ministro Lars Løkke Rasmussen anunciou o projeto em outubro de 2018. “A capital está em desenvolvimento rápido. Copenhague vai ficar sem terrenos disponíveis”, disse Rasmussen.

Dessa forma, Lynetteholm resolve dois problemas ao mesmo tempo: terreno escasso e proteção climática. Esse pacote raro garantiu apoio transversal.

Conforme detalhamento do Travel Tomorrow, o ex-prefeito Frank Jensen também apoiou o plano. Era raro alinhamento entre governo nacional e municipal.

Tempestade no Mar Báltico ameaça Copenhague e justifica a defesa climática de Lynetteholm Copenhague
Tempestades no Báltico crescem em intensidade, motivando a construção de Lynetteholm

Os dados técnicos da maior obra urbana da Dinamarca

O projeto Lynetteholm Copenhague tem dimensões impressionantes. A área total será de 275 hectares, equivalentes a 385 campos de futebol oficiais.

Conforme dados do The Civil Engineer, o perímetro de defesa terá 7 km de diques de pedra.

De fato, a integração urbana inclui extensão da linha de metrô de Copenhague. Também tem um túnel portuário ligando os distritos de Nordhavn e Refshaleøen.

Em paralelo, o projeto arquitetônico é dos escritórios COWI, Arkitema e Tredje Natur. A ilha vai ter 35 mil postos de trabalho além das 35 mil residências.

  • Área total: 275 hectares (385 campos de futebol)
  • Solo total: 80 milhões de toneladas
  • Diques de pedra: 8,6 km (Fase 2)
  • Investimento: 20 bilhões DKK (2,7 bilhões EUR)
  • Residentes previstos: 35.000
  • Empregos: 35.000
  • Aprovação: Junho de 2021 (85×12 votos)
  • Conclusão soil filling: 2050

Controvérsia ambiental com o Báltico em Lynetteholm Copenhague

Apesar do apoio político interno, Lynetteholm Copenhague enfrenta críticas internacionais. A Coalition Clean Baltic publicou manifesto contra o projeto em setembro de 2023.

Conforme a coalizão, a península artificial pode bloquear o fluxo de água salgada e oxigenada para o Báltico. A redução estimada chega a 0,5% do influxo total.

Por outro lado, percentualmente parece pouco. Em paralelo, o Báltico é mar fechado e qualquer redução de fluxo pode afetar toda a ecologia regional.

Dessa forma, a Suécia mantém objeções formais ao projeto. Há disputa pelo acordo Espoo de impacto ambiental transfronteiriço.

De acordo com o Bloomberg, críticos acusam a Dinamarca de “greenwashing”. O argumento é priorizar defesa local sobre saúde ecossistêmica regional.

Em maio de 2023, um EIA suplementar afirmou que a qualidade de água de banho da costa de Copenhague seria mantida. Mas o parecer ainda é contestado.

Para um caso comparativo da megaengenharia europeia, vale ler a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre infraestrutura no Ártico.

O que Lynetteholm significa para cidades portuárias brasileiras

O projeto Lynetteholm Copenhague oferece referência para o Brasil. Cidades como Santos, Vitória e Salvador enfrentam riscos climáticos similares.

Conforme análise de economistas da Universidade de Copenhague em 2024, o ganho de bem-estar do projeto chega a 136 bilhões DKK. São cerca de 18 bilhões de euros em valor agregado.

Por isso, modelos brasileiros de Parceria Público-Privada poderiam replicar a lógica. Capacidade de financiamento existe, mas falta engenharia institucional.

Em paralelo, o modelo dinamarquês é referência para o setor de óleo e gás europeu. Portos resilientes garantem continuidade operacional de cadeias logísticas.

De fato, a Dinamarca é hub crítico para energia offshore báltica. Os parques eólicos flutuantes do mar local dependem de portos de operação como Copenhague.

Para mais sobre megaobras europeias, vale conferir a cobertura do Click Petróleo e Gás sobre o terminal Yamal LNG.

Vale notar que o projeto Lynetteholm ainda enfrenta riscos. Estudos hidrológicos suplementares podem forçar redesenho ambiental nos próximos anos.

Apesar disso, o cronograma segue firme. Em 2050, Copenhague vai ter um novo bairro de 275 hectares no que hoje é mar aberto.

Renderização da Lynetteholm Copenhague concluída com habitações para 35 mil moradores e parques verdes
Renderização do projeto Lynetteholm concluído, referência arquitetura COWI/Arkitema/Tredje Natur
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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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