Expansão da Havan mira novas cidades, reforça o modelo de megalojas e mostra como a rede avalia terrenos, acesso e potencial regional antes de decidir onde instalar unidades capazes de atrair consumidores de vários municípios.
A Havan pretende abrir sete novas lojas em 2026 e avançar em direção à marca de 200 unidades no Brasil, segundo informações divulgadas pelo portal ND+.
Detalhada por Luciano Hang em publicação no Instagram no domingo (14), a estratégia considera terrenos grandes, boa visibilidade, acesso fácil e cidades com força regional.
A expansão ocorre no período em que a varejista se aproxima dos 40 anos de história, após consolidar em Santa Catarina um modelo de megalojas com estrutura ampla, estacionamento de grande porte e presença em áreas de grande circulação.
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Como a Havan escolhe cidades para novas lojas
Na análise para instalar uma nova unidade, o número de habitantes não aparece como único critério de decisão.
Segundo Hang, a Havan avalia a combinação entre potencial econômico, localização, fluxo de consumidores, acesso viário e capacidade de atrair moradores de municípios vizinhos.
Para viabilizar esse formato, a empresa busca terrenos entre 20 mil e 50 mil metros quadrados, espaço considerado necessário para comportar lojas amplas, estacionamento e uma operação capaz de receber grande volume de clientes.
Com essa estrutura, cada unidade passa a ser planejada como um polo de compras regional, e não apenas como uma loja voltada aos moradores da cidade onde será instalada.

Por esse motivo, áreas próximas a rodovias, avenidas movimentadas e entradas de cidades costumam ganhar prioridade na avaliação da rede.
A visibilidade para motoristas e passageiros, de acordo com a estratégia apresentada, ajuda a fortalecer a marca e ampliar o alcance comercial da unidade.
Interior do Brasil entra no plano de expansão
Mesmo com presença em grandes centros, a Havan também mira municípios do interior que funcionam como referência para regiões próximas e concentram consumidores de cidades vizinhas.
Nesse modelo de expansão, uma cidade menor pode receber uma megaloja quando demonstra força econômica, bom acesso e capacidade de atrair consumidores de outras localidades.
Hang afirma que há cidades menores com desempenho superior ao de municípios mais populosos, porque o resultado também depende do comportamento de compra, da renda disponível, do fluxo regional e dos hábitos de consumo locais.
Esse olhar reduz a dependência das capitais e amplia as possibilidades de expansão, já que a rede passa a priorizar regiões onde acesso, visibilidade e demanda aparecem de forma combinada.
Megalojas sustentam crescimento nacional da Havan
Parte central da identidade da Havan, as megalojas reúnem grande variedade de produtos, corredores amplos, estacionamento e estrutura planejada para atender muitas pessoas ao mesmo tempo.
A proposta é fazer com que a unidade funcione como destino de compras, não apenas como ponto de venda.
Em muitas cidades, a chegada de uma loja também movimenta a economia local por causa das obras, contratações e aumento no fluxo comercial.
Em 2025, a Havan já projetava chegar a 200 lojas em 2026, ano em que completaria quatro décadas de atuação, segundo o Noticenter.
A mesma publicação informou que a companhia pretendia encerrar 2025 com 190 unidades e faturamento estimado em R$ 18 bilhões.
O avanço, no entanto, depende da seleção de cidades que reúnam condições compatíveis com o porte das unidades.
Para a Havan, o sucesso de uma nova loja está menos ligado ao tamanho isolado da população e mais à soma entre localização, acesso, renda, fluxo regional e perfil de consumo.

