Queda na produção e preços mais baixos atingem resultado da empresa brasileira
A gigante petrolífera brasileira Petrobras registrou uma queda de 42% nos lucros no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2018, mas continuou a progredir com a desalavancagem da dívida. A estatal registrou lucro líquido de 4,03 bilhões de reais (US $ 1,01 bilhão), ante 6,96 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2018.
A queda deveu-se em parte a mudanças nas regras contábeis e à inclusão de taxas de afretamento nos cálculos da dívida, mas a queda também foi atribuída a um declínio na produção e a preços mais baixos do petróleo, afirmou a Petrobras.
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Os resultados também foram impactados por uma provisão de 1,4 bilhão de passivos relacionados a contratos com Sete Brasil, acrescentou a Petrobras.
O resultado trimestral foi, no entanto, 92% superior ao do último trimestre de 2018, quando a Petrobras registrou lucro líquido de 2,1 bilhões de reais.
A Petrobras só voltou a lucrar em 2018 depois de quatro perdas anuais consecutivas, agravadas pela elevada dívida, pela queda nos preços do petróleo e pelo impacto do escândalo de corrupção da lava jato.
Em mensagem aos acionistas, o presidente-executivo da Petrobras, Roberto Castello Branco, destacou a importância da desalavancagem da dívida para melhorar o perfil de risco da empresa nos mercados de capitais.
“A Petrobras está firmemente comprometida com o objetivo de recuperar o grau de investimento perdido há alguns anos, que é tão importante para reduzir o custo de capital”, afirmou a empresa.
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A dívida bruta caiu para US $ 78,8 bilhões no final do primeiro trimestre, em comparação com US $ 102,4 bilhões em março de 2018, embora esse número não tenha levado em conta a mudança contábil.
A produção da Petrobras alcançou uma média de 2,46 milhões de barris de óleo equivalente no primeiro trimestre, uma queda de 5% em relação ao mesmo trimestre de 2018, devido ao declínio na produção em campos maduros. A produção também foi 4% menor do que o último trimestre de 2018, quando a média foi de 2,57 boepd.
A aceleração do crescimento na província do pré-sal está começando a reverter o recente declínio na produção global.
No último marco, a produção de petróleo através do recém-instalado FPSO P-74 atingiu sua capacidade total de 150.000 barris por dia, afirmou a Petrobras.

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